F1, GP dos EUA: George Russell não gostou das críticas de antigos pilotos, sobre a corrida do Catar

Por a 20 Outubro 2023 17:32

O GP do Catar ficou marcado pelas condições extremas que os pilotos encontraram em pista, com o calor a complicar sobremaneira a tarefa dos pilotos, que chegaram ao fim da corrida exaustos e muitos deles tiveram de ir ao posto médico. Alguns pilotos do passado minimizaram esse facto, mas George Russell não ficou muito contente com o que ouviu.

“Se estivermos em boa forma, não ficamos doentes. É um problema de condição física e uma questão circulatória” disse Gerhard Berger no seu comentário após a corrida do Catar. Martin Brundle foi menos incisivo nas críticas e afirmou que “são corridas como a do catar e dias muito chuvosos que fazem com que os pilotos de F1 pareçam os heróis e atletas que são.”

George Russell rebateu as críticas afirmando que não se tratou de um problema de falta de preparação:

“Eu treino para o calor”, contrapõe Russell. “Treino com três camadas de roupa antes destas corridas quentes. Faço uma grande quantidade de saunas para me adaptar ao calor. Estes tipos que estão a comentar isto, nós estamos a fazer voltas 20 segundos mais rápidas do que eles, nas curvas a atingir forças de 5G, em todos os aspetos. É claro que temos de ser gladiadores, mas quando se trata de calor, o corpo apenas aguenta o que é possível”.

Russell acrescentou: “No campeonato do mundo de futebol, os jogadores fizeram duas pausas de três minutos para beber água durante o jogo. Fizeram uma pausa de 15 minutos ao intervalo, e nós conduzimos a fundo durante 90 minutos, num circuito de alta velocidade e muito apoio aerodinâmico, com uma temperatura e humidade horríveis.”

“Qualquer um pode dizer o que quiser, mas também os carros de corrida dos anos 80 e 90 não tinham todas as caixas de eletricidade à volta do cockpit, aquecendo-o, e não tinham o sistema de direção assistida a funcionar a 50-60 graus, irradiando calor. Temos linhas hidráulicas à volta do cockpit que estão a 120 graus, por isso o cockpit estava a aproximar-se dos 60 graus Celsius durante a corrida. E temos roupa interior à prova de fogo mais grossa do que alguma vez usaram. Desde o acidente de (Romain) Grosjean, as roupas ignífugas são substancialmente mais grossas. Portanto, as pessoas podem dizer o que quiserem, as coisas são diferentes agora, da mesma forma que eram diferentes há 40 anos.”

Russell referiu o caso de Alex Albon que sofreu de um golpe de calor:

“Sei, pelos pilotos, que alguns dos que sofreram um golpe de calor também ficaram doentes na semana seguinte”, observou.

Alex Albon também comentou o assunto:

“Não está relacionado com a condição física, é pura exaustão pelo calor. Toda a gente está a desmaiar no chão a tentar despir a roupa depois da corrida, por isso não é realmente uma questão de condição física. É uma daquelas coisas que não podemos comunicar porque somos as únicas pessoas que conduzem, por isso, quando dizemos que é mau, espero que as pessoas acreditem na nossa palavra e saibam que não estamos a ser divas.”

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7 comentários

  1. Pity

    20 Outubro, 2023 at 18:02

    Muito bem respondido, senhor Russell.

    • asfonseca

      20 Outubro, 2023 at 18:41

      Respondeu bem, mas ele também não sabe como era, lembro-me sempre do Mansell…. Carros sem direccção assistida e caixa manual, não era pêra doce. O Berger deve ter uma ideia do que fala, esta malta nova também tem que respeitar quem já correu ao mais alto nivel e não sei se não seria muito mais físico os carros de outrora.

      • Pity

        20 Outubro, 2023 at 18:53

        O Russell explica bem: não é a condição física, é o calor. São coisas diferentes.

  2. Manuel Araujo

    20 Outubro, 2023 at 18:17

    coitado do franganote…. menino de aviário…. limpa a boca para falar de homens que guiavam máquinas que eram para machos Alfa… tu nem com fraldas…. respeita …

    • Daniel Sousa

      20 Outubro, 2023 at 21:33

      Machos alfa? Que é isso? Têm mais um cromossoma? 😂😂🤣

    • Fernando Pereira

      23 Outubro, 2023 at 10:04

      Sem ofensas, nem “franganote” nem “menino de aviário”, quem está lá dentro é que sabe.

  3. [email protected]

    23 Outubro, 2023 at 9:23

    Aquele circuito do Qatar, feito de curvas e contra-curvas de média e alta velocidade, totalmente plano, não deve ser pêra doce com estes carros, plenos de potência e downforce. Experimentem num simulador e constatem as velocidades. Os pilotos de outrora tinham outro tipo de dificuldades, e cada um vai dizendo que no seu tempo é que era difícil. Lembram-se do Nelson Piquet a ser retirado do carro em Las Vegas, praticamente desmaiado, ou o Nigel Mansell em Dallas a cair ao empurrar o carro e até o grande Ayrton Senna completamente esgotado no início da sua carreira na F1? Os carros turbo dos anos 80 eram máquinas diabólicas, 1400 cv em qualificação, com níveis de downforce muito mais baixos que hoje em dia, a exigirem o máximo de concentração. E o que dizer das máquinas de hoje com toda a electrónica, e regulações milimétricas feitas várias vezes durante uma volta? Cada época teve e tem o seu grau de exigência, não adianta criticar. O Nikki Lauda um dia disse que até um macaco guiava um F1 moderno e quando conduziu um, no caso um Jaguar, espalhou-se ao comprido.

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