F1: Mercedes confirma George Russell para 2022

Por a 7 Setembro 2021 10:30

É o fim oficial da novela. George Russell foi confirmado hoje como piloto Mercedes para 2022, uma mudança esperada depois da confirmação da saída de Valtteri Bottas para a Alfa Romeo. Termina assim a saga do segredo mais mal guardado de 2021 e Russell recebe finalmente a promoção que merece.

George Russell irá ser piloto da Mercedes em 2022, tornando-se colega de Lewis Hamilton no arranque da nova era da F1. Depois de três anos na Williams onde mostrou o seu talento, além de uma postura irrepreensível, Russell tem finalmente a oportunidade de ouro que tanto desejava.

Russell é um dos maiores talentos da atualidade, algo que mostrou desde cedo, com a conquista dos títulos na F4 britânica, além da GP3 e F2 em anos consecutivos. Foi também terceiro classificado na F3 europeia e desde cedo foi encarado como uma das grandes promessas. A sua carreira é algo semelhante à de Charles Leclerc que também venceu o GP3 e a F2 em anos consecutivos e entrou para a F1 numa equipa de meio de tabela como apoio de uma grande estrutura. Mas se Leclerc apenas precisou de um ano para chegar a uma equipa de topo, Russell teve de penar um pouco mais. Com uma dupla estabelecida na Mercedes e com as contas do título a serem mais importantes, os Flechas de Prata mostraram alguma hesitação em apostar no jovem britânico, mas com a chegada de uma nova era, este momento tornou-se o ideal para apostar em Russell que já mostra maturidade suficiente para encarar o desafio.

A primeira amostra de Russell na Mercedes aconteceu no ano passado, no Bahrein, onde conseguiu suplantar Bottas e apenas o azar impediu um resultado histórico. Ficou claro que Russell tinha tudo para ser bem sucedido na Mercedes, mas os responsáveis resolveram adiar a sua promoção por mais um ano. Mas as prestações deste ano e as exibições mais cinzentas de Bottas terão levado à escolha de Russell, escolha que terá sido feita no Verão, ainda antes da espantosa prestação em Spa.

George Russell é um jovem de 23 anos, mas a sua postura denota uma maturidade acima da média e foi ele um dos grandes impulsionadores do ressurgimento da Williams. A sua exigência, atenção ao detalhe e ética de trabalho ajudaram ao desenvolvimento da equipa. Para Russell, a Williams esteve sempre em primeiro lugar e colocou sempre os interesses da equipa em primeiro, denotando um respeito tremendo pela estrutura e pela família Williams. É um dos pilotos mais rápidos em qualificação e será interessante ver como medirá forças com Hamilton, um dos pilotos mais rápidos de sempre. Falta-lhe ainda alguma experiência em corrida e os dois anos no fundo da tabela não o ajudaram, pois comete ainda alguns erros que Lando Norris e Leclerc já não cometem com tanta frequência pela experiência já adquirida. Mas Russell tem tudo para ser um caso sério na F1 e a sua ida para a Mercedes irá trazer uma mudança positiva para a equipa, que começa assim a trabalhar no futuro, com Hamilton e com Russell que deverá ter inteligência suficiente para aprender com o seu compatriota, mas ao mesmo tempo pressiona-lo para mostrar o seu valor.

George Russell:

“É um dia especial para mim, pessoal e profissionalmente, mas também um dia de emoções mistas. Estou entusiasmado por me juntar à Mercedes no próximo ano, o que é um enorme passo na carreira, mas também significa que me vou despedir dos meus companheiros de equipa e amigos na Williams. Foi uma honra trabalhar ao lado de cada membro da equipa, e uma honra representar o nome Williams na F1. Desde que entrei em 2019, temos trabalhado incansavelmente para trazer a equipa de volta onde ela pertence. Temos lutado por cada qualificação, cada ponto, e cada décimo de segundo. Por muito duro que tenha sido, nunca ninguém desistiu, e isso tem-me inspirado todos os dias. Adorei cada momento no que descreveria como uma verdadeira equipa de corrida de coração e alma, e vou esforçar-me mais do que nunca para garantir que terminamos a nossa história da melhor maneira possível.”

“Olhando em frente para a próxima época, estaria a mentir se dissesse que não estou muito entusiasmado. É uma enorme oportunidade que quero agarrar com ambas as mãos. Mas não tenho ilusões quanto à escala do desafio; vai ser uma aprendizagem constante. Valtteri colocou a fasquia alta, dando vitórias, pole positions e ajudando a ganhar vários títulos de campeão. O meu objectivo deve ser recompensar a confiança que o Toto, a equipa e a direção depositaram em mim, assegurando que eu desempenhe o meu papel na continuação desse sucesso e quero fazer com que os meus novos companheiros de equipa se sintam orgulhosos. Claro que um desses novos companheiros de equipa é, na minha opinião, o maior piloto de todos os tempos. Tenho olhado para Lewis desde os karts e a oportunidade de aprender com alguém que se tornou um modelo a seguir tanto na pista como fora dela só me pode beneficiar como piloto, profissional e ser humano. Por agora, no entanto, tenho mais nove corridas como piloto Williams, e quero ter a certeza de que são as melhores nove do meu tempo com a equipa. Então, e só então, poderei voltar a minha atenção para 2022. Um enorme obrigado à Williams, à Mercedes e a todos os que me apoiaram para chegar onde estou hoje. Não o poderia ter feito sem cada um de vós”.

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37 comentários

  1. Sr. Dr. HHister

    7 Setembro, 2021 at 10:33

    Uau! Incrível! Não acredito! Russell na Mercedes? Desta não estava eu à espera! Fui mesmo apanhado de surpresa! Que golpe de teatro!

  2. Miguel Costa

    7 Setembro, 2021 at 10:36

    Mais que óbvio, tanto para preparar a sucessão, como para que ele não fuja para outra equipa, era um crime andar a arrastar-se na cauda do pelotão quando tem talento para andar lá na frente a lutar por vitórias.

  3. Lisboa

    7 Setembro, 2021 at 10:45

    Era uma transição mais que esperada.

    Piloto rápido, determinado e extremamente profissional.

    Como foi exposto no texto, sim, o Russell ainda comete alguns erros, mas quando se está na pior equipa dos últimos anos, é obrigatório andar a 110% para fazer face ao fraco andamento do carro, mas quando foi chamado à Mercedes para apenas uma corrida, deu uma tareia num piloto que já estava lá há 4 anos, sem nunca cometer um erro.

    Fez tudo para merecer esta chamada.

    Espero apenas que a equipa não o queime.

    • Daniel Sousa

      7 Setembro, 2021 at 23:51

      A Mercedes seria muito parva se queimasse o Russel. Acho que não. Acho que aprenderam o que correu mal com o Rosberg e esperam que as coisas funcionem entre os dois britânicos. O Russel é um tipo inteligente, aparentemente pouco impulsivo. Não vai entrar a matar. Só vai entrar a matar no ritmo. Na equipa vai-se manter low profile.
      Se por acaso começar a ter andamento para o Hamilton logo desde o início… aí logo veremos. Mas a Mercedes nunca o queimará. É o seu principal trunfo futuro.

  4. Roger M

    7 Setembro, 2021 at 11:13

    Um há parte. Li um artigo que fala que possivelmente a Red Bull irá trocar a unidade motriz do Verstappen para Monza. Resta saber se é toda a unidade motriz, ou apenas o motor. A questão que explicaram é que a Red Bull poderá trocar a unidade motriz na Sexta-feira para a qualificação, fazer a corrida sprint no Sábado, e só receber a penalização pela troca para corrida no Domingo. A dúvida era se penalizava ou não na corrida sprint, o que poderia levar a várias equipas a mudarem de unidades motrizes, e recuperar posição na corrida sprint.

    • Pity

      7 Setembro, 2021 at 11:31

      Boa questão. A lógica, é que a penalização seja cumprida na corrida de domingo, já que a de sábado é chamada de “sprint qualifying”, não “sprint race”, além de que, se fosse cumprida no sábado, Max não teria tempo suficiente para fazer uma recuperação ao nível da que estará ao seu alcance no domingo, o que seria injusto.

    • GUILHERME Rodrigues

      7 Setembro, 2021 at 11:36

      Acho que a Red Bull faz muito bem em penalizar já aqui em Monza, e que troque pelo menos 3 unidades motrizes novinhas em folha para atacar com tudo a Mercedes até ao fim do campeonato, esta é a pista mais fácil de ultrapassar, com um motor Honda e o chassis da Red Bull, o Max mesmo partindo de ultimo da grelha tem obrigação de chegar a um 5º ou 6º lugar! Ultrapassar os Ferraris que vão penar e os carros com motor Ferrari vai ser canja, uma vez que a Scuderia já disse ao contrário do que muita gente aqui escreveu que só irá estrear as novas atualizações da Unidade Motriz depois de Monza ou seja na Russia provavelmente!
      Esta é uma pista demasiado favorável aos Mercedes e até Mclaren com motor Mercedes, por isso a Red Bull não deve ter grande expectativa de um grande resultado neste fim de semana aqui, por isso é ser inteligente e penalizar agora para depois atacar os Mercedes com Motor fresquinho nas ultimas provas, e vai haver alguns GP muito favoráveis em teoria ao Red Bull, o que vem à cabeça é obviamente o GP da Turquia pelo que vimos no ano passado e no passado onde o Red Bull com o Vettel e o Webber voavam neste circuito, e com Max não deve ser diferente, penso que Sochi e EUA também podem favorecer o Red Bull, no Brasil e Abu Dhabi não há nenhuma escolha óbvia entre Mercedes e Red Bull, mas se se correr no México é mais um circuito muito favorável ao Red Bull à semelhança do da Turquia! Vai ser uma grande luta até ao fim, mas Max Versttapen é favorito, mesmo voltando a perder a liderança em Monza!

  5. Roger M

    7 Setembro, 2021 at 11:17

    Como anteriormente tinha dito, esta transferência foi uma forma de precaver o Russell de ir para outra equipa. Parecendo até apanhar o Hamilton de surpresa. O Russell em qualificação, não será de admirar que bata o Hamilton. Em ritmo de corrida, o Hamilton continua bastante feroz, basta ver última corrida como manteve a pressão sobre o Verstappen.

  6. GUILHERME Rodrigues

    7 Setembro, 2021 at 11:27

    Finalmente boas notícias para o mundo da F1, uma lufada de ar fresco depois de 5 anos a ter de lidar com Bottas num carro de topo, agora vamos ver finalmente um piloto ao calibre deste carro de topo o W13 Mercedes, George Russell vai formar a melhor dupla da história da f1 em termos de talento puro, ele está a provar este ano é que o piloto mais rápido em qualificação numa volta no limite, já tinha mostrado na pandemia no ano passado no torneio Esports que venceu contra nomes como Max Versttapen, Lando Norris e Charles Leclerc, que é um monstro em qualificação e o mais rápido, para o ano vai brilhar se a Mercedes não cortar as pernas!
    A zona de conforto e a mama parece que acabaram para Lewis Hamilton, que está à beira da sua retirada provavelmente entre 2023 a 2025, aponto mais para o ultimo ano! lewis Hamilton já teve grandes colegas de equipa como Alonso, Button e Rosberg, mas Russell por tudo o que já demonstrou é de longe o mais talentoso sobretudo numa volta rápida, e vai colocar enorme pressão a Hamilton, ele que é Inglês, e saberá lidar como ninguém com a imprensa inglesa e ganhar respeito, e impor respeito dentro da Mercedes e na sua box, por isso Lewis não fará farinha de saco e saco de porrada como fez com Bottas isso é certo, se já com Rosberg e Button viu-se à rasca muitas vezes, agora com Russell nem vai ser bom de ver para os seus fãs, e se perder ao que tudo indica este ano o titulo para Max Verstapen e para o RB16B, ele estará em 2022 com enorme pressão e sem certeza se terá um carro mais competitivo que Red Bull, Ferrari, Mclaren e Alpine, apesar de teoricamente estes 2 ultimos não ser expectável que entrem na equação da luta pelo titulo já em 2022, mas na F1 nunca se sabe, e esta é uma revolução massiva no chassis e aerodinâmica nos carros de F1 de há mais de 4 décadas, segundos grandes engenheiros já o disseram publicamente!

    • jo baue

      7 Setembro, 2021 at 12:05

      retirada provavelmente entre 2023 a 2025, aponto mais para o ultimo ano!
      Hamilton já teve grandes colegas de equipa como Alonso, Button e Rosberg
       se perder ao que tudo indica este ano o titulo para Max

      Ehehe A piada de ler os teus texto com este subnick é saber que és o fanático-mor pelo HAM cá do burgo!

  7. jo baue

    7 Setembro, 2021 at 11:40

    É o o princípio do fim da carreira ( no automobilismo) do HAM. A raposa Wolf – após amnobrar ao milímetro o percurso do bottas- consegue um duplo resultado: cavalgou o falso mito “Lewis Hamilton” até quando lhe convinha, e agora com Russell fará ver ao mundo que não era o anglo-caraíbico mas sim a máquina mercedes que ganhava.
    “No entretanto” meteu as mãos na Sauber ( limpo, em português), têm-as ainda na williams, e na Aston Martin, meterá dentro o de Vries que lhe fez ganhar a F. Scalextric, portanto controlará 8 carros e 1 dezena de pilotos, tudo sem ter uma Academy como a Ferrari mas apenas comprando os cartões dos pilotos e quotas nas equipas. Digam lá, se um concorrente que contorla, domina meio pelotão, parte em igualdade para as corridas…
    Quanto ao HAM, nada como dar à sola no fim de 2021 pois já tem garantido o 8º título ( de cartão) e arrisca um redimensionamento histórico. É melhor não esperar q 2022 seja uma época com resultados avaros na merdeces para no fim sair de mansinho…

     

  8. Cágado1

    7 Setembro, 2021 at 11:45

    A grande pergunta agora é qual é a duração do contrato e quanto vai durar o do Hamilton. Se for longo e o do Hamilton não for entendido para lá de 2022, vamos limitar-nos a ver um wingman bem comportado. Se forem companheiros mais tempo, então sim, iremos ter festa, a partir de 2023.

  9. Pity

    7 Setembro, 2021 at 11:49

    Mais do que merecido. Russell já provou que merece um bom carro. Vai ter dois anos para absorver o máximo da experiência de Hamilton, antes de se tornar o seu sucessor.

  10. [email protected]

    7 Setembro, 2021 at 11:59

    Para o ano 2022 as regras serão novas. Tudo parte do zero. Vamos ver quem serão os mais rápidos e consistentes no início. “Água na boca”.

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