F1: Franz Tost nega crise no programa de jovens da Red Bull

Por a 14 Março 2019 11:15

Apesar de este ano a Toro Rosso ter recorrido a dois ex-membros do programa e já no ano passado ter recorrido a um piloto que saiu do programa há muito tempo, Franz Tost não acredita que o programa de jovens pilotos da Red Bull está em crise:

“Não, isso é um absurdo, dizer que o programa da Red Bull está em crise”, disse ele ao Motorsport.com. “Dr. Marko está a fazer um trabalho fantástico. E nós temos bons pilotos. Estaria em crise se a Red Bull Racing e a Toro Rosso não tivessem pilotos da Red Bull. Mas temos o Max Verstappen, que pode ganhar corridas e esperamos que também possa vencer o campeonato, temos o Pierre Gasly um piloto com qualidade, muito rápido, e temos dois pilotos fantásticos na Toro Rosso.

“Se olharmos para trás, foi [Sebastian] Vettel, [Mark] Webber, mas Webber não era o piloto da Red Bull ou da Toro Rosso. E mais tarde tivemos uma forte dupla de pilotos com Verstappen e Ricciardo.

“Mas as duas equipas agora junto com Verstappen, Pierre Gasly, Kvyat e Albon, devo dizer que temos pilotos muito fortes.”

Apesar do alinhamento ter qualidade, não nos podemos esquecer que a dupla da Toro Rosso apesar de ligações com o programa, vem de circunstâncias muito especificas. Daniel Ticktum é o jovem que se segue na hierarquia mas teve de seguir o seu rumo para a Super Fórmula Japonesa, não tendo ainda pontos para a Super Licença. Alex Albon estava dado como certo na Fórmula E com a Nissan e Kvyat era piloto de simuladores da Ferrari.

Não se pode dizer que o programa de jovens mantenha a toada de fornecimento de jovens valores à F1. Falar em crise pode ser um exagero pois nem sempre é possivel fazer chegar os pilotos à F1, pois depende de vários factores, um dos principais, o talento. Mas que o recurso a pilotos que não seriam opção em condições normais mostra um desaceleramento do programa, enquanto os adversários têm conseguido lançar potenciais estrelas do futuro. Não há crise mas há certamente trabalho a ser feito.

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2fast4u
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2fast4u

Temos de ter em conta 2 variáveis. Primeiro a Red Bull era até há pouco tempo a única que tinha um programa claramente definido com vários pilotos nas suas “canteras”. Só McLaren e Ferrari apoiavam esporadicamente um piloto e no caso da Ferrari o LeClerc é o primeiro a chegar à equipa. Depois tivemos a Red Bull com Dani, Sainz e Max, 3 galos para o mesmo poleiro. Dois deles foram a sua vida mas continuam na F1, o que demonstra que a academia funciona melhor do que qualquer outra até agora. Fora pilotos como Vergne, AFC, Buemi, Albuquerque, e… Ler mais »

Kaos
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Kaos

Mas alguns ficaram cá com um pozinho à academia Red Bull…

Eu_não_sou_o_frenando_afondo
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Eu_não_sou_o_frenando_afondo

A Sauber também era conhecida por apoiar talentos, pelo menos a dar-lhes um lugar na F1 quando a maior parte das outras equipas preferiam pilotos com alguns pergaminhos.

O problema da TR é que os recicla demasiado depressa. Isto aliado a que outras equipas têm os seus próprios programas de talentos, chega a um ponto em que não há jovens que chegue para todos.

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