Esta vitória da Ferrari em Singapura, a terceira consecutiva da Scuderia depois das férias de verão, têm um grande significado. Talvez não tanto para o campeonato, tal foi o domínio da Mercedes na primeira metade da época, mas essencialmente pelo que podemos ter daqui para a frente.
Não restam muitas dúvidas a ninguém que temos tido corridas fantásticas este ano, com a exceção do GP de França, mas este triunfo da Ferrari é muito mais do que uma vitória.
Até aqui sabíamos que em circuitos com necessidade de muito apoio aerodinâmico, a Ferrari falhava, simplesmente não dava luta à Mercedes e em alguns casos nem sequer à Red Bull. As duas primeiras vitórias da Ferrari tiveram lugar em Spa e Monza, circuitos com longas retas, mas Singapura pode ter sido o ponto de mudança, pois é dos circuitos mais sinuosos do calendário e onde poucos ou ninguém esperava uma corrida como a que a Ferrari fez.
É claro que existem algumas nuances, há questões que continuam em aberto, por exemplo o facto dos Mercedes se darem muito bem com os pneus médios e a Ferrari gostar mais dos mais macios, como aconteceu em Singapura.
A Scuderia chegou a Singapura com um nariz revisto, difusor e fundo plano, peças que têm estado em desenvolvimento há muito, deste o momento em que a Scuderia testou uma nova asa dianteira e fundo plano, em Paul Ricard. Tudo isto ajudou muito, a prestação dos dois pilotos, logicamente, também, mas mais importante do que isso, do ponto de vista egoísta dos adeptos que querem é boas corridas independentemente de quem ganha, como nós, Autosport, queremos, o que pretendemos destacar é o facto cada vez mais provável que daqui para a frente possamos assistir a lutas cada vez melhores.
O campeonato dificilmente foge à Mercedes e a Hamilton, mas as seis corridas que faltam, prometem.










