Max Verstappen disse recentemente que foi no GP de França que percebeu que iria ser Campeão do Mundo novamente. Foi a corrida em que Charles Leclerc se despistou quando liderava. Até aí, as coisas começaram bem para a Ferrari ao ponto de Leclerc ter 46 pontos de avanço para Max Verstappen, após três corridas, mas depois disso, pode não se falar em descalabro, mas não andou muito longe.
Três corridas depois, o piloto da Red Bull já estava na frente do campeonato com seis pontos de avanço para o homem da Ferrari. Passados outros três Grandes Prémios, Leclerc já nem era segundo no campeonato, mas sim Sergio Perez, três pontos à frente do monegasco e 49 atrás do seu colega de equipa. É verdade que em Paul Ricard, com a margem a aumentar 25 pontos, passando para 63 a diferença, foi aí o ponto de não retorno, em condições normais, claro…
Mas aquela sequência, Espanha, Mónaco, Azerbaijão foi terrível para a Ferrari, só aí a Red Bull ganhou-lhes 86 pontos. Motor partido, estratégia, motor partido. Só nessas três corridas…
A tendência estava perfeitamente estabelecida, a Ferrari até poderia equilibrar a situação em pista, mas quanto aos números já não havia muito a fazer.
Daí para a frente a Ferrari voltou a trocar os pés pelas mãos com a estratégia na Grã-Bretanha e Hungria, pelo meio, o erro de Leclerc em França.
Ainda chegou a pensar-se que Spa poderia mudar alguma coisa, pois foi aí que a FIA introduziu a nova diretiva, que poderia ter mexido com a competitividade dos carros, especialmente pelo facto de ter sido limitada a altura ao solo, mas com Carlos Sainz a terminar a quase a 30 segundos de Max Verstappen percebeu-se que pouco ou nada havia a fazer, mesmo depois dessa mudança das regras.
É que Max Verstappen venceu facilmente partindo do 14º lugar da grelha.
Charles Leclerc partiu atrás de Verstappen e terminou em sétimo a mais de um minuto.
Outro exemplo, Hungaroring: Ferrari ficam fora do pódio apesar de ambos terem arrancado nas duas primeiras filas da grelha. Num circuito como a Hungria, Max Verstappen partiu de 10º e venceu.
Mais palavras para quê?











Acho que se pode mesmo falar em descalabro.
No momento em que viu que o RB a cada corrida estava cada vez mais rápido e a meio da temporada já era 1 segundo mais rápido que o Ferrari… Por isso este ano vimos um Max super relaxado e um Horner que não mandava bocas à Ferrari, porque sabia que os tinha no bolso.
Não é descalabro: é aquilo a que a Ferrari está reduzida desde 2013, depois de o ano anterior ter sido o último em que a equipa esboçou alguma reacção ao aumento de competitividade dos adversários. Desde então houve épocas sem vitórias (2014, 2016, 2020, 2021), épocas positivas mas sem competitividade para lutar pelo título (2013, 2015, 2019) e épocas em que se chegou a ter hipóteses de discutir os títulos, mas tudo falhou a meio do ano (2017, 2018 e 2022). Felizmente, este ano resolveram não atribuir a culpa pela perda dos títulos ao piloto. E muito bem. Quando se… Ler mais »
Bem, dannyric, usando aquela frase estafada, a questão é complexa lol e há diversos pontos de vista. Contrastando com esta análise do autosport.pt que, de facto, parece que tem mesmo um gostinho especial para escolher os títulos dos artigos sobre a Ferrari,sempre muito elogiosos para a marca , e alinhando com o colega strakarevo que trouxe infra um texto em língua estrangeira , aqui fica uma sugestão de leitura em homenagem ao pluralismo de opiniões, do Mario Donnini da velhi nha e hoje quase esquecida, ignorada Autosprint, vejam como parece que o autosport, a sportv, e a imprensa britânica em… Ler mais »
Eccelente articolo, però un pò complottista a alcune parti. Mas o autor está, sem dúvida, mais por dentro do assunto do que eu.
Retenho a parte em que ele via a F1 para se distrair da fealdade do mundo, e agora vê o mundo para se distrair da fealdade da F1. Estou quase a passar pelo mesmo processo.
Do nosso amigo Briatore BRIATORE: “I want to talk about the last Grand Prix in Japan, because I noticed nobody talked about it: another mess. A driver like Max Verstappen, who absolutely deserves to win the World Cup alongside Red Bull, but is it normal for him to become World Champion without realising it? Is it normal that the World Champion team didn’t know they were? They realized it later, as I realized it seeing Christian Horner and Helmut Marko hugging. By the way, the two of them don’t hug each other every time they win a race, otherwise there… Ler mais »
lol
A RedBull vence e Muito Bem, no descalabro estratégico que marca negativamente esta época da Ferrari.
A Ferrari tem carro e pilotos para dar luta à RedBull, peca na estratégia….e entregou de bandeja o mundial de pilotos ao Max e de equipas à RedBull.