F1: McLaren prefere repetir 2007 a favorecer um dos pilotos

Por a 6 Novembro 2025 10:41

A McLaren tem rejeitado as críticas de que estará a “gerir em demasia” os seus pilotos nesta temporada, com o CEO Zak Brown a garantir que a equipa mantém o foco na igualdade de tratamento entre Lando Norris e Oscar Piastri. À entrada para o Grande Prémio de São Paulo, os dois pilotos estão separados por apenas um ponto no Campeonato do Mundo de Pilotos, enquanto Max Verstappen encurta progressivamente a diferença para a liderança, reduzida agora para 36 pontos nas derradeiras quatro corridas do ano.

Tratamento igual para ambos os pilotos

A estratégia da McLaren tem sido clara: permitir que os seus pilotos lutem em pista sempre que possível. Contudo, algumas decisões recentes levantaram dúvidas externas. Em Monza, Piastri foi instruído a devolver a posição a Norris após um pit stop mais lento do britânico; e em Singapura, um toque ligeiro entre ambos no início da corrida levou a uma reação interna que resultou em prioridade de qualificação para Piastri na ronda seguinte, em Austin.

Apesar disso, Norris e Piastri têm mostrado compreensão e respeito pelas regras internas da equipa. Ambos reconhecem o equilíbrio delicado entre a liberdade em pista e a necessidade de proteger os interesses do conjunto, especialmente perante a ameaça de Verstappen, cuja recuperação tem sido notável.

Algumas vozes do paddock, como Alex Albon, sugeriram que a McLaren poderia travar a recuperação do campeão em título ao privilegiar um dos pilotos. Já Sergio Pérez foi mais crítico, afirmando que a equipa “anda a brincar” enquanto Verstappen se aproxima da liderança.

Ignorar o ruído, foco no plano delineado

Confrontado com estas opiniões, Zak Brown respondeu de forma perentória no podcast Beyond the Grid: “Ignoramos tudo isso. Estamos concentrados em nós próprios, no que é certo para a equipa, para os nossos patrocinadores, acionistas e adeptos. Nem todos têm acesso à mesma informação que nós.”

O dirigente sublinhou ainda que a relação saudável entre Norris e Piastri se deve precisamente à transparência e à igualdade de oportunidades: “Ambos sabem que têm as mesmas hipóteses de lutar pelo título. Somos justos, comunicamos bem e somos uma equipa de corridas. Não somos perfeitos, mas somos consistentes.”

Andrea Stella, diretor de equipa da McLaren, reforçou a ideia de que não existe qualquer favoritismo, recorrendo a uma metáfora familiar para o explicar:

“Quando se está no meu lugar, é como ter dois filhos. Perguntam-me: ‘qual é o preferido?’ Mas são ambos meus filhos! Como é que se escolhe? Por isso, quando ouço comentários a insinuar preferências, acho-os superficiais. Temos dois pilotos que estão connosco nesta jornada, comprometidos e dedicados, e só posso estar grato por isso.”

Repetição de 2007 é uma possibilidade

Brown recordou a temporada de 2007, quando Lewis Hamilton e Fernando Alonso (ambos pilotos da McLaren nessa temporada) empataram em pontos e Kimi Räikkönen, então na Ferrari, acabou por conquistar o campeonato por um ponto. “Estamos bem cientes de 2007”, afirmou. “Temos dois pilotos que querem vencer o título. Preferimos que ambos lutem livremente e, se perdermos por um ponto, ao menos saberemos que demos o nosso melhor. O que não faremos é atirar uma moeda ao ar e dizer a um deles: ‘Tu não podes lutar pelo título este ano’. Isso não é a nossa forma de competir.”

O americano destacou ainda que a prioridade é competir com integridade: “Se Verstappen vencer, cumprimento-o e digo-lhe ‘bom trabalho’. Quero garantir que, se não ganharmos, é porque ele nos venceu — e não porque nos vencemos a nós próprios. Isso é o mais importante.”

Andrea Stella, diretor de equipa da McLaren, reforçou a posição, afirmando que o essencial é manter a filosofia e a coesão da equipa, independentemente do resultado: “Se Max for campeão, o importante é sabermos que fizemos o nosso melhor, de acordo com a forma como entendemos o desporto. E se ele ganhar este ano, diremos: vamos ganhar no próximo. Continuaremos unidos, como estamos.”

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Um comentário

  1. Pity

    6 Novembro, 2025 at 11:04

    Eu devo ser muito burra, pois não consigo perceber como é que uma equipa pode escolher um piloto, em detrimento do outro, sendo que ambos estão em empate técnico.
    Se não escolheram quando Piastri tinha 34 pontos de avanço, é agora, quando Norris tem apenas um de vantagem que vão escolher? Como iria reagir o preterido?
    É o medo medo do “papão” Verstappen que faz com que todos, menos a McLaren, queiram que ela escolha um?
    A McLaren, por certo, vai gerir a situação corrida a corrida. Se em Abu Dhabi Verstappen ainda estiver na luta e um dos pilotos da McLaren se tiver distanciado do outro, talvez ela favoreça esse.
    Não acredito que se repita 2007, pois o ambiente é totalmente diferente, os personagens são diferentes, mas se acontecer, aconteceu.

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