F1, Mattia Binotto: ” Não parece haver uma desvantagem tão grande”
A Ferrari mostrou que pode estar mais próxima do topo da tabela este ano. O carro está melhor, tal como o motor e o défice nas retas para a concorrência foi diminuído, como explicou Mattia Binotto:
“Obviamente sabemos como o motor funciona no banco de testes”, disse Binotto na conferência de imprensa de domingo. “Quando se coloca no carro, o que vemos na pista é a velocidade e eventualmente a velocidade relativa aos outros. Quando estivemos aqui no ano passado para a corrida e para a qualificação, fomos muito lentos nas retas, não entrámos na Q3 e estávamos muito distantes da pole. Agora se eu olhar para os primeiros dias penso que pelo menos nas retas a velocidade é boa”, acrescentou ele. “Não parece ser uma desvantagem tão grande como no ano passado.
“Sabemos que não é apenas a potência”, admitiu ele, “é também o arrasto do carro, como dissemos muitas vezes no ano passado, mas deixem-me dizer que ambos contribuíram para melhorar a nossa velocidade nas retas e hoje sentimos que já não é uma desvantagem”.
“Sabíamos que com apenas três dias seria muito intenso. Mas penso que até agora tem corrido sem problemas. A principal prioridade era certamente compreender o comportamento do carro, analisando-o em todas as condições, e foi aí que concentrámos a nossa energia. Penso que, até agora, recolhemos muitos dados”.
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NOTEAM
15 Março, 2021 at 12:03
Na Ferrari há muito disto, passa-se da depressão à euforia num instante, é tipo um clube da bola. A Ferrari foi a equipa que mais me intrigou, a par da Aston Martin. A Mercedes não entra nesta lista, porque tiveram dias complicados e isso foi admitido por toda a gente, foram melhorando aos poucos e devem ser bastantes competitivos brevemente. Mas estas duas, passaram complemente despercebidas ao longos destes dias de testes, estiveram bem longe de demonstrar o seu verdadeiro potencial, foi sandbag puro e duro, são duas incógnitas por completo. Se a Ferrari resolve o seu grande problema, o do motor, e há boas razões para acreditar que se deram passos em frente, isto está claro nas palavras do Binotto, mas também ficou bem patente nas declarações dos pilotos da Alfa Romeo, acredito que a Ferrari possa estar de volta aos pódios. O carro de 2020 era um desastre em recta, um autêntico caracol, mas em curva era dos melhores, particularmente nas curvas rápidas, na altura foi uma evolução clara em relação ao carro do ano anterior, o monolugar de 2019 era muito rápido nas rectas, mas faltava-lhe downforce, especialmente em relação ao Mercedes. Se a Ferrari acerta o compromisso entre motor e chasis, e é possível que o tenha conseguido, pode ser a maior surpresa da temporada.
jose melo
15 Março, 2021 at 13:37
Como são testes, valem o que cada um quiser. Menos para as equipas. De qualquer modo vou atrever-me a comentar: A Ferrari acabou o castigo imposto no tal acordo confidencial, e volta a ter um motor em condições, derivado ou não do que foi considerado ilegal; quem sabe se até o mesmo. A Mercedes e a Aston provavelmente têm uma estratégia comum: não divulgar em que ponto estão. No limite, quem sabe se afinal não houve problemas e tudo não passou de uma estratégia/encenação (eu sei que até parece o MNE do Iraque, ou do n/MD que dizia que em Tancos até podia não ter havido roubo). É que ainda a época passada estava longe do fim, e já se lia que a Mercedes tinha para 2021 evoluções que eram “assustadoras” em termos de resultado. Pela positiva, claro. Recorde-se que quando começou está época híbrida, a Mercedes entende que cometeu um erro gigante quando na Austrália verificou que, ao não controlar bem as coisas, os carros demonstraram que eram muitíssimo superiores e imediatamente “caparam” os dados; e nos anos superiores “preocuparam-se” em evoluir 1 segundo por ano (mais ou menos) e com isso estão sempre à frente. Portanto ou estou muito enganado, ou teremos a MB e AM a esconder o jogo (mais que os outros) e vai ser mais do mesmo. Não incluí a Williams neste esquema, pois ao optarem sempre por não acompanhar a estratégia da AM, provavelmente estão incluídas nas equipas que “fazem o que quiserem”. A McLaren, como é nova nos motores Mercedes, provavelmente também ficou de fora, até para se perceber quanto vale. Já veremos: ou acerto, ou espalho-me ao comprido.
NOTEAM
15 Março, 2021 at 13:53
Todos esconderam bastante o jogo, em relação à AM isso foi mais do que óbvio, em relação à Mercedes, é possível que tenham encontrado alguns problemas, o que não significa que não sejam resolvidos a tempo, assim como também não significa que o carro não tenha um enorme potencial. Como sugeri noutro comentário, o Bahrain não é um circuito simpático para a Mercedes, nos últimos quatro anos, venceram lá por uma vez em 2019, também isso pode ter contribuído para um início pouco fulgurante. Os testes terminaram e todos nós estamos com muitas dúvidas, o que é excelente!
jo baue
15 Março, 2021 at 14:13
no-team, mas onde é que está essa euforia? Nem sequer optimismo dos tifosi, nem 1 sequer, quanto mais euforia… Não confundir com as construçoes mentais dos jornalistas ingleses ou os alinhado ou em conluio com esses.
A começar pelo Binotto. Exemplo: “Projecto melhor do que o do ano passado? Esse é o nosso objectivo, mas ainda é cedo para dizer-lo”(…) Ainda estamos a procurar compreender o carro”( palavras repetidas 326 vezes no último ano): Sky Sport F1, 14-03-21.
O objectivo nº 1 é melhorar o 6º lugar de 2020; e o 2º é , se possível, aproximarem-se do 3º lugar.
A grande discussão é o 2022, se estes que lá estao merecem continuar lá. Os mesmos que disseram “queremos abrir um novo ciclo”, e entretanto já passou 2019, 2020 e 2021.
NOTEAM
15 Março, 2021 at 15:10
Esse seu discurso inflamado atesta perfeitamente o que digo, depende apenas do tiffosi, há uns mais deprimidos outros mais eufóricos.
jo baue
15 Março, 2021 at 18:33
Essa de querer encaixar os tifosi no universo estrelado de estereótipos do Astérix- que fica para sempre cristalizado na cabecinha de muitas crianças -levava-nos longe, mas não há aqui espaço nem tempo .
NOTEAM
16 Março, 2021 at 9:47
Você não é aquele forista que anda sempre por aqui a apelidar ironicamente o Hamilton de “melhor de sempre”, se dirige aos seus fãs como “fanboys”? Não é aquele que anda por aqui sempre com conspirações mirabolantes? Eu não generalizo os tiffosi como tolinhos, isso são só alguns.
galileufigarogmail-com
15 Março, 2021 at 13:28
Na Q3 da primeira corrida veremos
João Pereira
15 Março, 2021 at 19:01
Caro Binoto, se há desvantagem, é sempre grande, porque os outros não vão dar o trabalho como concluído e também vão evoluir. É a pensar assim, que em breve vais passar de Binoto a Mononoto ou mesmo a Zeronoto.
Já dizia a minha Avó, que “Candeia que vai á frente, alumia duas vezes”, o que quer dizer que comparada com outros, a Ferrari está algo ás escuras, a não ser que estejas tão focado na Mercedes e Red Bull, que aches que os outros não contam, o que é um erro, porque tem sido com esse tipo de visão em túnel, que a Ferrari fica ás vezes 20 anos sem títulos, e depois cá estamos nós para apanhar com os tiffosi a bradarem que anda toda a gente ilegal (e depois são vocês como em 2019), ou que a FIA tem que aumentar 100kg aos Mercedes, etc.
Vê lá se te capacitas que o trabalho bom, é o que está feito e não o que está por fazer, e se pões as quadrigas a andarem com cavalos empinados de jeito (sem dose extra de cenouras), já que agora têm uma dupla a vosso gosto, com Don Charles de la Monaco e Sancho Sainz seu fiel (pobrecito) escudeiro.
De qualquer forma, vamos sempre apanhar com os tiffosi, porque ou choramingam, ou gritam de dor e revolta contra a tirania de quem faz bom trabalho, ou se ganham, incham que nem sapos com um cigarro na boca.
Todos precisamos de Ferraris ganhadores, porque o maior gozo é deixá-los em segundo, não em quinto ou sexto.