O chefe de equipa da Fórmula 1, Guenther Steiner, diz que a Fórmula 1 tem de ajustar o seu modelo de negócios, para que faça sentido financeiramente e desportivamente para as equipas continuarem a competir.
A interrupção devido à pandemia coronavírus (COVID-19) colocou pressão financeira em todas as equipas, com rumores de que quatro a cinco equipas podem estar em risco de colapsar se a situação não melhorar. Para isso, Steiner e outros chefes de equipa pedem um teto orçamental mais restrito, não só pela questão económica, mas também pela questão de “igual oportunidade”.
“Temos de tentar fazer da Fórmula 1 um negócio e não um negócio de investimento sem retorno. Espero que todos concordem com alguns termos, para que o objetivo seja cumprido. Isto é um benefício para as equipas da Fórmula 1, não só para as equipas pequenas. Não queremos beneficiar, queremos apenas a mesma oportunidade.” – disse Steiner ao motorsport.com.
“Agora, não sei quanto tempo pode levar para chegar lá, mas, este momento é importante para voltar a pensar seriamente nesse assunto. Se eu não tivesse esperança de o conseguir, já tinha dito ao Gene Haas para não continuar aqui.”
Mas, não é apenas o dinheiro que motiva uma equipa de corridas. De acordo com Steiner, o sucesso em pista também é um factor extremamente importante.
“Temos de ser suficientemente inteligentes para encontrar um compromisso entre equipas grandes e pequenas, para serem todas competitivas. A equipa pequena não está a pedir para vencer corridas, esta a pedir para fazer parte delas.”
“Ninguém quer participar sabendo que só pode terminar em último. Aí, vamos fazer outra coisa da vida. Especialmente se existem pessoas a investir muito dinheiro. No final, penso que somos todos suficientemente inteligentes para encontrarmos a solução, para termos dez equipas. Assim, quem vence é a Fórmula 1.”








