F1, Montezemolo alerta: “A Ferrari precisa de uma liderança forte e corajosa”
Fez ontem 25 anos que Michael Schumacher devolveu a glória à Ferrari ao conquistar o título mundial de Fórmula 1 no Grande Prémio do Japão de 2000. Foi um triunfo histórico — o primeiro da Scuderia em 21 anos — que marcou o início de uma era de domínio absoluto e que, segundo Luca di Montezemolo, só foi possível graças à força de liderança que uniu toda a equipa.
“A Ferrari precisa de líderes fortes, corajosos e determinados”
O antigo presidente da Ferrari, em declarações recentes ao TG1 da RAI, recordou o momento com emoção, mas aproveitou a ocasião para deixar um aviso claro sobre o presente e o futuro da equipa de Maranello.
“Esta empresa precisa de líderes fortes, corajosos e determinados. O futuro está ao virar da esquina, e a Ferrari tem de voltar a ter uma liderança capaz de tomar decisões firmes”, afirmou Montezemolo.
O valor da liderança e da união na era Schumacher
O dirigente sublinhou que o sucesso de 2000 não se deveu apenas ao talento de Schumacher, mas também à coesão e à autoridade técnica e humana de figuras como Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne e Stefano Domenicali — um grupo que transformou a Ferrari numa verdadeira força coletiva.
“Schumacher era um só com a equipa”, recordou Montezemolo. “A Ferrari era uma estrutura compacta, unida, em que todos partilhavam o mesmo objetivo. Foi esse espírito e essa liderança que fizeram a diferença.”
Um aviso para a Ferrari do presente
Num momento em que a Scuderia atravessa uma nova fase de indefinição, depositando esperanças no projeto para 2026 — ano de nova regulamentação técnica —, as palavras de Montezemolo soam como um lembrete do que é necessário para devolver à Ferrari a ambição e a autoridade dos seus anos dourados.
“Devemos continuar a acreditar e a apoiar a Ferrari”, concluiu. “Mas sem liderança verdadeira, não há vitórias duradouras.”
Críticas veladas à gestão de Fred Vasseur
Estas declarações podem ser interpretadas como mais uma alfinetada à liderança de Fred Vasseur, atual diretor da equipa, que tem sido alvo de críticas por parte do ex-líder da Scuderia.
Montezemolo já havia afirmado anteriormente que “é triste ver uma Ferrari sem líder. Falta uma alma forte e determinada. Quando se vence, é preciso trabalhar ainda mais; quando não se vence, isso é ainda mais verdadeiro. É crucial escolher as pessoas certas: no meu tempo, eu tinha colaboradores muito valiosos, número um e número dois.”
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917/30
9 Outubro, 2025 at 21:44
A culpa é do Binotto…lol
Jose Marques
14 Outubro, 2025 at 9:27
É o quarto post em que acho que o comentário feito em outros três serve aqui também…
O problema da Ferrari é que tem muita gente a mandar e pouca gente a decidir e quando decide, parece que é na base da emoção e não na razão.
A Ferrari só foi efetivamente eficiente quando tinha influência política na FIA, (Jean Todt e Montezemolo particularmente) e quando Schumacher levou os principais líderes técnicos da Benetton, como Ross Brawn, Rory Byrne, Nigel Stepney, entre outros. Nessa equipa o Jean Todt tinha real autonomia, dado que tinha carta branca de Montezemolo. Hoje o Vasseur não usufrui do mesmo “luxo” e há demasiadas interferências superiores, daí o comportamento do Hamilton e do próprio Vasseur em dizerem que sabem qual é o problema, mas por razões óbvias não o podem dizer livremente.