Desde a entrada do Autodromo Internazionale Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, que a Itália tem duas corridas. Para os fãs italianos foi uma excelente notícia, tal como para os adeptos mais tradicionalistas da F1, com Ímola e Monza no “cardápio”. O governo italiano quer manter as duas corridas, mas a realidade poderá ser bem diferente.
Imola e Monza têm contratos separados até 2025, mas depois disso teme-se que um deles, ou mesmo ambos, possam sair do calendário que continua a querer crescer.
O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini é citado por La Gazzetta dello Sport como tendo dito: “O objetivo é garantir os dois Grandes Prémios e eles têm de coexistir.
O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, acrescentou: “O forte apelo internacional da F1 torna o apoio aos dois eventos uma prioridade do governo. A F1 dá uma imagem dinâmica, criativa e vencedora ao país. As duas corridas representam trabalho, turismo, beleza, identidade, tradição, investigação, inovação e são símbolos de riqueza e emprego que, numa altura como esta, são sagrados. Os desafios da sustentabilidade são perfeitamente aceitáveis, mas o rugido dos motores – os belos que incomodam algumas pessoas – é insubstituível. Como ministro e como ministério, estamos aqui – não só com os 5 milhões que demos financeiramente, mas sobretudo como apoio cultural”.
No entanto, manter Imola poderá ser difícil. Os responsáveis do traçado deram sinais de querer regressar ao calendário em 2016 e essa vontade ganhou força em 2019 concretizando-se com a ajuda da Pandemia. Desde então que Imola tem estado presente no calendário, mas, segundo consta, a presença de Imola serve essencialmente para pressionar Monza a melhorar a infraestrutura e fazer as mudanças necessárias. A saída de Monza afigura-se como uma possibilidade, mas apenas se não forem cumpridas as metas estabelecidas para as renovações do traçado de Monza. Se até Spa está em risco de perder a corrida, a permanência de Imola não se antevê fácil, mais ainda se Monza cumprir com o estipulado, com a Liberty a querer explorar outros mercados.











