F1: “O menor dos problemas da Ferrari são os pilotos”, diz Luca di Montezemolo

Por a 16 Outubro 2023 16:20

Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, tem sido um crítico acérrimo da falta de vitórias e títulos da equipa italiana na Fórmula 1 e também por não se encontrar uma solução para a falta de desempenho do monolugar, considerando que este é o maior problema dos italianos e não a sua dupla de pilotos. 

A Ferrari continua a sua longa travessia do deserto em busca dos títulos que teimam em escapar, muitas vezes por culpa própria. Sem conseguirem acompanhar a Red Bull, os italianos apontam ao segundo lugar e à luta com a Mercedes. Luca di Montezemolo vê isso com desagrado, já o fez saber antes, regressando a esse tema e voltando a colocar o ónus da responsabilidade em cima dos responsáveis da equipa. 

“Acho que o menor dos problemas da Ferrari atualmente são os pilotos. É o carro”, disse o italiano após ter admitido que não gosta dos regulamentos técnicos em vigor na Fórmula 1, sublinhando que “são bastante complicados”. Montezemolo acrescentou que também não quer “ver uma Ferrari que se contente com um terceiro lugar, o que vejo como uma derrota. Prefiro vê-los desfrutar de vitórias reais com um carro capaz de lutar pelo título até à última corrida, o que não acontece há muitos anos”. 

Abordando o atual cenário da Fórmula 1 e o momento que se vive em torno da disciplina, Luca di Montezemolo admite que “existe uma nova geração de pilotos rápidos e talentosos, como demonstrou recentemente [Oscar] Piastri, mesmo que esta geração não inclua pilotos italianos”, dizendo ainda que gosta “do facto de finalmente nos Estados Unidos haver interesse e atenção pela Fórmula 1. Gosto do [Max] Verstappen, que é um piloto de alto nível. Quando vi a sua última volta de qualificação no Mónaco este ano, pensei: ‘Nunca vi nada assim na minha vida’”, concluiu.

Quando em agosto passado a Ferrari celebrou o terceiro lugar de Charles Leclerc no GP da Bélgica, Luca di Montezemolo disse ao Quotidiano Sportivo de Itália que “não é assim que a Ferrari é, e o Velho nunca teria aceitado isso. [Enzo] Ferrari ensinou-me muito. Como exemplo, ensinou-me a nunca me acomodar. Depois de uma vitória, estava sempre a pensar na próxima corrida. Ao mesmo tempo, era um trabalho duro. Enzo odiava férias. Em agosto, mantinha-me no escritório, não era adepto dos que iam de férias em agosto. Fez-me compreender que a Ferrari é uma emoção que tem valor humano e social na sua indústria, é um símbolo de investigação e inovação. Como presidente, entre 1991 e 2014, tentei ser fiel à sua lição”.

O antigo responsável da Ferrari considera que há falta de ambição na estrutura, apesar de ter existido a mudança de chefe de equipa e uma reestruturação na organização interna. Os festejos por um terceiro lugar não é algo que estivesse habituado. Neste momento repetiu o que disse nessa altura. “Não há pilotos mais fortes do que ele [Charles Leclerc] neste momento. Mas, atualmente, quem conduz o carro vermelho é o menor dos problemas da equipa”.

Curioso é a admissão que os regulamentos técnicos, em vigor desde o início da temporada passada, são “bastantes complicados”. Realmente, a Ferrari não entrou bem, mas aconteceu o mesmo com a Mercedes, até um pouco pior. Ainda que a Ferrari demore mais a reagir com as evoluções que vem apresentando.

Foto: Philippe NANCHINO / MPSA

2 comentários

  1. Breno Mascarenhas

    17 Outubro, 2023 at 0:29

    Montezemolo tem razão:

    “disse o italiano após ter admitido que não gosta dos regulamentos técnicos em vigor na Fórmula 1, sublinhando que “são bastante complicados”.

  2. Pity

    17 Outubro, 2023 at 18:36

    Os regulamentos são complicados para todas as equipas, não só para a Ferrari…

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