Poucos imaginariam que ao fim de 15 corridas na Fórmula 1, Lance Stroll estivesse quase a fazer jogo igual com Felipe Massa, e embora todos saibamos que o jovem canadiano está a fazer o seu caminho, há muito ultrapassou as vozes críticas, ao ponto de já não se ouvir que está onde está porque o pai é rico, a verdade é que, depois de 15 corridas estar apenas a um ponto de Felipe Massa é muito mau… para o brasileiro.
Já se percebeu que durante a temporada passada houve uma espécie de mal entendido entre a Williams e Massa, pois em Grove achava-se que Massa se queria ir embora, mas pelos vistos não era assim, e o brasileiro, em determinada altura passou a sentir-se empurrado. Depois foi o que todos se lembram, Nico Rosberg lançou uma ‘bomba’ e essa ‘bomba’ culminou com o regresso de Felipe Massa à Williams, que não tinha grande alternativas para ocupar o lugar deixado vago por Valtteri Bottas, que como se sabe foi para a Mercedes. A Williams ficou com 10 milhões de euros na mão mas sem piloto e o brasileiro resolveu a questão. Mas agora um ano depois, a velha história está de regresso só que desta feita com uma nuance, Massa quer ficar.
Contudo, o que tem mostrado em pista, é muito pouco para o que a Williams precisa. Não estar a ‘bater’ claramente Lance Stroll é um sinal muito mau, e se em qualificação a experiência vem ao cimo, as corridas não têm sido nada boas para Massa. É clara a sua curva descendente e o problema da Williams é que não há alternativas melhores e por isso vai testar Paul di Resta e Robert Kubica.
Não há volta a dar, numa disciplina em que é difícil chegar, há tanto jovem de qualidade que ficou à porta, por exemplo António Félix da Costa, é curioso perceber que uma equipa como a Williams quer um piloto melhor… e não há. Claro que há contratos para cumprir, mas a verdade é que no plantel não existem pilotos disponíveis para ir para a Williams e por isso, para além de Massa, os candidatos são Paul Di Resta e Robert Kubica: “A equipa conhece-me bem e sabe que o posso fazer. Tenho a certeza que a maior parte da equipa está do meu lado, principalmente engenheiros e quem percebe de automobilismo, mas a verdade é que podem existir outras coisas, e talvez o talento não seja decisivo”, disse Massa, sem explicar o porquê desse talento que fala não se estar a refletir em pista. Nós por cá ainda achamos que a solução vai ser Pascal Wehrlein, mas também não apostávamos todo o nosso dinheiro nisso…








