A construção da unidade que receberá o departamento de motores da Red Bull continua a bom ritmo e Christian Horner fez o ponto de situação.
O responsável pela Red Bull está confiante que os prazos estabelecidos vão ser cumpridos:
“O projecto Red Bull Powertrains está a ganhar ritmo a cada semana”, disse Horner. “A construção está a correr como planeado e é óptimo ver o edifício tomar forma. Todos os telhados estão a ser colocados e o banco de testes começará a chegar no próximo mês. Está realmente a começar a tomar forma e o esforço que está a ser feito é impressionante. Estamos a atrair alguns grandes talentos e temos também uma forte política de juventude para trazer alguns licenciados e estudantes para o programa”.
“Queremos dar uma oportunidade aos jovens e estamos à procura de candidatos que pensam de forma diferente e vêm de todos os espectros e origens”, acrescentou Horner. “Vamos ter uma série de bolsas de estudo e estágios. É realmente uma grande oportunidade e ver o apelo deste projeto com o calibre de indivíduos que estamos a atrair, é excitante”.
O que a Red Bull continua a tentar é convencer uma das marcas do Grupo VW a entrar para a F1. A Porsche e a Audi têm estado nas reuniões de discussão dos motores para 2026, com as equipas de F1. Neste momento há vontade de simplificar os motores e isso passa por remover o espantoso MGH-H, que cria energia elétrica graças aos gases de escape, além de servir como um sistema de Anti-Lag. É a peça mais complexa das atuais unidades motrizes e, por conseguinte, a mais cara. A Red Bull, que decidiu manter as unidades Honda a partir de 2022 e construir o seu motor na próxima regulamentação (2025 ou 2026), sempre defendeu que a simplificação do motor era necessária para garantir que os custos dos motores não escapam ao controlo das equipas, como aconteceu com estas unidades. Essa visão da Red Bull agrada ao grupo VW e a The Race avançou que as duas partes poderão tornar-se parceiras. A unidade de motores da Red Bull pode ser um chamariz muito apetecível para marcas que queiram entrar na F1, pois permite que as marcas entrem na competição sem necessidade de um investimento demasiado avultado, pois não começam do zero. A estrutura Red Bull permite que os custos de desenvolvimento seja divididos o que permite às marcas entrarem na F1 com um fração do orçamento necessário, enquanto a Red Bull recebe o apoio financeiro e tecnológico das marcas, neste caso do grupo VW. Se por um lado esta é uma forma muito interessante de entrar na F1, é preciso ter em conta que ao nível de marketing não é uma jogada muito interessante. A Aston Martin já foi patrocinadora principal da Red Bull mas esse título nunca deu grande visibilidade, pois a Red Bull será sempre sempre a Red Bull. A Aston Martin tem uma visibilidade incomparavelmente maior agora que é uma equipa de fábrica dedicada. Claro que o custo dessa visibilidade é muito superior, mas ver marcas do grupo VW ficarem com um papel secundário na F1 causa alguma estranheza, a não ser que seja um primeiro passo para testar as águas e no futuro a marca apostar de forma mais séria.
O que parece certo é que a aposta aparentemente arriscada da Red Bull de fazer os seus próprios motores está a tornar-se num trunfo que pode ajudar no futuro a médio prazo da equipa.












