A FIA confirmou que os pilotos de Fórmula 1 poderão acionar o chamado “straight mode” na aproximação à mítica curva 130R do circuito de Suzuka já neste Grande Prémio do Japão, alargando o uso da nova aerodinâmica ativa a uma das zonas mais sensíveis e difíceis para os pilotos em todo o calendário da Fórmula 1
Em 2026, o sistema de “active aero” substituiu o antigo DRS, permitindo agora a abertura coordenada das asas dianteira e traseira em pontos pré‑definidos da pista para reduzir o arrasto nas retas e depois repor a carga aerodinâmica nas curvas. Até aqui, Suzuka contava apenas com uma zona deste tipo na reta da meta, mas a FIA introduziu uma segunda ativação no troço entre a saída da Spoon Curve e a 130R, um sector tradicionalmente percorrido a fundo.
A zona foi palco de muitos incidentes, precisamente por ser bastante difícil. Nas suas tentativas de percorrer a curva o mais rapidamente possível, muitas vezes os pilotos excedem-se, que o diga Allan McNish que em 2002 sofreu ali um acidente que redundou num impacto de 69G com o seu Toyota. E está longe de ter sido caso único.

Os monolugares de Fórmula 1 de 2026 têm menos apoio aerodinâmico nas curvas, o que exigirá novas estratégias de pilotagem em Suzuka. Os pilotos terão de gerir a energia elétrica de forma eficiente, evitando “gastar” nas curvas para maximizar a velocidade nas retas, onde o novo “straight mode” será ativado. Para além disso, a previsível menor aderência nas curvas forçará os pilotos, provavelmente, a encontrar trajetórias alternativas para otimizar a saída para a reta da 130R. Tudo isto se insere na aprendizagem que a FIA está a levar a cabo, de modo a posteriormente ajustar as regras e equilibrá-las ao máximo entre segurança e espetáculo e este fim de semana em Suzuka será mais um ensaio. Tendo em conta o que se passar, poderá abrir caminho a uma utilização mais agressiva da aerodinâmica ativa noutros circuitos…










