F1: Novos regulamentos parecem favorecer a Red Bull
A Red Bull sempre se diferenciou das outras equipas por usar um conceito aerodinâmico que leva o carro a ter uma traseira mais elevada. Se no ano passado esse truque não rendeu, este ano parece estar a funcionar.
A ideia por trás do chamado “high rake”, ou traseira elevada, é fazer do fundo plano um difusor “gigante”, aumentando a velocidade a que o ar circula por baixo do carro e assim criando mais apoio aerodinâmico. Apesar de ser a equipa com mais experiência neste tipo de conceito, a Red Bull não conseguiu que funcionasse em 2019 e 2020, com o carro a ter uma traseira muito instável. Este ano a Red Bull parece ter uma traseira muito mais estável, ao contrário da Mercedes, que segue uma filosofia muito diferente. No ano passado o W11 parecia “colado” ao chão e este ano o W12 parece sofrer de instabilidade no eixo traseiro.
“Será interessante ver como Sergio Perez se aguenta contra Max Verstappen no RB16B. É um carro concebido à volta do Verstappen, mas Perez está a lidar bem com ele ”, disse o perito técnico Sam Collins àF1TV. “Para além do bom desempenho do mexicano, o próprio RB16B também se destaca. No ano passado, olhámos para o Red Bull em Barcelona, e pensámos ´que carro terrível para se conduzir´. Ainda penso que a Red Bull teve um problema aerodinâmico na traseira no ano passado, que não pôde ser resolvido. Agora há novas regras, e parecem ter resolvido esse problema. O carro está agora completamente estável, e todas as vantagens do ano passado começam subitamente a funcionar. A Mercedes não revelou o que está a fazer com a traseira, mas estão definitivamente a tentar novas soluções com a suspensão na traseira do carro” .
Will Buxton da F1TV, completou o raciocínio. “O novo regulamento pode muito bem funcionar a favor das equipas com a traseira elevada, porque se pode usar para recuperar o apoio aerodinâmico perdido. A Mercedes tem agora uma traseira instável pelo que agora também estão a tentar o conceito de traseira elevada. É um carro rápido, mas os pilotos não têm qualquer confiança nele. Na verdade, a Mercedes está agora na mesma situação que a Red Bull em 2020”, concluiu Buxton.
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Campos
15 Março, 2021 at 16:06
Pelo o que vimos nestes testes e do relato de quem lá esteve, parece que a traseira do RB comporta-se bastante bem, ao contrário do Mercedes que ano passado não mexia e está parece que está muito instável.
Tendo em conta a alteração do regulamento será que a vantagem da Mercedes estavam nas áreas onde houve alterações? Difusor e fundo plano? Quem não se recorda daquele difusor mágico em 2009?
São perguntas lançadas para o ar sem nexo nenhum, mas é estranho o Mercedes ficar tão instável de traseira num ano que o monolugar é praticamente o mesmo, exceto as alterações obrigadas ao nível regulamentar.
Acho estranho por exemplo o carro da Mercedes não ter ido para pista antes dos testes, algo que não aconteceu nos últimos anos. Será que não houve um atraso com o carro e tiveram que arranjar uma solução de recurso para estar neste teste, daí a instabilidade?
Parece que filming day esta previsto para próxima semana será que estará aí a versão do carro para o GP?
Por isso, creio que esta vantagem da RB parece estar conjugada com dois fatores, por um lado o regulamento favorece mais a filosofia da RB e ao mesmo tempo prejudica a filosofia da Mercedes.
Frenando_Afondo™
15 Março, 2021 at 19:43
Pode estar relacionado com o conceito aerodinâmico de cada um.
Carros com um “rake” maior (como a RB) sempre criaram mais downforce na secção traseira do monolugar (porque permitem um maior volume de ar por baixo do carro, criando uma baixa-pressão maior e logo mais downforce. Mas tem o problema de criar mais arrasto aerodinâmico. Assim que é um bom conceito para ter mais aderência nas curvas, mas perde-se velocidade em recta. A RB aprendeu a viver com este conceito, em que tinha de conseguir “fechar” as laterais do monolugar de maneiras diferentes, duvido que aqueleas aletas e frinchas nas laterais (que foram cortadas este ano) selassem o fundo plano totalmente, assim que eles tinham outras maneiras de o fazer funcionar.
Monolugares com rake mais baixo, têm maior facilidade em isolar o fundo plano do “ar sujo”, que prejudica a eficiência do difusor, equipas como a Mercedes usam este conceito, monolugar mais perto do chão na traseira, maior velocidade em recta e boa velocidade em curva – se o difusor funcionar correctamente.
Ora agora aquelas laterais com frinchas desapareceram, que era como a Mercedes selava o fundo plano. Por isso é normal que o carro tenha problemas de aderência, especialmente em curva, que é onde há maiores variações de altura nas laterais, causando fugas no fundo plano e fazendo que perca aderência num dos lados e depois lá vai ele em pião.
Por exemplo, tanto a Williams, como a Haas e a Ferrari sofriam deste problema (especialmente a Haas), que nunca perceberam onde estavam essas fugas e porque em curva tinham tantas variações de pressão. Daí aquelas variações de performance entre os treinos livres e a qualificação, em que num treino livre tinham motnes de aderência, mas depois na qualificação viam-se aflitos em sair das curvas sem perder a traseira do carro. Basta a temperatura da pista ou a pressão dos pneus mudar e a altura do monolugar muda, que muda as características da pressão debaixo do carro e é um dominó de problemas.
João Pereira
15 Março, 2021 at 20:08
F1: NOVOS REGULAMENTOS PARECEM FAVORECER A RED BULLOdeio este tipo de títulos, porque quanto a mim, os regulamentos só favorecem alguém quando a FIA permite que sejam contornados, porque até aí, são iguais para todos.
Neste momento, parece que Christian Albers está com azia, por ter comentado que Newey está acabado. O que acontece, é que mais uma vez fez um excelente trabalho a dirigir a sua equipa de projecto, ao mesmo tempo, que a HONDA parece finalmente em condições de ainda aproveitar o seu ENORME investimento desde 2013.
Gostava que Hamilton ganhasse o 8º só porque acho que dos 7 de Schumacher, pelo menos um foi roubado e á descarada, para além de uma dezena de vitórias terem sido descaradamente com ordens de equipa. Mas, prefiro que Verstappen e a RB ganhem este ano o título, pelo piloto que já merece, e pela HONDA que merece e muito, por um trabalho que fez de raiz, sem sequer ter conhecimento do KERS, e por estar há tanto tempo fora da F1.
Para já, saúdo aquilo que me parece vir a ser o melhor campeonato deste século que já leva duas décadas bem aviadas. Venham as grandes corridas, imprevisíveis mesmo sem imprevistos. E que ganhem os melhores, em corridas impróprias para cardíacos.
kmsdigitais
16 Março, 2021 at 11:23
Titulo ridículo. O que a Red Bull, e mais um vez fez, foi entender e aplicar da melhor maneira em prática os regulamentos. As outras equipas ainda estão somente a estudar o que são e como funciona os novos regulamentos. Agora dizer que parece que apareceram para favorecer um equipa é no mínimo anedótico. Ou pelo menos diziam que novos regulamentos parece que nao vai ainda favorecer um certa equipa, já habituada de as vezes ser levado ao colinho…e que ate leva castigo em segredo!