Helmut Marko falou sobre Carlos Sainz, que fez a sua melhor época de sempre na F1. O responsável da Red Bull não se arrepende de ter deixado sair o espanhol.
Carlos Sainz desde cedo entendeu que estaria sempre na sombra de Max Verstappen e quando viu o holandês a ser promovido para a Red Bull, tratou de resolver a sua vida noutras paragens, primeiro na Renault e agora na McLaren. A Red Bull teve algumas dores de cabeça na duas últimas épocas, com o seu programa de jovens pilotos a produzir menos talentos do que no passado, sendo obrigada a “repescar” Brendon Hartley, Daniil Kvyat e Alex Albon. Com Sainz a Red Bull teria uma dupla fortíssima para as próximas época, embora o relacionamento entre ambos nunca tivesse sido muito harmonioso. Mas Helmut Marko, à sua maneira, minimizou o caso:
“Sainz foi confrontado com um Max Verstappen [na Toro Rosso], e depois tivemos que escolher qual dos dois promover [para a equipa principal em 2016]. E quando fazemos a análise – Carlos é rápido, e não o contrataríamos de outra forma, mas ele não é o Verstappen. Ajudamos Carlos na sua carreira e não tínhamos que o deixar ir. Mas permitimos a mudança para a Renault e depois para a McLaren. Temos um bom relacionamento, mas naquele momento havia um Verstappen lá, e há uma diferença de desempenho entre os dois.”
Questionado sobre se o pai de Sainz teve um papel na decisão de libertá-lo, Marko disse: “Eu não diria que ele tem um pai político, mas um daqueles pais do automobilismo que não olham para ele objetivamente. – o que é compreensível – e faz o que acha melhor para o filho. Mas não é um caso isolado, e de longe não é o pior.”
A relação de Sainz com Verstappen nunca foi a melhor e também a relação da Red Bull com o Carlos Sainz pai teve altos e baixos, o que também terá tido peso na saída do espanhol da estrutura.











