F1: Para James Vowles, o problema não é a duração das corridas, mas sim a transmissão
James Vowles, chefe da Williams, discordou da sugestão de Stefano Domenicali de encurtar as corridas de F1 para agradar ao público mais jovem. Para o diretor da Williams, o produto deve manter-se como está, defendendo que a solução passa por melhorar a forma como o desporto é transmitido e consumido, sobretudo em plataformas digitais e de streaming, em vez de televisão linear.
Vowles rejeita ainda “truques” como a obrigatoriedade de duas paragens no Mónaco, dizendo que a prioridade deve ser a experiência de visualização e não alterar a essência das corridas.
“Acho que ninguém no mundo percebe se precisamos de visualização linear, OTT ou digital”, disse à Business of Sport. “As gerações mais novas não veem ecrãs de TV, tudo está num dispositivo portátil.”
“Se pensarmos na Fórmula 1, é uma transmissão linear de duas horas numa plataforma fixa”, continua. “Funciona, não me interpretem mal, temos sucesso semana após semana. Mas será esse o caminho para os próximos cinco, dez anos? Não tenho a certeza. E pode ver cada vez mais conteúdo a ser digerido pelas redes sociais, pequenos clips, etc”.
“Houve algo interessante que foi divulgado pela Fórmula 1 no outro dia”, diz, referindo-se ao comentário de Domenicali, “que era: devemos tornar as corridas mais curtas por causa de certas coisas, ou mais corridas de sprint?”
“Agora, já sou mais velho, mas diria que, em geral, não. Acho que o produto é o que é. Já agora, o que é que torna o produto realmente bom? Vejam o Zandvoort… O Alex descreveu-o da melhor forma: ‘vi toda a gente à minha volta bater’. Era simplesmente imprevisível o que acontecia do início ao fim, mas era preciso assistir a uma hora e 40 minutos para chegar ao resultado final.”
“A audiência é que deve dominar”, insiste. “O meu ponto é que não tem de ser necessariamente mais curto, mas sim que o consumo se está a afastar-se da TV fixa e, portanto, precisamos de pensar de forma diferente sobre como transmitimos.”
Apesar disso, alerta para o desafio de rentabilizar corretamente os direitos de transmissão e alinhar contratos diferentes em mercados distintos, de forma a evitar perdas financeiras significativas.
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Pity
29 Setembro, 2025 at 17:33
Vowles disse mais. Sugeriu o fim das sprint; eliminar as sextas-feiras, com um treino e qualificação no sábado, corrida no domingo; (com que eu concordo) e aumento para 26 corridas, com o que eu não concordo.
Jose Marques
30 Setembro, 2025 at 11:20
Digo mais Pity, voltar com os reabastecimentos durante os pit-stop pode ser uma forma de aumentar ainda mais a incerteza na corrida e assim segurar mais o espectador.Com tanques menores, os carros ficam mais leves e pequenos (hoje são autênticos “tanques”) para facilitar manobras de ultrapassagem. Asas flexíveis ao invés de aerodinâmicas ativas sem nexo (DRS e o que existirá para o ano nas asas da frente também).
Outra coisa que pode melhorar o espetáculo é que dos três treinos livres, um deles seja para testar novos componentes/soluções para o ano seguinte (podendo mudar componentes sem serem penalizados). Isso poderá permitir reduzir os testes de pré-temporada e fazer com que o campeonato comece mais cedo e consequentemente se mantenha os períodos de 15 dias entre provas, ao invés de jornadas duplas ou mesmo triplas.
Algo que acho que também melhoraria, era anteciparem a hora do GP para as 13:00. Sei que alteraram por causa do mercado norte americano, mas creio que isso também impacta na vida das pessoas na Europa, principalmente quem tem filhos, dado que ocupa grande parte da tarde de domingo. Antes era precisamente à hora do almoço (13-14:30), logo a família nem sentia o impacto. Hoje começa as 14:00 e pode acabar para além das 16:00. Em países como o Brasil (um dos maiores mercados da F1), é espetacular ter o GP de manhã, porque enquanto as crianças dormem eu via o GP sossegado.
Pity
30 Setembro, 2025 at 12:16
José Marques, não concordo com os reabastecimentos. Lembre-se que, no tempo dos reabastecimentos, quase não havia ultrapassagens em pista, eram sempre feitas nas boxes. Se voltarem os reabastecimentos, pode voltar a acontecer o mesmo. Quanto às outras sugestões, concordo, especialmente no que respeita aos treinos livres.