F1: Milhões em compensações para promotores
Com mais adiamentos ou cancelamentos à vista, a F1 começa a fazer contas à vida, olhando para o dinheiro que terá de devolver aos promotores das provas.
Sabes-se que receber o grande circo é caro… muito caro. É preciso pagar largos milhões para poder ter o privilégio de receber a F1, valor que é, em média, de 26 milhões por prova. Estes valores depende de circuito para circuito. Mas olhando par ao cenário atual, já 8 provas foram afetadas por esta paragem e o Canadá deverá anunciar em breve o adiamento ou cancelamento.
A F1 continua a insistir que quer fazer 15 a 18 provas desde o verão até ao fim do ano o que, olhando para o calendário atual de 22 corridas, implica de quatro a sete provas fora do calendário deste ano. Isto num cenário “ideal” em que a F1 poderá regressar às pistas em julho e ter uma época sem problemas até ao fim do ano. Mas a realidade é mais amarga e o pesadelo logístico de fazer 15 a 18 provas em meio ano parece difícil de ultrapassar, sem esquecer que enquanto não houver uma vacina ou uma cura eficaz para a Covid-19, o mundo está em suspenso e poderá apenas regressar aos poucos à normalidade, isto colocando de parte o cenário nada desejado de um novo surto mundial no fim do ano, como alguns especialistas anunciam.
Assim, no caso irrealista de apenas se cancelarem quatro provas, a F1 pode esperar ter de compensar três promotores, uma vez que o Mónaco não paga para receber o Grande Circo. Mas como neste momento há oito provas afetadas, se todas elas tivessem de ser canceladas o valor a pagar pela F1 seria considerável. Os promotores das provas pagam à F1 três meses antes das provas, o que significa que as quatro primeiras provas do ano já terão sido pagas à F1. Alguns promotores já começam a perguntar como a F1 tenciona reembolsar o dinheiro pago, em caso de cancelamento das provas. E além dos “fees” habituais há um sem número de acordos comerciais que deixarão de ser cumpridos, além dos bilhetes com muitos fãs a comprarem com muita antecedência os ingressos para as provas desejadas (relembrar o caso da Holanda cujos bilhetes esgotaram em tempo recorde).
É por isso que a F1 tentar desesperadamente incluir o máximo de provas no seu calendário, para não ter de compensar demasiados promotores e para não perder a receita das TV que contratualmente podem não pagar o valor acordado inicialmente caso a temporada tenha menos de 15 corridas.
Na semana passada, a agência de classificação de crédito Moody’s disse que “a Fórmula 1 tinha uma margem de liquidez substancial de cerca de 900 milhões de dólares, incluindo saldo de caixa de 400 milhões e linha de crédito rotativo comprometida não utilizada de 500 milhões. A Moody’s espera que isso seja suficiente para absorver saídas de caixa de possíveis reembolsos a promotores, patrocinadores e emissoras, pagamentos de equipas, outras despesas gerais e custos com juros no caso de cancelamento da temporada 2020 “.
No entanto, alerta que “a avaliação da margem de liquidez num cenário de cancelamento completo é complexa e ainda existe um risco de que a liquidez não seja suficiente, embora a Moody’s considere esse risco baixo”.
Acresce a este problema as equipas de F1, cujo orçamento depende do que recebem como prémios, que são 68% dos lucros que a F1 consegue e que no ano passado foi de 906 milhões de euros, um bolo a dividir pelas dez equipas. E se algumas equipas, já com problemas de liquidez, não receberem o prémio, a sobrevivência poderá estar em causa.
Uma situação cada vez mais complexa e que piora a cada dia de paragem.
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