F1: Nova regra para 2026 pode colocar em causa o modelo da Haas
A entrada da Haas foi polémica, devido ao modelo escolhido para criar a equipa. Mas os novos regulamentos de 2026 poderão tornar este tipo de modelo obsoleto.
Na altura da sua entrada na F1, a Haas aproveitou uma lacuna nos regulamentos, adquirindo peças à Ferrari, a fim de poupar custos e minimizar os riscos. Resumindo de forma simples, tudo o que a Haas podia comprar (segundo os regulamentos), comprou, para minimizar o investimento inicial. O modelo foi controverso desde o início, uma vez que equipas como a Force India, a Williams e a Sauber o consideraram injusto. No entanto, as críticas diminuíram quando o desempenho da Haas diminuiu a partir de 2019.
Em 2024, a Haas atraiu novamente atenções com um carro mais competitivo e uma nova parceria com a Toyota. Paralelamente, a RB começou a seguir uma estratégia semelhante, assumindo cada vez mais peças da Red Bull. Esta situação está a alimentar a desconfiança entre equipas como a Aston Martin, a Alpine e a Williams, que exigem uma maior proporção de produção própria.
Segudo a Auto Motor und Sport, com os regulamentos de 2026 já em fase avançada de finalização, surge um compromisso que estipula que as equipas clientes que terminem em quinto lugar ou mais alto no Campeonato de Construtores devem fabricar todas as peças elas próprias após um período de transição de três anos. Ou seja, se a Haas terminar em quinto numa dada época, tem três anos para começar a construir peças além das chamadas “não listadas” (superfícies aerodinâmicas e a monocoque) e das unidades motrizes.
O chefe de equipa da Haas, Ayao Komatsu, rejeita esta medida, uma vez que coloca as pequenas equipas em desvantagem. Komatsu argumenta que a produção interna não oferece qualquer vantagem relevante e que a Fórmula 1 beneficia de batalhas emocionantes entre pequenas e grandes equipas.
“Isso seria um assassino para as pequenas equipas. Se a Fórmula 1 quer que o maior número possível de equipas seja competitivo, então rejeitará esta regra. Que melhor coisa pode acontecer ao desporto quando David vence Golias?”
“Que fã se importa se a caixa de velocidades ou a suspensão vem da Ferrari, ou de nós próprios? É-nos dado um valor nominal equivalente no orçamento para os componentes que compramos. Este valor é tão elevado que não temos qualquer vantagem”.
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Cágado1
15 Novembro, 2024 at 12:39
Numa indústria como a automóvel, em que toda a produção se baseia na fabricação externa de um conjunto muito vasto de componentes, desenhados in-house, faz muito pouco sentido obrigar a competição a ser fabricante do que monta no seu produto final. Mais e mais componentes deviam poder ser outsourced. É até estupidamente contraditório, quando os motores – peça absolutamente chave – não são feitos pela maioria das próprias equipas.