F1: Magnussen com saudades do pódio
Kevin Magnussen fez a sua melhor época na F1 em 2018. Apesar do fim de época menos conseguido, o dinamarquês já conseguiu provar um pouco mais do valor que todos esperavam dele quando se estreou pela McLaren em 2014. Este ano, o segundo na Haas e a primeira vez que conseguiu ficar numa equipa por mais que um ano, a estabilidade permitiu-lhe ser o melhor piloto da equipa deste ano, ficando a 13 pontos de Nico Hulkenberg, o “vencedor do campeonato B”.
Foi mesmo sobre o virtual campeonato que começou a tomar forma este ano que Magnussen falou, mostrando-se frustrado com as distâncias:
“Não é emocionante lutar pelo melhor dos restantes. Não é algo que me entusiasma. É um pouco aborrecido. Quase me esqueci como é um pódio, ou uma pole ou lutar por um campeonato, porque já há muito tempo não tenho hipóteses de o conseguir. É dececionante, mas é assim. Pelo menos estou numa boa equipa, fora das três equipas principais, e estamos na luta pelo melhor dos restantes. Já estive em equipas que lutavam por posições mais baixas antes e isso não é divertido. Pelo menos aqui lutamos por pontos, contra outras equipas. Se estamos no fundo da tabela não lutamos contra ninguém e pilotamos apenas para nós. Mas sinto falta da sensação de uma vitória, lutar por campeonatos e vencer. Sinto muita falta disso.”
O desejo de Magnussen é o desejo de todos os fãs de F1… um campeonato disputado por várias equipas e com vários pilotos candidatos a vencer. Mas este tipo de realidade não faz parte da F1 há muitos anos. A tendência sempre foi termos duas ou três equipas com reais hipóteses de lutar pelo título e as restantes lutavam pelos seus objetivos com as suas armas. Os domínios não são novidades na F1. Mas felizmente as lutas pelos lugares no meio da tabela começam a criar mais interesse e a serem seguidas de forma mais atenta. São estas lutas que também merecem ser apreciadas pelo público. Pilotos como Hulkenberg, Leclerc, Magnussen entre outros que por vezes fazem corridas tão boas ou melhores que os vencedores. Claro que os louros e o mérito têm de ir para quem vence, mas para equipas mais pequenas um quintou ou sexto lugar pode ser o equivalente a uma vitória. Foi o domínio exacerbado da Mercedes que nos obrigou a procurar outros pontos de interesse nas corridas, algo que se tornou positivo. Este ano tivemos uma luta a dois pelo título com uma terceira equipa a intrometer-se no final, e atrás as atenções ficaram na luta pelo melhor lugar possível fora do top 3, ou seja, houve sempre motivos de interesse numa época recheada de boas corridas.
Era muito bom que tivéssemos mais pilotos a lutarem pela vitória. E todos desejamos que isso aconteça. Mas seguir as lutas do meio da tabela não é tão aborrecido quanto possa parecer. E é esta atenção que se dá agora às equipas do meio da tabela que poderá, quem sabe, ajudar ao seu crescimento.
Quanto às saudades de Magnussen… são compreensíveis. O piloto conquistou um título na Fórmula Ford dinamarquesa e outro título na Fórmula Renault 3.5, além de se ter sagrado vice-campeão na Fórmula Renault 2.0NEC e na F3 britânica, e não sobe ao pódio desde 2014, quando teve uma estreia de sonho pela McLaren. Em 224 provas realizadas tem 29 vitórias, 65 pódios e 25 voltas mais rápidas. É um piloto que já teve sucesso e que tem potencial para voltar a ter bons resultados. Mas para isso será sempre necessário um lugar numa equipa de topo, o que não parece estar para acontecer em breve. As grandes equipas têm os lugares ocupados e mesmo a manter esta taxa de evolução, a Haas precisa de ainda de algum tempo para chegar aos pódios. Será Kevin Magnussen um piloto para estar no topo? Tendo acompanhado a época de Fórmula Renault 3.5 quando venceu, não teria dúvidas em dizer que sim. Mas vendo o seu desempenho na F1… o “sim” ganha algumas dúvidas. É claramente um piloto capaz, mas ainda não mostrou aquela chama de 2013. Mesmo a sua postura em pista poder levar as equipas a pensarem duas vezes. Magnussen é um bom piloto e foi vítima de demasiada instabilidade no início da sua carreira na F1. Tem agora a oportunidade de mostrar o que é capaz de fazer e evoluir. Só assim poderá matar saudades dos pódios.
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