F1: Município local critica Renault por não cumprir as promessas feitas para Viry-Châtillon

Por a 9 Fevereiro 2026 13:14

A Renault enfrenta novas críticas em França depois de o presidente da câmara de Viry-Châtillon acusar o construtor de recuar em compromissos assumidos para proteger o futuro do histórico centro de motores de Fórmula 1 da localidade. A polémica surge após o fim do programa de unidades motrizes da marca na categoria, anunciado em 2024.

Em declarações à Agence France-Presse, o autarca Jean-Marie Vilain afirmou ter ficado surpreendido ao saber que a Renault pretende abandonar planos previamente anunciados para reconverter a unidade de Viry num pólo de excelência em engenharia, incluindo projetos ligados a motores a hidrogénio. Segundo o responsável, essas intenções deverão agora ser revertidas, tema que deverá ser debatido numa reunião do conselho de empresa marcada para 12 de fevereiro.

Viry-Châtillon tem forte valor simbólico no desporto automóvel francês, estando ligada a vários títulos mundiais. Localizado nos arredores de Paris, a infraestrutura nasceu no final dos anos 60 como continuação direta do trabalho de Amédée Gordini, cujo departamento de motores foi transferido para lá em 1969, já sob a alçada da Renault. Em 1976, a fusão entre a Renault-Gordini e o departamento de competição da Alpine deu origem à Renault Sport, consolidando Viry-Châtillon como centro oficial de desenvolvimento de motores de competição, incluindo o célebre V6 turbo EF1 que estreou em Fórmula 1 em 1977 e inaugurou a era dos turbos na categoria.

Ao longo das décadas seguintes, Viry foi o coração de todos os grandes programas de motor da Renault em F1, desde os turbos do final dos anos 70, passando pelos V10 campeões com Williams e Benetton nos anos 90, até aos V8 que brilharam com a Red Bull e, mais recentemente, às unidades híbridas V6 usadas por Renault/Alpine e clientes. Esta continuidade histórica faz de Viry-Châtillon um eixo central na identidade desportiva da Renault.

Sindicatos locais manifestaram igualmente preocupação, referindo que a saída de funcionários se intensificou desde o encerramento do programa de motores, com alguns engenheiros a rumarem já a equipas rivais.

Jean-Marie Vilain disse à AFP:

“Ficámos estupefactos. Comprometem-se com algo e depois recuam. A saída da Renault da Fórmula 1 é um pouco como quando a França acabou com o ‘Le France’ ou com o Concorde. É um local histórico de enorme importância”.

Fotos: Alpine

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