A Fórmula 1 introduziu novas aberturas de refrigeração nos monolugares em resposta às condições extremas enfrentadas pelos pilotos no Catar no ano passado, mas na opinião de George Russell, esta solução foi apenas “um pequeno passo”, não sendo suficiente para resolver esta questão.
A adição destas aberturas visa melhorar os sistemas de arrefecimento, mas o piloto da Mercedes não considera uma resposta adequada ao problema que se verificou em 2023. Os pilotos foram levados ao limite, ao extremo máximo das suas capacidades físicas, tendo passado por muitas dificuldades. Alguns tiveram que receber apoio médico no final da prova.
“Houve mais mudanças com essa ventilação extra, mas não creio que pudesse ter feito uma diferença substancial no Catar no ano passado”, disse Russell no Barém, onde se viram pela primeira vez estas entradas de ar no ‘nariz’ dos carros. “Com a temperatura ambiente que tivemos e a humidade, a sensação era de 40 graus. Penso que alguém calculou que a sensação era de 48 graus no Catar. Desde o acidente do Romain [Grosjean] há alguns anos, os kits de corrida estão a ficar cada vez mais grossos, com camadas à prova de fogo. A temperatura do corpo estava provavelmente a aproximar-se dos 40 graus, o que é como se estivéssemos a ser enviados para o hospital. É um passo muito, muito pequeno, mas infelizmente ainda não é suficiente”.
Em 2023 alguns pilotos sofreram desidratação intensa, exposição aguda ao calor, vómitos, e, pelo menos um piloto, quase desmaiou dentro do monolugar durante a prova. Tudo isto ocorreu na mesma prova onde um problema, detectado por análise microscópica, com os pneus da Pirelli levou a FIA a tomar medidas excecionais para a corrida.










