Apesar de este ano a Toro Rosso ter recorrido a dois ex-membros do programa e já no ano passado ter recorrido a um piloto que saiu do programa há muito tempo, Franz Tost não acredita que o programa de jovens pilotos da Red Bull está em crise:
“Não, isso é um absurdo, dizer que o programa da Red Bull está em crise”, disse ele ao Motorsport.com. “Dr. Marko está a fazer um trabalho fantástico. E nós temos bons pilotos. Estaria em crise se a Red Bull Racing e a Toro Rosso não tivessem pilotos da Red Bull. Mas temos o Max Verstappen, que pode ganhar corridas e esperamos que também possa vencer o campeonato, temos o Pierre Gasly um piloto com qualidade, muito rápido, e temos dois pilotos fantásticos na Toro Rosso.
“Se olharmos para trás, foi [Sebastian] Vettel, [Mark] Webber, mas Webber não era o piloto da Red Bull ou da Toro Rosso. E mais tarde tivemos uma forte dupla de pilotos com Verstappen e Ricciardo.
“Mas as duas equipas agora junto com Verstappen, Pierre Gasly, Kvyat e Albon, devo dizer que temos pilotos muito fortes.”
Apesar do alinhamento ter qualidade, não nos podemos esquecer que a dupla da Toro Rosso apesar de ligações com o programa, vem de circunstâncias muito especificas. Daniel Ticktum é o jovem que se segue na hierarquia mas teve de seguir o seu rumo para a Super Fórmula Japonesa, não tendo ainda pontos para a Super Licença. Alex Albon estava dado como certo na Fórmula E com a Nissan e Kvyat era piloto de simuladores da Ferrari.
Não se pode dizer que o programa de jovens mantenha a toada de fornecimento de jovens valores à F1. Falar em crise pode ser um exagero pois nem sempre é possivel fazer chegar os pilotos à F1, pois depende de vários factores, um dos principais, o talento. Mas que o recurso a pilotos que não seriam opção em condições normais mostra um desaceleramento do programa, enquanto os adversários têm conseguido lançar potenciais estrelas do futuro. Não há crise mas há certamente trabalho a ser feito.










