A era “efeito solo” da Fórmula 1 tem sido marcada por uma competitividade crescente, mas também por um domínio individual absolutamente esmagador. A regulamentação técnica que agora termina foi pensada para melhorar o espetáculo, mas nunca convenceu os pilotos com carros pesados, pouco ágeis e demasiado dependentes da altura ao solo, como agora famoso “porpoising” a afetar a performance e o conforto dos pilotos.
No final da esta era, há um claro vencedor. Apesar de ser um “modelo matemático” demasiado simples para dar uma perspetiva correta do que foram estas quatro temporadas, a análise às médias de pontuação por temporada evidencia a superioridade estatística de Max Verstappen, que surge destacado no topo da tabela com 471,75 pontos, um valor muito superior ao de qualquer outro piloto do atual pelotão.
O neerlandês, tetracampeão mundial no período em causa, aparece com quase o dobro da média do segundo classificado, Lando Norris, que regista uma média de 281 pontos por temporada de 2022 a 2025. O piloto da McLaren confirma assim a sua ascensão ao estatuto de principal adversário da Red Bull, destacando-se logo acima de Charles Leclerc, cujo valor médio — 278 pontos — sublinha o seu papel central nas ambições competitivas da Ferrari.
Oscar Piastri continua a consolidar-se como um dos grandes talentos da nova geração, surgindo em quarto lugar (266,3 pontos), imediatamente à frente de George Russell (253,5 pontos), que lidera a representação Mercedes no ranking.
A segunda metade da tabela demonstra o equilíbrio entre os restantes protagonistas: Sergio Pérez mantém uma média respeitável (247,3 pontos) apesar das oscilações de performance e a ausência de um ano, enquanto Lewis Hamilton surge apenas em sétimo, com 213,25 pontos, reflexo das dificuldades que a Mercedes tem enfrentado durante esta fase regulamentar, cenário que ainda piorou com a sua passagem para a Ferrari.
Carlos Sainz (200 pontos) ocupa o oitavo posto, seguido do jovem Kimi Antonelli (150 pontos), cuja presença no top 10, apesar da curta experiência, confirma as expectativas elevadas depositadas no seu futuro.
A fechar, Fernando Alonso apresenta uma média de 103,25 pontos, consequência direta das limitações competitivas da Aston Martin nas últimas épocas — embora continue a demonstrar consistência e capacidade de maximizar o material de que dispõe.
Este panorama estatístico não só reforça a supremacia de Verstappen nesta era regulamentar, como também reflecte a evolução das equipas e o surgimento de novos protagonistas capazes de desafiar o status quo nos próximos anos.