F1, Balanço do meio da época: Ferrari – O ressurgimento
O caminho da Ferrari nesta era híbrida tem sido de altos e baixos, mas em 2020 assistimos a uma das maiores quedas de performance da Scuderia desde 1980. A Ferrari sabia que tinha de se recompor e preparar o futuro (a entrada dos novos regulamentos) e como tal, Mattia Binotto operou uma reestruturação, termo muito comum quando se fala da equipa italiana. As chefias dos departamentos técnicos foram revistas, tal como a organização hierárquica e a dupla de pilotos foi alterada, com a troca de Sebastian Vettel por Carlos Sainz, que forma com Charles Leclerc a dupla mais jovem da história da Ferrari, um sinal claro para dentro e fora da estrutura que o pensamento estava a ser feito a médio prazo.
2021 foi encarado com uma espécie de ano zero, em que a equipa se prepara para 2022. O carro revisto, com uma aerodinâmica melhorada e a unidade motriz também sofreu evoluções, mas o foco principal da equipa está na próxima época pelo que o monolugar deste ano nunca seria alvo de grandes evoluções. No entanto, a Ferrari apresentou uma boa base para fazer o seu ressurgimento e lutar pelo terceiro lugar, objetivo assumido abertamente por Binotto. Os engenheiros fizeram um bom trabalho, tal como a dupla de pilotos. Depois de uma relação com altos e baixos com Vettel, Leclerc encontrou em Sainz o companheiro de equipa ideal. O espanhol integrou-se muito bem na Scuderia e criou laços saudáveis com Leclerc, deixando de lado qualquer tipo de rivalidade (para já), com ambos focados no desenvolvimento da equipa. Como todos os pilotos que mudaram de equipa este ano, Sainz demorou um pouco a adaptar-se à nova máquina, mas foi dos primeiros a consegui-lo. O melhor elogio que se pode fazer ao espanhol é que tem estado muito perto das prestações de Leclerc e até tem mais três pontos nesta altura. Leclerc também está numa fase positiva. Não tem deslumbrado, mas tem conseguido pontos importantes. É claramente a estrela da equipa, mas encontrou em Sainz uma boa referência, com a presença do espanhol a exigir mais.
A Ferrari mantém os pontos fracos do passado (erros estratégicos nas corridas) e tanto Sainz como Leclerc, apesar da boa época que estão a fazer, têm cometido erros que se pagam caro nas lutas pelos primeiros lugares. No caso de Sainz, os erros causam alguma estranheza depois de duas épocas quase imaculadas na McLaren, o que pode significar que os pilotos têm de andar mais no limite para chegar às posições desejadas. Para já a Ferrari mostra um passo em frente positivo face a 2020, o que não era difícil de todo, mas fica a sensação que se tivesse um carro para lutar pelo título ficaria a perder ainda para a Mercedes e Red Bull, que são estruturas mais fortes e mais preparadas para este tipo de combate.
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Frenando_Afondo™
19 Agosto, 2021 at 18:58
Sem dúvida que o carro deste ano é muito melhor que o de 2020, que era uma autêntica arrastadeira verdadeiramente inferior.
malhaxuxas
20 Agosto, 2021 at 9:56
“…autêntica arrastadeira verdadeiramente inferior.” – arrastadeira já é inferior, parece-me. E fica-lhes bem esse epíteto.
Ainda estou à espera de saber qual o motivo para aquela súbita perda de andamento, no tal ano. Uma vergonha para o desporto, isso sim, todo este secretismo. Ah! Espera. Trata-se da Ferrari, pois claro!
joaolmoraisgmail-com
21 Agosto, 2021 at 8:50
A história da perda de andamento da Ferrari de 2019 para 2020 está muito mal contada. E também não entendo aquele acordo secreto e a quem beneficia. À FIA que teve um campeonato sem competividade? Ou à Ferrari que ficou para trás. Muito estranho!
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
19 Agosto, 2021 at 19:34
Sem duvida que a Ferrari deu um grande salto qualitativo em relação a 2020.
Parece que se libertaram de algum lastro que “afundava” a equipa…
Muito melhores este ano e com dois excelentes pilotos a trazerem pontos para a equipa. Muito bem Ferrari!
Agora é continuar a trabalhar, a evoluir, e que não se percam num “sólido” 2º lugar longe do 1º, mas tentem sim lutar para vencer campeonatos no futuro…
Cumprimentos
malhaxuxas
20 Agosto, 2021 at 9:53
Não tão sólido. Vão a caminho de reinar no 4º lugar.
joaolmoraisgmail-com
20 Agosto, 2021 at 0:08
A dupla de pilotos é das melhores do plantel, se o carro para o ano nascer bem, podemos ter a Scuderia a lutar pelos títulos no próximo ano.
malhaxuxas
20 Agosto, 2021 at 9:51
“…podemos ter a Scuderia a lutar pelos títulos no próximo ano”. Assim vamos já há 15 anos. Difícil, difícil.
jo baue
21 Agosto, 2021 at 8:30
Ressurgimento.
Copiando um amigo que costuma citar o Lawrence da Arábia: “As grandes coisas/Os grandes feitos têm pequenos inícios. “,
O presidentíssimo John Elkann vai hoje dar a partida de Le Mans ( se fosse o Zack Brown já tinham plantado aqui 3 artigos). .
Para perceber Le Mans tem que se ir lá, também se costuma dizer.
Perfeito era ele perceber que está na hora de saudar o circo da F1 e sair. Infelizmente isso é por enquanto só uma miragem.