F1: Horner gosta da ideia do regresso dos V10, Wolff quer foco na tecnologia atual
O Diretor da Equipa Mercedes, Toto Wolff, avisou que as discussões sobre a reintrodução dos motores V10 na Fórmula 1 são prematuras e correm o risco de enviar a mensagem errada, especialmente com a aproximação dos novos regulamentos de 2026. As próximas alterações introduzirão combustíveis totalmente sintéticos e uma divisão de potência de 50/50 entre o motor V6 e o motor elétrico MGU-K.
Embora o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, tenha manifestado interesse em trazer de volta os V10 com combustíveis sustentáveis, Wolff acredita que a F1 deve concentrar-se na promoção dos novos regulamentos híbridos, que impulsionam os avanços na tecnologia das baterias e na sustentabilidade.
“Antes de mais, devíamos estar entusiasmados com os novos regulamentos que vão entrar em vigor no próximo ano”, explicou Wolff. “Devíamos estar a falar sobre eles. Este é o nosso desporto, é importante ter a positividade de que um motor tão excitante venha para o carro. Estamos a ultrapassar os limites da tecnologia das baterias, da sustentabilidade. É o primeiro ano em que vamos ter combustível totalmente sintético. Ninguém sabe como tudo isto se vai desenrolar, mas é realmente emocionante”.
Em contrapartida, o chefe de equipa da Red Bull, Christian Horner, apoia a ideia, afirmando que o regresso dos motores V10 com combustíveis sustentáveis pode ser uma perspetiva interessante. Argumentou que os motores de 2026 são demasiado complexos e dispendiosos, e que um V10 mais simplificado e de alta rotação poderia aumentar o apelo do desporto.
“Pessoalmente, do ponto de vista desportivo, olhar para o futuro motor da Fórmula 1 para além desta próxima geração, particularmente com a forma como o combustível sustentável está a evoluir, abre todo o tipo de oportunidades”, disse Horner.
“Inadvertidamente, acabámos por ficar com um motor muito, muito caro e muito complexo a partir de ’26. O purista que há em mim adoraria voltar a um V10 que foi feito de forma responsável com combustível sustentável e que reintroduziu os sons das corridas de grande prémi. É um conceito interessante e um conceito a ter em conta após o atual conjunto de regulamentos”.
Foto: Philippe Nanchino
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Pity
27 Fevereiro, 2025 at 18:12
Se a essência da F1 é a aplicação das tecnologias, por ela desenvolvidas, aos carros do dia a dia, fará sentido voltar aos V10? Ou será que a F1 se tornou apenas um espectáculo desportivo, deixando, por isso, de se preocupar com as carripanas dos simples mortais?
E não venham com a treta do barulho.
Jose Marques
28 Fevereiro, 2025 at 9:34
Por acaso já teve o prazer de assistir a uma corrida de F1 com os V10 (ou até mesmo os V8) e uma com os V6 híbridos?
Pity
28 Fevereiro, 2025 at 11:14
Sim, já assisto F1 desde os anos 80, pelo que já passei por tudo isso, mas sempre pela TV 🙂
Eu não quero ser “accionista” da Sonotone, Minisson e afins, que é o que acontece a quem está exposto a barulhos muito altos com frequência. Aliás, nem suporto música muito alta. Uma vez, numa daquelas festas de aldeia ao ar livre, estava no enfiamento duma coluna de som e, quando a música começou, todo o meu corpo vibrava, e não era de emoção.
Jose Marques
28 Fevereiro, 2025 at 15:44
Creio que se tivesse tido a oportunidade de ver ao vivo, a sua opinião seria outra…
Ricfil
28 Fevereiro, 2025 at 21:59
E simples. É só não assistir e fica o problema resolvido.
Só porque algumas pessoas preferem ver corridas com carros cujo barulho do motor mais parece um aspirador isso não invalida que quem goste de tudo o que respeita os cânones implementados por décadas de competição automóvel se veja obrigado a ignorar os mesmos porque alguns têm os ouvidos “sensíveis”.
Quem necessita impreterivelmente de conviver com o barulho 24 sobre 24 horas usa proteção auditiva. Os outros não vão ficar doentes por serem expostos a duas horas de corrida a cada semana – especialmente quando assistem às corridas na maioria dos casos na TV. E se acham que podem ficar com problemas auditivos – usem a referida proteção.
Problema resolvido.
jo baue
27 Fevereiro, 2025 at 21:01
Acho que é a 1ª vez que estou de acordo com o Ben sul Camel. A actual tecnologia é fruto de muito hipocrisa, é demasiado complexa, cara, e aqui a Renault que o diga pois teria uma boa hipótese de recuperar Viry-Châtillon, até agora gastava muitíssimo mais do que os outros para investir numa UM sem tirar daí benefício sendo preferível recorrer à dos outros; tal como como poderíamos assistir ao regresso de motoristas independentes como foram a Judd, Hart ou Cosworth na gloriosa época dos V10. Que associado ao e-fuel, aos carburantes verdes, seria uma óptima solução ( é ver o caminho que já seguem no WEC ) simplificando tudo , até porque já existe a Formula E.
Em termos sonoros e emocionais não há comparação, como dirão os genuínos adeptos que frequentam os autódromos. Como, por exemplo, os que estiveram em Silverstone e Goodwood e viram e ouviram o Williams e o McL com carburantes sintéticos a passar, o Vettel ao volante.
mariojscosta
27 Fevereiro, 2025 at 21:30
Mas eu na F1 quero barulho ou velocidade?
Eu na F1 quero os recordes batidos e que eu saiba o barulho não bate recordes, os antigos V10 são mais lentos que os atuais V6 híbridos.
galileufigarogmail-com
27 Fevereiro, 2025 at 21:55
Os V10 antigos sim, mas como serão os novos?
jo baue
28 Fevereiro, 2025 at 11:00
Exemplo clássico. Sim, é um V12, mas podemos chamar a isto “barulho” ?
https://www.youtube.com/watch?v=BXYIhLvyAFc
Ricfil
28 Fevereiro, 2025 at 22:06
Por essa lógica vá de elétrico. No arranque ninguém os bate…
A competição automóvel é MUITO MAIS do que velocidade.
galileufigarogmail-com
27 Fevereiro, 2025 at 21:53
Tragam os V10. Ponto final
Leandro Marques
27 Fevereiro, 2025 at 22:32
Voltarmos aos V10, utilizando apenas combustíveis sustentáveis, seria um dos maiores avanços tecnológicos de sempre que a F1 proporcionaria. Isto porque este tipo de combustíveis permitiriam dar a necessária solução para os veículos de estrada, visto poderem por eles ser usados. A eletrificação não pode ser a solução, repare-se que se fará a mais de 3 mil milhões de carros a combustão no mundo, que não há como os adaptar à eletrificação? África é grande mas não tão grande para continuar a ser a lixeira do mundo, principalmente se todos estes carros a combustão tiverem de ser abatidos e substituídos por veículos elétricos, cujos danos são já grandes mas de proporções, ainda, totalmente desconhecidas.
Concordo que se comece a ver além do atual regulamento e do que a F1 pode fazer para proporcionar os avanços tecnológicos que sempre a caracterizou. Olhar apenas para os regulamentos que entrarão brevemente em vigor é apenas olhar para a parte financeira do negócio, não necessariamente olhar para o que a F1 sempre foi e que espero que continue a ser. Louvor à FIA por estar a olhar para isto.
edgarmiguel469gmail-com
27 Fevereiro, 2025 at 22:54
Vcs sao muito ingénuos. Pq será que ele quer o regresso dos v10 e deixar de apostar nos híbridos? Pensem melhor. De onde ele vem há muito petróleo 👍🏻
jo baue
28 Fevereiro, 2025 at 8:52
Por aquilo que todos sabemos. E sabes tu a razão específica porque ele próprio quer um construtor chinês? A resposta é simples.
Leandro Marques
28 Fevereiro, 2025 at 11:19
Os combustíveis sintéticos não derivam do petróleo.
Os carros de estrada híbridos de atualmente é que sim, utilizam petróleo.
Pu7oze
28 Fevereiro, 2025 at 2:14
E porque não utilizar so motores V6 Turbo removendo a parte híbrida com combustíveis sustentáveis.???
Fazem ruido
São mais leves que os actuais
Muito Mais baratos de produzir
E com certeza que iriam tornar a modalidade mais atrativa e com monolugares mais pequenos.