F1, Red Bull: À boleia do enorme talento de Max Verstappen

Por a 21 Dezembro 2025 10:58

A Red Bull atravessou em 2025 uma época de transição complexa, terminando em 3.º lugar no Mundial de Construtores atrás de McLaren e Mercedes, após vários anos de domínio quase absoluto.

No que terá sido a época mais dura da existência da estrutura austríaca, assistiram-se a saídas de grande monta, polémicas e dificuldades. Mas, no final, a Red Bull conseguiu ajudar Max Verstappen a lutar pelo título até ao fim.

O RB21 continuou a ser um carro capaz nas mãos do neerlandês, mas revelou uma janela de funcionamento mais estreita e um equilíbrio muito exigente, o que dificultou a vida a quem não tinha o seu estilo de condução. A época ficou ainda marcada pela gestão difícil do segundo lugar na equipa: Liam Lawson começou o ano ao lado de Verstappen, mas, após duas rondas muito fracas, foi substituído por Yuki Tsunoda a partir do GP do Japão, deixando claro que a Red Bull procurava uma solução mais sólida para apoiar a luta pelo título de Construtores.

O RB21 manteve várias das qualidades que fizeram dos seus antecessores a referência da grelha, mas com debilidades mais expostas em 2025.

Frente agressiva e resposta imediata mantiveram-se, permitindo uma rotação muito rápida na entrada de curva, característica que encaixa na perfeição no estilo de Verstappen e continua a ser uma arma decisiva em curvas de média e alta velocidade. A eficiência aerodinâmica em corrida também foi digna de referência, com uma boa relação downforce/drag. Em corridas taticamente complexas, Verstappen conseguiu explorar uma gestão de pneus, permitindo estratégias agressivas e stints longos com degradação controlada.

As especificidades do carro também fizeram dele uma dor de cabeça. “Talhado” para Verstappen, com equilíbrio muito carregado na frente e uma traseira mais solta, combinação que tornou o carro difícil de dominar para outros pilotos. Tsunoda descreveu o processo de adaptação como “não fácil” e algo que “ainda precisa de tempo”, evidenciando a sensibilidade do carro a pequenas mudanças de afinação. E a falta de pontos do segundo piloto da equipa foi um dos grandes problemas. A Red Bull marcou 451 pontos, 421 foram da responsabilidade de Verstappen. Liam Lawson e Yuki Tsunoda apenas contribuiram com 30 pontos.

​​A Red Bull sobreviveu a um 2025 duro, graças a Verstappen e à chegada de Laurent Mekies. A saída polémica de Horner abriu a porta ao engenheiro francês que, com uma postura prática e pragmática, transformou em poucas semanas uma equipa perdida numa estrutura capaz de lutar por vitórias.

Nota: 7/10

Max Verstappen – 2.º no Mundial (421 pontos)

Max Verstappen terminou 2025 em 2.º lugar no Mundial, com 421 pontos, perdendo o título para Lando Norris por apenas dois pontos, naquela que foi uma das lutas mais apertadas dos últimos anos. O neerlandês conquistou 8 vitórias, 8 poles e 15 pódios Mesmo em fins de semana complicados, onde o carro nunca entrou na janela ideal e terminou fora da luta pelo pódio, Verstappen conseguiu colocar-se em luta por bons pontos. Num RB21 mais exigente e menos dominante, a sua campanha reforçou a perceção de que o tetracampeão continua a ser o parâmetro absoluto com que todos os outros são medidos. É o melhor da atualidade e a época 2025 comprovou esse facto.

Nota: 9/10

Yuki Tsunoda / Liam Lawson – A maldição do segundo lugar

A história de Liam Lawson na Red Bull foi tão breve e fugaz que nem vale muito a pena ser referida. Yuki Tsunoda foi promovido da Racing Bulls para a Red Bull a partir do GP do Japão, entrando num dos cockpits mais expostos da Fórmula 1 e num carro claramente afinado em torno de Verstappen. O japonês reconheceu desde cedo que a adaptação ao RB21 “não é um processo fácil” e que precisaria de tempo para se sentir confortável com um monolugar de frente tão agressiva e de traseira tão nervosa, muito diferente do que conhecia na equipa júnior.

As avaliações internas e externas convergem na ideia de que Tsunoda mostrou alguns flashes de velocidade – voltas fortes em qualificação, bons primeiros stints em corridas específicas – mas nunca conseguiu aproximar‑se de forma consistente do ritmo de Verstappen ao longo de um fim de semana completo. Sem pódios e com poucos pontos somados, a época não permitiu que Tsunoda mostrasse que podia ser uma opção para se manter como piloto. Perdeu o lugar para Isack Hadjar. A Tsunoda nunca faltou talento, mas a mentalidade parecia ser um dos pontos fracos e na Red Bull foi “engolido”. Terá de se contentar agora com um lugar de piloto de testes e o seu futuro na F1 não parece ser risonho se as jovens promessas da Red Bull revelarem o talento que todos esperam.

Nota: 4/10

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