F1: McLaren anuncia despedimentos
Complica-se a vida para muitos funcionários da McLaren que poderão ficar sem emprego. O grupo irá sofrer uma reestruturação para fazer face à crise provocada pela Covid-19.
Todos os departamentos desde a F1, até aos departamentos de tecnologia e automóvel serão afetados e espera-se que 70 pessoas do departamento de F1 deixem as suas funções. 1200 postos de trabalho poderão ser afetados com estas medidas.
A McLaren foi a primeira a mostrar sinais de que a crise afetava a estrutra, sendo a primeira equipa a entrar em layoff, tendo depois pedido um empréstimo ao governo britânico (que foi rejeitado) e os rumores têm dito que está em cima da mesa a penhora da sua colecção de carros clássicos e até do McLaren Technology Center.
Numa declaração emitida por Paul Walsh, presidente executivo do McLaren Group, afirmou que a empresa ficou “sem outra opção” a não ser reduzir o tamanho de sua estrutura geral da equipa.
“Lamentamos profundamente o impacto que esta reestruturação terá sobre todo o nosso pessoal, mas especialmente aqueles cujos empregos podem ser afetados. É uma decisão que tentamos evitar, tendo já adotado medidas drásticas de poupança de custos em todas as áreas da empresa. Mas agora não temos outra escolha senão reduzir o tamanho da nossa força de trabalho. Este é sem dúvida um momento desafiador para a nossa empresa e, principalmente, o nosso pessoal, mas planeamos emergir como um negócio eficiente e sustentável, com um rumo claro para o retorno ao crescimento. A McLaren Racing defendeu a introdução, em 2021, do novo orçamento da Fórmula 1, que criará uma base financeira sustentável para as equipas e levará a um desporto mais competitivo.”
“Embora isso tenha um impacto significativo na forma e no tamanho da nossa equipa de F1, agora começaremos a tomar as medidas necessárias para estarmos prontos para competir no limite a partir de 2021, a fim de tentar chegar novamente às vitórias e campeonatos no futuro.”
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jose melo
26 Maio, 2020 at 13:26
O Zak já foi?
Pity
26 Maio, 2020 at 13:42
A economia mundial está a sofrer com a pandemia. Muitos empregos, nos mais variados sectores, vão desaparecer, aliás, já estão a desaparecer. A F1 não vai ser excepção. E se despedir algumas pessoas for o suficiente para salvar uma equipa, pois que seja. Não vou dizer que é o mal menor, mas sim que é o mal necessário.
Mas esse mal pode ser temporário. Dentro de um ano ou dois essa(s) equipa(s) pode(m) ter recuperado o suficiente para voltar a contratar esse ou outro pessoal.
malhaxuxas
26 Maio, 2020 at 14:12
Muito bem! Sensatez.
Fast Turtle
26 Maio, 2020 at 14:53
Não foi o covid que deixou a McLaren com problemas financeiros. Eles já vinham de trás. Empresas na corda bamba ao mínimo problema económico ficam lá todos ababananadas.
Não vejo a Williams ou a Haas a tremerem se todas com a crise. E sim eu sei da injecção de dinheiro do papa latifi. Mas a McLaren também teve uma injecção de 300 milhões dos investidores
Pity
26 Maio, 2020 at 15:24
A Williams já vendeu o departamento tecnológico, mas vamos ver se não vai ter despedimentos e outras equipas também. Vamos ver se no próximo ano não vamos ver menos patrocínios, já que para este ano, já terão pago o que tinham a pagar.
A McLaren tem tido dificuldades financeiras desde o rombo surgido daquele “arranjinho” de 2007, que além da multa, perderam o valor que deveriam receber pela posição final no campeonato (salvo erro seriam 2ºs) e, talvez, em patrocínios. Quanto custou tudo isso? Quantos anos levaram a recuperar a credibilidade perante os patrocinadores? Agora acrescente os péssimos anos da era Honda, que apesar de não pagarem os motores não tiveram quase patrocínios. Claro que levarem com uma pandemia em cima, agravou a situação.
Fast Turtle
26 Maio, 2020 at 17:49
Não tinham patrocinadores e ainda cantavam de alto que não precisavam. E não foi só na era do Ron Dennis. O Zak brown também o andou a cantar de alto.
Há patrocinadores que só querem aparecer em algumas corridas.
Mais de dez anos com contas a rasca e não souberam aproveitar quando tiveram o dinheiro a cair da Honda.
Nos últimos dois anos sem a Honda andou com orçamentos de 250 milhões para cima…
Para que?? Para agora andarem a chorar que o tecto deveria ser 100 milhões…
Não sabem trabalhar o dinheiro que teem.
Toda a McLaren tem andado a ser mal gerida há muitos anos. Tanto da equipa como dos carros de estrada que ninguém os quer e quem compra se arrepende…
jo baue
26 Maio, 2020 at 19:58
Palavras sábias, SFT !
Frenando_Afondo™
26 Maio, 2020 at 20:58
A Mclaren estava actualmente em reestruturação, o que leva a investimentos, tal como aconteceu a muitas outras, esta crise veio na pior altura, quando têm de pagar os investimentos feitos.
A Williams já está em crise profunda há muito tempo, já sabem o que é poupar dinheiro.
Rúben Bruno Jesus
26 Maio, 2020 at 19:15
Sim despede-se funcionários e contrata-se já para o ano que vêm, 1 piloto barato que é o caso do Ricciardo (30 milhões mais objectivos por época) boa gestão! Os pequenos (funcionários) é que se lixam sempre.
Frenando_Afondo™
26 Maio, 2020 at 21:00
E quanto trará o Ricciardo em revenue de marketing, já pensou niso?
Pity
26 Maio, 2020 at 21:04
Não são 30 milhões. São menos dez milhões do que ganha na Renault, que ronda os 25 milhões, salvo erro.
Rúben Bruno Jesus
26 Maio, 2020 at 21:19
Mais objectivos faz 30 milhões sim! Pesquise.
Pity
26 Maio, 2020 at 23:19
Não podemos contar com os objectivos como certos, sejam eles quais forem, só no fim da época se farão as contas, mas se forem atingidos, será óptimo para ambas as partes.
Essa dos objectivos faz-me lembrar o Piquet que, no seu último ano, foi para a Benetton ganhar 100 mil dólares por cada ponto que obtivesse (não sei se era ordenado base, mais esse montante, ou se era só os cem mil) e ele ganhou duas corridas, o que ninguém estava à espera.
Rúben Bruno Jesus
27 Maio, 2020 at 1:13
Sim neste caso o Ricciardo por pontuar recebe pelo que li de 300 a 400 mil eur entre outros bónus que não são difíceis de alcançar.
Frenando_Afondo™
26 Maio, 2020 at 20:56
Acho que a ideia é mesmo reduzir para salvar o mais possível da estrutura, porque sabem que essa estrutura pode voltar a ter lucro assim que a crise “amainar” e assim voltar a contratar os empregados que foram despedidos.
E como se sabe, é necessário que os empregados sejam despedidos para poderem aceder ao fundo de desemprego. Assim que parece mesmo um mal necessário.
Pity
26 Maio, 2020 at 21:09
Há fundo de desemprego no Reino Unido? Faço esta pergunta porque li há dias que lá não havia fundo de desemprego, o que achei estranho. Se até Portugal tem…
Se algum dos nossos colegas que está em terras de Sua Majestade puder confirmar, agradecia.
Paulo Brasil
26 Maio, 2020 at 14:47
Consequências da crise…
gearless02
26 Maio, 2020 at 15:39
A crise tem costas largas… a McLaren tem sido muito mal gerida. Em todos os departamentos, e a teimosia do Zak para reduzir o tecto orçamental nada tinha, nem teve, a ver com a F1, mas tão somente, porque tentou salvar a sua pele, e a de mais alguns no departamento de F1. A pandemia apenas deu o empurrãozinho…
Kashmir
26 Maio, 2020 at 16:55
Claro que tinha que ver com a F1!! Mantendo custos altíssimos, não é só a Mclaren que arreia…Ficam 3 (e veremos como fica a Mercedes, de dinheiros e vontades) e o resto vai para casa! Acho que para o negócio F1 não era bonito…
Bem sei que achamos estranho quando alguém trabalha para salvar o seu negócio… estamos habituados aos BES/Novo Bancos da vida onde quem manda pouco se importa com a viabilidade económica, querem é encher a sacola… mas somos nós que estamos mal, não o Zak
Manuel Araujo
26 Maio, 2020 at 16:28
lamento profundamente os despedimentos e as implicações que irão ter em muitas familias honestas, mas agora dá para ver o motivo que levou o Zak a tanta polémica com os custos… a verdade é que depois ( e bem ) da recusa do emprestimo do estado Inglês estão a ” rasca ” … futuro negro para a equipa ….
831AB0
26 Maio, 2020 at 17:55
Parece que já estamos a começar a perceber que a McLaren está pior do que a Renault, como eu referi ontem num comentário. (Eu detesto ter razão em casos como este e não tenho o costume de me vangloriar, mas pelo menos soube interpretar correctamente as alarvidades que o Zak Brown tem proferido com o intuito de atirar o tecto orçamental o mais para baixo possível.)
Entre a pandemia, a crise, a incapacidade do Zak Brown e outras explicações válidas, estamos a esquecer que a McLaren não tem um patrocinador institucional há muitos anos, assim como a Mercedes tem a Petronas e a Ferrari a Marlboro (este último patrocínio bem ou mal disfarçado, mas continua lá). A McLaren não tem um grande construtor a apoiá-la nem um patrocinador institucional, o qual dificilmente surgirá no actual contexto; com apenas uma série de pequenos patrocínios a ocupar espaços diminutos na carroçaria dos McLaren, é muito difícil fazer uma temporada de F1 ao mais alto nível.
E, como sempre acontece quando as coisas correm mal no plano financeiro, quem paga são os trabalhadores. Há quem ache muito bem, mas só quem nunca passou pelo desemprego ou escassez de trabalho é que aprova ou se conforma com isto.
Pity
26 Maio, 2020 at 18:22
Eu já passei pelo desemprego, trabalhava numa grande empresa, a nível nacional, que fechou. E estava naquela idade em que já era difícil arranjar trabalho. Actualmente tenho familiares e vizinhos desempregados, vítimas do covid-19, mas isso não significa que não compreenda os dois lados do problema. Se a empresa não gera dinheiro, não pode pagar, a não ser que tenha acumulado lucros suficientes no passado, que lhe permitam aguentar o barco.
831AB0
26 Maio, 2020 at 19:10
Vítor Gaspar, o ministro detestado pela austeridade e pelo «enorme» aumento de impostos, disse uma vez algo que me abriu os olhos para este tipo de problemas: as pessoas recuperam de tudo – dos desgostos, da doença, da morte de pessoas queridas – menos do desemprego. O desemprego deixa marcas para sempre no desempregado. Este pensamento é tão profundo e tão verdadeiro que passei a ter respeito e admiração pelo homem.
De qualquer modo, não era a si que me referia. Claro que, se uma empresa se torna incapaz de solver os seus compromissos e encerra, não há nada a fazer. O que me revolta é que, muitas vezes, a salvaguarda dos salários e prémios dos gestores é feita à custa dos despedimentos. E, mais ainda que estes salários e prémios, é para proteger os dividendos dos accionistas que a primeira medida que se toma é despedir trabalhadores. É isto que considero imoral.
Por fim, algo que me está a aparecer como uma suspeita crescente é este Zak Brown ser um aventureiro que não se importaria de mandar a McLaren para o charco depois de ter sacado tudo quanto podia, ou estar a usar a McLaren com fins fraudulentos, como Cyril de Rouvre e Jean-Pierre van Vossem. Espero bem que não, mas começo a ver indícios que confirmam a minha suspeita.
Pity
26 Maio, 2020 at 21:17
Concordo em absoluto com a parte dos dividendos e dos gestores.
Rúben Bruno Jesus
26 Maio, 2020 at 19:02
Esta e para alguém que andou a escrever a dias que a Mclaren por vender carros mais caros que não lhes faltava dinheiro e que a Renault iria a falência! E agora? A Renault é uma marca grande mto grande que emprega milhares de pessoas por todo o mundo!E não é só a Renault como se pode ver que está em apuros,ainda vão ver mais umas marcas tbm na mesma situação.
jo baue
26 Maio, 2020 at 20:24
Chegados a este ponto, pergunta-s: quantos mais postos de trabalho seriam extintos ou mais trabalhadores sem vínculo laboral seriam deixados em casa, caso a ideia desse americano q manda ali,a de um budget cap mais severo, tão desejado por ele, fosse aprovada?
E,, pelo contrário, com esse teto máximo dos 100M por q ele batalhou, quantos, mas quantos trabalhadores da Ferrari nao iriam para o desemprego?!
Pity
26 Maio, 2020 at 21:20
Só se preocupa com os da Ferrari! E da Alfa Romeo? E da Red Bull, e das outras? Não são gente também?
jo baue
27 Maio, 2020 at 12:54
Acha? Porventura nao percebeu q a red bull ainda no sábado passado através do chris horner mostrou-se favorável às novas normas financeiras ( e desportivas já agora)? Quer comparar com a Ferrari q desde a 1º hora foi a unica q frontal e inequivocamente foi contra estas manias dos americanoos? Quer comparar os orçamentos da alfa ou equipas pequenas com o da Ferrari? Mercedes? é 1 dos 3 grandes mas de um dia para o outro quando nao tiverem os regualmentos a favor deles, fogem e acaba tudo.Além da vigarice de utilizarem a formula e em proveito da f1
Frenando_Afondo™
26 Maio, 2020 at 21:01
Vejo muita gente contente por a Mclaren estar nas lonas… Cuidado não cuspam muito para cima que ainda pode vir a ser a vossa equipa a ir de vela ou a ter de fazer o mesmo. Depois não chorem.