Romain Grosjean teve uma primeira época na Indy muito positiva, de tal forma que conseguiu um lugar numa das melhores equipas da grelha. Alex Albon também avaliou algumas hipóteses do outro lado do Atlântico e Dale Coyne não escondeu o interesse pelo tailandês que já tem contrato assinado com a Williams.
A Dale Coyne Racing foi a primeira “casa” de Grosjean na Indy, onde se habituou à nova realidade e onde voltou a sorrir. O francês não tem poupado elogios ao campeonato americano o que terá feito Albon ponderar se não valeria a pena mudar-se. Coyne teve Albon debaixo de olho e explicou o interesse da Indy:
“Alex estava a falar com muita gente”, disse Coyne à Motorsport.com. “Ele tem estado no nosso radar há algum tempo e já falamos com ele há mais de um ano e ele está interessado, com certeza. Romain é um grande vendedor para nós, mostrando o que podemos fazer como uma equipa, mas é também o melhor vendedor da IndyCar. Ele e Alex conversaram durante bastante tempo. Falaram sobre o quão agradável é a série, como se pode ser competitivo nestes carros, como eles são de pilotar – naturais, instintivos, para que se possa entrar imediatamente no ritmo, como vimos com o [Christian] Lundgaard. Romain dizia-lhe que era divertido estar na IndyCar, muito menos pressão, melhores relações entre equipas, donos de equipas, e entre pilotos.“
“Penso que o Alex aprecia que as equipas aqui não estão preparadas para ter um tipo como o número um e o outro como segunda opção. Isso é algo pelo qual o Alex já passou, certo? Aqui é diferente. Se os seus dois pilotos têm dois estilos de pilotagem diferentes, podemos geralmente mudar cada carro para se adequar ao seu piloto. Agora, isso pode afetar um pouco se eles forem muito diferentes [pois] o seu feedback não vai ajudar tanto o outro. Há mais trabalho e um estilo de condução e filosofia de engenharia pode adequar-se melhor a uma pista do que o outro. Mas se ter os pilotos em afinações diferentes ajuda a obter o melhor de cada piloto individualmente, então podemos fazer isso na IndyCar. Já tivemos isso antes, achamos que somos bastante bons nisso e que pode funcionar bem. De qualquer forma, penso que se estiverem habituados à pressão da Fórmula 3, 2 e especialmente da Fórmula 1, os pilotos encontram na IndyCar uma lufada de ar fresco. O trabalho árduo é o que é feito na pista, no pit lane e com os engenheiros e não com jogos políticos e pressão”, acrescentou ele.
Parece claro que a Indy está a ganhar um fôlego muito interessante. Grosjean tem sido alvo da curiosidade dos dos fãs e até dos pilotos que vêm as portas da F1 a fechar-se e começam a encarar a Indy com uma opção interessante, graças ao feedback que o francês tem dado.









