Muito se tem falado de possíveis alterações ao traçado de Spa, que ainda recentemente sofreu obras de beneficiação para tornar a pista mais segura. No entanto, a morte de Dilano van ‘t Hoff trouxe para cima da mesa o debate sobre os perigos de Spa e a legitimidade a sua continuação.
Martin Brundle considera que os pilotos devem aceitar que as corridas são um desporto perigoso e que se não querem aceitar esses riscos, então é melhor deixar de correr. Uma opinião radical de um piloto que fez 158 GP
“É preciso aceitar o risco, é preciso gerir a mente e perceber que se pode ficar ferido, paralisado ou morto num carro de corrida, e isso aplica-se a carros de corrida de todos os tipos de velocidade. É um desporto perigoso quando se junta um grupo de carros e pessoas competitivas e se premia os três primeiros. É disso que se trata. O ponto fulcral para mim é que ou se precisa de uma curva à esquerda a 90 graus no início da subida (Eau Rouge), ou se quer curvas rápidas e ter a emoção do desporto automóvel e o perigo que lhe está associado. Mas também há pessoas que se magoam e morrem noutras categorias em curvas e chicanes, é uma atividade perigosa, por isso, quando conduzimos o carro, temos de perceber isso. Quando não se consegue ver a pista num dia chuvoso como o de ontem, quando se carrega no acelerador com um pouco mais de força, sabe-se que ainda se quer fazer aquilo. Quando se levanta o pé porque se tem medo, é tempo de se sair do carro.”











Hoje, dá-se mais valor à vida do que no tempo em que este palerma era piloto. É óbvio que os pilotos sabem que correm riscos quando entram num carro, mas isso não quer dizer que eles queiram correr riscos desnecessários. E correr às cegas é um risco desnecessário.
Pois bem olhando na sua perspectiva o melhor é mesmo acabar com o desporto motorizado no geral e tudo competir em Esports tipo PlayStation…
Não é isso. O que eu não quero é ver pilotos a morrer, porque um “iluminado” qualquer acha que os pilotos não são gente, pelo que podem correr sem verem um palmo à frente dos olhos.
Infelizmente, ainda há muita gente que pensa que os pilotos, por serem pilotos, têm de correr seja como for, porque não são família deles, se fossem, talvez pensassem doutra maneira.
Concordo com a segurança, mas no tempo do Brundle corria-se risco de vida assim que se entrava no carro.
Cada vez mais acho que e melhor acabarmos com os desportos motorizados e ficarmos pela PlayStation.
Não havendo risco na F1 e mesmo só ter um carro bom e acelerar, porque não sobrinha a conduzir com “self preservation in mind”
Um exemplo: um acidente ente o Verstapen e o Hamilton (não interessa falar de culpados) mas no tempo do Brundle o Hamilton teria eventualmente partido o pescoço ou morrido.
Vamos lá a ver se percebem o que eu quis dizer nos meus comentários. O exemplo que deu, penso que se refere a Monza, é como diz, mas a evolução da segurança permitiu que ele continue vivo e de saúde. Acidentes graves e fatalidades, por muito que se evolua a segurança, podem sempre acontecer, ou por erro do próprio piloto ou dum adversário, ou por falha mecânica. Esses são os riscos que os pilotos estão dispostos a correr. Diferente são os riscos desnecessários e nesses eu destaco a chuva. Os mais puristas vão dizer que sempre se correu à chuva,… Ler mais »