F1: Brown nega que o desenvolvimento do carro de 2018 tenha parado
2018 terá sido um dos anos mais complicados da McLaren. Depois da parceria com a Honda que deu poucos frutos e os frutos colhidos foram bem amargos, a entrada da Renault fazia os fãs da equipa sonhar com um regresso a níveis mais de acordo com os pergaminhos da equipa. Mas o que aconteceu esteve muito longe disso.
A McLaren começou o ano da melhor maneira com um quinto lugar na Austrália que originou a célebre frase de Alonso, “Now we can Fight” (agora podemos lutar). O espanhol foi pontuando com maior ou menor dificuldade durante as primeiras cinco jornadas do ano, mas ficou cedo claro que os pontos conquistados se deviam mais à valia e a tenacidade do espanhol do que à qualidade do chassis, que ia desiludindo a cada jornada. Alonso chegou a Barcelona com 32 pontos, a melhor série de pontos conquistados. Apenas pontuou em mais quatro corridas o que mostra bem o défice de qualidade da McLaren em relação à concorrência.
Foram estes dados, juntamente com as declarações de Alonso que afirmou que desde Barcelona que a equipa não tinha melhorias significativas que fizeram todos assumir que a McLaren cedo desistiu do projeto de 2018, tais eram as deficiências do carro.
Mas Zak Brown veio recentemente negar esse cenário:
“Obviamente construímos um carro muito fraco, que não respondeu aos desenvolvimentos que introduzimos. Desenvolvemos o carro até o GP dos EUA, pelo que os relatos que paramos em Espanha eram imprecisos. Mas acho que parte do desenvolvimento no segundo semestre do ano focou-se na aprendizagem para o carro do próximo ano. Estou confiante de que a equipa está a trabalhar arduamente e obviamente fizemos mudanças para entender e identificar onde cometemos erros que não queremos repetir no ano que vem”.
A mudança para a Renault ajudou a equipa a entender os problemas que os seus carros tinham uma vez que o fator “unidade motriz” deixou de ser uma incógnita, com a performance da Red Bull e da Renault a servirem de ponto de referência:
“Tivemos um grande desafio nestes três anos e, por isso, é mais difícil entender quando existem muitas variáveis diferentes que não estão a funcionar e onde estão as áreas com mais dificuldade”, disse Brown. “Quando ficamos na situação em que temos uma referência clara como a Red Bull, podemos tirar isso da equação e há menos coisas para investigar. Acho que, neste sentido, ajudou que houvesse outras duas equipas com as quais pudemos medir diretamente a nossa performance, e ficamos abaixo de qualquer uma delas. “
Terá sido esse o golpe mais rude para a McLaren. Depois de 3 anos a culpar a Honda e a afirmar que tinha um dos melhores chassis do grid, a McLaren teve de “engolir” as palavras e o chassis feito era de longe um dos piores deste ano, o que deitou por terra toda a argumentação do passado. Dos três grandes responsáveis do projeto, dois saíram da equipa e curiosamente o desenhador chefe do carro foi o único a manter-se para 2019. Falta ainda a entrada de James Key que pode ser “chave” para uma melhoria da McLaren, ele que tem sido o responsável dos chassis da Toro Rosso, que tem apresentado qualidade e soluções interessantes (curiosamente os dois últimos chassis ficaram um pouco abaixo do que a equipa já fez, embora este ano haja a atenuante Honda), mas a McLaren começou desde cedo a trabalhar para 2019, até porque para melhorar de forma sólida as performances de 2018, seria preciso uma versão B e a equipa achou que não a aposta não seria suficientemente rentável. A estrutura da McLaren foi novamente reorganizada e isso pode ser um ponto desfavorável na próxima época pois a estabilidade conquista-se ao longo do tempo. Mas a quantidade de dados recolhidos é grande e espera-se que a equipa tenha aprendido as lições todas para volta a apresentar o mínimo de competitividade.
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