Max Verstappen não tem poupado nas críticas ao espetáculo da F1 em Las Vegas. O piloto da Red Bull não gosta desta abordagem e critica de forma aberta todo o espetáculo à volta do GP na Cidade do Pecado. Estará o tricampeão correto?
A mudança é sempre olhada com desconfiança, mesmo no mundo da F1, onde a mudança e a adaptação rápida são chave para atingir o sucesso. Mas será justo ver de forma tão negativa esta nova abordagem ao espetáculo da F1? Será que as críticas de Max Verstappen a todo o circo que se montou à volta da competição fazem sentido?
É importante recordar o efeito que a entrada da Liberty trouxe à F1. Uma competição que ia definhado, presa a interesses pessoais e agendas por vezes pouco claras, virada para o fã abastado, esquecendo a grande base de fãs, que nem sempre pode ir às pistas, mas que segue a competição com fervor. A Liberty trouxe mais abertura, trouxe um modelo de negócio diferente, trouxe mais impacto mediático. Com a Liberty, a F1 transformou-se e ganhou uma força tremenda. O negócio melhorou substancialmente e as equipas já podem fazer contas a lucros, algo impensável há meia dúzia de anos, as equipas e os pilotos têm uma exposição muito superior e com isso as respetivas marcas valorizaram e os fãs estão agora mais ligados e mais próximos da F1. O balanço tem de ser forçosamente positivo.
A Liberty entrou com vontade de fazer de cada GP uma festa única, em que os fãs seriam presenteados com um festival de música, cor e velocidade. E as bancadas têm enchido a cada corrida. E claro que no centro desta festa, estão os pilotos.
Muitos sonham com a F1, mas talvez sejam poucos os que realmente apreciam o que a fama pode trazer. Ser piloto de F1 é pertencer a um clube restrito onde apenas os melhores têm lugar (na maioria das vezes). É ter o privilégio de pilotar os carros mais rápidos do mundo. O reverso da medalha é a exposição mediática. Alguns pilotos dão-se bem com essa exposição, outros nem por isso. Mas faz parte do “trabalho” de um piloto de F1 mostrar-se ao mundo nos fins de semana de competição.
Verstappen não gosta do circo à volta da F1. Verstappen é um piloto “old School” que pensa apenas na pista e tudo o que acontece fora tem pouco ou nenhum interesse. É uma visão legítima. Mas Verstappen é tricampeão, a nova estrela maior da F1 e não pode fugir à exposição. Dizer que não gosta da festa que foi servida em Las Vegas é mais que aceitável, mas, ao mesmo tempo, retira cor à festa que foi servida para pessoas que fizeram o esforço de ir ver a corrida ao vivo. Para efeitos de “memes” e piadas, a postura “à la Kimi” é muito boa, mas num mundo onde os heróis estão cada vez mais próximos dos adeptos, não lhes retribuir o carinho não é o indicado.
No entanto, o limite entre a exposição saudável e a exagerada é muito ténue e tem de ser encontrado. Talvez em Las Vegas esse limite tenha sido ultrapassado. Talvez o foco na festa e no glamour tenha sido em demasia, colocando de parte o que realmente interessa… a corrida.
“Estamos a acrescentar corridas ao calendário e está a chegar a um ponto em que, por vezes, tudo parece um pouco repetitivo e tudo parece um pouco sobrecarregado e estamos a tentar exagerar um pouco”, disse Sainz. A grande maioria dos pilotos também não apreciou a apresentação “faraónica” nas vésperas de um GP, depois de terem feito 20 corridas. A F1 tem de ter espetáculo, mas não podemos pensar sempre que mais é melhor. E se as estrelas perdem o encanto com a festa, isso vai se refletir.
O fim de semana já começou mal, com tampas a saltar e a ação em pista a ser afetada. Mas para o futuro, talvez seja importante pensar o que a F1 quer do seu espetáculo, o que quer dos seus pilotos e acima de tudo, o que os fãs querem.










Abordagem correcta para quem quer vender a alma ao Diabo.
Enterrem esta corrida bem fundo.
Os fans de F1 em geral estão-se bem a cagar para esta palhaçada. Os cidadãos viram as suas vidas bastante prejudicadas com… esta palhaçada. Os únicos fdp contentes com isto são os investidores.
Com excepção do Mónaco, por razões de tradição que mesmo assim merecem ser questionadas, todas as corridas deveriam ser feitas em Pistas permanentes. Sabe-se tambem que a F1 têm que ser auto sustentável do ponto de vista financeiro. Dito isto, acho que Las Vegas força esta necessidade de espectáculo e de ridiculo a um ponto que para um europeu é dificil de digerir. O Equilibrio é complicado mas não gosto deste tipo de exposição dos pilotos. No final deverão ser estes a dar a sua opinião. Já ouvimos o Max, faltam os outros.
A F1 não é um circo?
Então está muito bem em Las Vegas 🙂
É um circo porque anda de terra em terra, ou melhor, de país em país. Quanto a Las Vegas, é conhecida pelos casinos, não pelos circos.
Caro Fábio Mendes, não compreendo porque diz que a F1 antes da Liberty era para adeptos abastados, Sou um felizardo por ter ido ver alguns GPs ao vivo. Os bilhetes eram relativamente acessíveis. No ano passado e este ano estavam tão caros, que ir a Barcelona ver a corrida tornou-se incomportável. Agora é que é para abastados! Outra coisa que não consigo compreender é o festival à volta dos GPs. Quando vou a um circuito, quero ver uma corrida. Se quiser ver festivais, concertos e sei lá mais o quê, vou ao Rock In Rio. Se me disserem; “ai, mas… Ler mais »