O impacto que Max Verstappen sofreu foi um dos mais violentos da era híbrida. Com um pico registado de 51 G, este ficou apenas atrás de dois acidentes nesta era híbrida.
Como diz Jeremy Clarkson, não é a velocidade que mata, mas sim o parar de forma repentina. A frase dita com leveza revela mais do que se possa pensar, pois não é a velocidade que mata mas sim a inércia, ou seja a dificuldade que os objetos têm em mudar de velocidade. Quanto mais depressa a desaceleração for, maior a energia implicada no processo e por conseguinte, maior o perigo para os pilotos.
O muito falado número 51G, foi a força máxima que Max Verstappen sentiu quando embateu contra as proteções da pista de Silverstone, ou seja 51 vezes o peso do seu corpo. Momentaneamente o peso 72 Kg de Verstappen, passou a ser de 3672 Kg no instante em que bateu contra os pneus que ladeavam a pista, com o seu carro a parar em pouco menos de um décimo de segundo. São forças imensas a que o corpo dos pilotos está sujeito, mas aqui deve-se realçar a incrível capacidade do corpo em suportar estes picos de forma breve.
Este acidente mostrou também o verdadeiro perigo da F1. Numa manobra aparentemente normal, um piloto pode ficar em apuros, dada a alta velocidade a que curva se faz. Este impacto de Verstappen só ficou atrás do impacto de Romain Grosjean (67 G) no Bahrein e de Jules Bianchi (254 G) no Japão. O incidente deste ano entre Valtteri Bottas e George Russell viu um pico de 30 G no carro de Bottas, a mesma força que Verstappen sentiu quando bateu de frente nas proteções da pista do Mónaco em 2015. Outros acidentes à primeira vista menores, sujeitaram também os pilotos a forças G tremendas, como o caso de Carlos Sainz em Sochi, cujo embate nas proteções registou um pico de 46 G.
É por isso que os pilotos treinam arduamente para manterem a força física e muscular suficiente para aguentar as exigências de uma corrida de F1, que em pistas como Silverstone pode significar enfrentar forças laterais de 5 G durante pouco mais de dois segundos, a cada minuto e meio. É por isso que a segurança não pára de ser revista e melhorada. Porque, por vezes, um simples toque pode ter consequências dramáticas.









