Depois da FIA ter confirmado que o halo será a solução escolhida para a proteção do ‘cockpit’ em detrimento do ‘shield’ para a temporada de 2018, apesar da oposição de nove das dez equipas do pelotão da F1, percebeu-se que em alguns casos a introdução do dispositivo vai atrasar a conceção dos monolugares da próxima temporada em alguns casos, como é o da Force India.
Otmar Szafnauer, responsável operacional da equipa de Silverstone, diz que a introdução do halo vai atrasar o trabalho no chassis, dado o impacto que tem na estrutura do mesmo: “Há um tempo limitado para desenhar e construir um monocoque, e se não tivermos uma definição nesse período de tempo tudo vai ser atrasado quando for produzido. De momento parece que talvez não possamos produzi-lo a tempo dos testes”.
Szafnauer referiu também que a forma como o halo está integrado no chassis, se o critério da FIA nos ‘crash tests’ for muito alto, o desenho do monocoque será impactante, o que pode “estragar a vida” às equipas se falhar: “Os critérios para o arco de segurança mudaram quando Alex Wurz capotou (no GP do Canadá de 1998). Lembro-me de desenhar e tentar fazer um arco que pudesse passar o critério. Levou uma eternidade. Conseguimos fazê-lo, mas levou muito tempo entre falhar e voltar a redesenhar. O bom no arco de segurança é que podia-se cortar e fazer outro a partir daquele, por isso todo o monocoque não tinha de ser redesenhado. Se este critério de teste for tão alto que o halo falhe, e se o monocoque falhar, então estamos tramados”.
Szafnauer percebe que as razões para introduzir o halo têm a ver com a segurança, mas considera que está a ser introduzido depressa demais: “Está apressado. Seria melhor ter mais um ano para o fazer em condições. E é o que é. A única forma é a FIA parar e dizer que temos mais um ano. É mais seguro fazê-lo em condições do que o apressar, e a única forma é parar isto”.










