O diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, descarta a possibilidade da Alpine em passar a competir com motores de outro fornecedor, colocando de lado a sua própria unidade motriz que estava em desenvolvimento, por ter sido aprovado um “regulamento errado”.
As alterações regulamentares sobre as unidades motrizes da Fórmula 1 foram pensadas e concebidas para atrair novos fabricantes, quando na altura, Audi e Porsche tinham planos para competir no mundial. Como sabemos agora, entre as marcas do grupo Volkswagen apenas a Audi deu o passo em frente, ao mesmo tempo que a Honda aproveitou o novo ciclo regulamentar para se manter na competição.
Mas agora, a perda da Renault como fabricante e fornecedor de motores parece inevitável e levanta preocupações sobre se as mudanças terão impacto na decisão e se são realmente benéficas a longo prazo.
Ainda em junho passado, a FIA dizia que havia abertura para equipas e fornecedores de motores para 2026 serem ouvidos quanto a possíveis alterações aos regulamentos anunciados anteriormente, mas Toto Wolff, diretor-executivo e chefe de equipa da Mercedes não queria colocar essa hipótese.
O diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, não partilha a visão pessimista e acredita que os benefícios a longo prazo dos novos regulamentos superam os desafios e custos imediatos do desenvolvimento das novas unidades motrizes.
“Penso que a verdadeira decisão [da Renault] esteve relacionada com outra condição, para ser muito aberto e muito honesto”, disse o responsável da Fórmula 1 em entrevista ao Autosport britânico. “Não está relacionado com um regulamento errado. Acredito que, no momento em que o regulamento foi definido, havia a necessidade de garantir que os fabricantes estavam realmente interessados em fazer parte do campeonato. São um elemento vital desta equação, porque sem motor não podemos correr, por isso havia a necessidade de os ouvir”.
Domenicali argumentou que a ênfase na tecnologia híbrida e na sustentabilidade é essencial para o futuro do desporto, garantindo a sua relevância e atração num panorama automóvel em rápida evolução, destacando ainda que é verdade que se tratou “de uma solução de compromisso devido aos diferentes interesses de todos os fabricantes”.
Porém, Domenicali garante que “a FIA tentou fazer o melhor possível para garantir que podíamos ter algo que fosse bom para todos”.
Os novos motores para a Fórmula 1 terão uma divisão prevista de 50/50 entre a combustão interna e energia elétrica, com um investimento significativo para a alteração dos chassis, também para 2026, a aumentar os encargos das equipas.











