F1: O que poderá acontecer neste arranque de época?
Com a confirmação de um caso positivo de COVID-19 no paddock da F1, as consequências que se seguem são ainda desconhecidas. Este é apenas um exercício de lógica, olhando para a situação atual.
O surto de Coronavírus começa agora a atingir proporções que preocupam, ou deviam preocupar a maioria. É uma ameaça que deve ser olhada com seriedade, embora sem pânico.
No caso da F1, sendo um desporto global, as consequências deste surto – que já passou a pandemia – seriam inevitavelmente sentidas em algum momento. O primeiro “golpe” foi o fecho de portas das bancadas do palco do GP do Bahrein, uma medida que tem sido tomada noutros desportos de massas. A F1 foi para a Austrália já com a sombra do Coronavírus, e embora se tenha notado que foi feito um esforço extra para receber o Grande Circo, a situação era precária e dependia da evolução, hora a hora.
Com o surgimento dos primeiros membros do staff de algumas equipas a sentirem sintomas associados ao COVID-19, o descontentamento aumentou, quer por parte dos residentes, quer pelos membros da F1, com alguns pilotos a não disfarçarem o desconforto por terem sido “obrigados” a viajar para a Austrália.
Com a confirmação de um caso positivo, o mais provável (e lógico) é que a corrida seja cancelada. A McLaren anunciou que não iria participar na prova. Seria injusto uma equipa ser penalizada por tomar medidas de precaução e o próprio Ross Brawn disse claramente que as corridas só avançariam se todas as equipas estivessem no grid.
Mas as consequências poderão não ficar só por aqui. Não se sabe com quantas pessoas o membro da McLaren contactou nos últimos dias, sendo praticamente inevitável que a equipa tome medidas drásticas para evitar a propagação do vírus, o que poderá afetar a sua operação. Outras equipas poderão seguir o mesmo exemplo, com um cenário de quarentena a outros membros a ser provável, o que poderá – quase de certeza vai – afetar também o GP do Bahrein de F1.
Como o GP da China já foi adiado e o do Vietname deverá ir pelo mesmo caminho (apesar dos esforços em contrário), a primeira ronda asiática do ano poderá não acontecer. Pode significar isto que, a confirmar-se o pior cenário, a primeira corrida do ano pode acontecer a 3 de maio, em Zandvoort, primeira corrida da ronda europeia.
O pior cenário não é descabido de todo pois com as novas medidas de restrição tomadas em Itália, equipas como a Ferrari, Alpha Tauri e Haas poderão ver as suas operações seriamente afetadas. E com três equipas afetadas, além do fornecedor de pneus, parece dificil que a F1 tenha condições para realizar as provas, pelo menos nas próximas semanas.
A F1, tal como outras grandes competições será obrigada a tomar medidas duras. A Fórmula E e o MotoGP já cancelaram várias provas e são vários os campeonatos de futebol a fecharem as portas para já, tal como aconteceu com a NBA.
O futuro também é incerto. O calendário já está fortemente preenchido com provas e o adiamento da prova chinesa já dava, só por si, dores de cabeça para a encaixar no resto do calendário. Com a possibilidade de vermos quatro provas fora do campeonato, o reagendamento parece altamente improvável dados os desafios logísticos que tal implica. As certezas são poucas. Para já resta esperar e ver que decisões serão tomadas. Reforça-se que os cenários acima descritos servem apenas para realçar a seriedade da situação, que pode desenvolver-se de forma diferente.
Soluções para isto não há muitas, resta esperar que se possam realizar o máximo de corridas possível, até porque nem sequer é possível partir o campeonato e disputar o ‘resto’ em 2021. É que para o ano há novas regras.
No meio de toda esta confusão, a único ponto positivo poderá ser as equipas ficarem com mais tempo para preparar as novas regras de 2021…
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