Lewis Hamilton manifestou-se surpreendido pela decisão da Fórmula 1 de adiar a introdução da proteção do cockpit para lá de 2017, esperando que o desporto não se arrependa caso ocorra um acidente em que o sistema teria ajudado para evitar males maiores.
O encontro de quinta-feira do Grupo Estratégico confirmou que o Halo não será introduzido na próxima temporada, com a justificação de que o sistema não tinha sido testado o suficiente e de forma extensiva.
Na passada sexta-feira, Bernie Ecclestone comunicou essa decisão aos pilotos, com o atual campeão do mundo a questionar o desfecho, ele que há bem pouco tempo se tinha manifestado contra o Halo, sobretudo pelo seu aspecto estético, mas que após a apresentação efetuada pela FIA no GP da Hungria, e que revelou uma melhoria das hipóteses de sobrevivência de 17%, passou a ser um apoiante do conceito.
“Não percebo muito bem o motivo para não ser introduzido no próximo ano. Foi esse o ponto que insisti. Basicamente perguntei que se tivermos o azar de ter um acidente no próximo ano e meio e se soubéssemos que a solução Halo teria um impacto considerável, então no final do ano estaríamos arrependidos. Bem, nós não: eles”, disse Hamilton ao motorsport.com
“Porque eles têm uma solução que ajuda. A FIA fez um trabalho fantástico nos últimos 20 anos e sempre deram bons passos na segurança, mesmo que não seja bonito. Mas não podemos ignorar esses 17%. Eles irão continuar a desenvolver o conceito ao longo do tempo, e ao longo do próximo ano e meio, espero, e talve seja de 30 ou 40% no final de 2017. Só espero que nesse intervalo ninguém se magoe, eu incluído”, terminou.










