F1, Balanço da época 2024: RB

Por a 16 Dezembro 2024 17:38

A RB terminou o ano na oitava posição da tabela dos construtores, estando na luta pelo sexto lugar com a Haas e a Alpine até perto do fim. E, tendo em conta o que se espera da RB foi um ano relativamente positivo para a estrutura secundária da Red Bull.

Apesar de ter mudado de nome, deixando de ser Alpha Tauri para ser RB, a filosofia da equipa manteve-se inalterada: ser o mais competitiva possível, servindo de rampa de lançamento (ou ultimamente poiso para recuperação de talentos à procura de uma segunda oportunidade) de pilotos para a equipa principal. Olhando para o que se espera da equipa e o que ela conquistou, não há motivos para rotular a época 2024 de má.

O ano começou com uma dupla, em teoria, apetitosa do ponto de vista do talento e da experiência. Daniel Ricciardo chegava ao seu primeiro ano a tempo inteiro nesta estrutura depois do seu regresso ao universo Red Bull para se afirmar novamente e provar que era uma opção válida para o lugar de Sergio Pérez que em 2023 terminara o ano com muitos pontos de interrogação, que se adensaram ao longo de 2024. Yuki Tsunoda (12º no campeonato 2024) entrava para a sua quarta temporada na F1, numa posição algo estranha. O seu lugar não parecia estar em risco, mas a sua promoção à equipa principal parecia muito remota, estando num limbo pouco habitual na equipa secundária da Red Bull que, não poucas vezes, tende a ter uma rotação de jovens bem mais acelerada. Era também o primeiro ano depois da saída de Franz Tost, que deixou a competição, com Peter Bayer a assumir o lugar de CEO e Laurent Mekies a agarrar a pasta de diretor da equipa.

No meio de tantas mudanças na liderança, a equipa manteve a bitola das últimas temporadas. Fez 46 pontos ao longo de toda a época, e não pontuou em 11 das 24 provas do ano. A história principal da temporada centrou-se nos pilotos. Daniel Ricciardo, que deveria assumir o papel de estrela da equipa, acabou por se transformar em ator secundário, com Tsunoda a assumir o papel de liderança em pista. Quando Daniel Ricciardo abandonou a equipa, no GP de Singapura, tinha apenas 12 pontos contra os 20 de Tsunoda. Ricciardo tinha apenas pontuado em quatro fins de semana, enquanto Tsunoda tinha “faturado” em sete.

Com prestações abaixo do desejado por parte de Ricciardo, a equipa viu-se obrigada a afastar o australiano, para dar lugar a Liam Lawson que tão boa conta deu de si nas cinco corridas em que foi chamado a competir no ano passado. A Red Bull continuava a procurar um digno sucessor para Sergio Pérez, enquanto Tsunoda, ia rubricando a sua melhor temporada na F1. Lawson entrou e não causou o impacto do ano passado, mas conseguiu mostrar os mesmo argumentos, enquanto Tsunoda mantinha o nível.

No cômputo geral, a RB teve uma época em que começou bem e arrefeceu a meio. As contas complicaram-se no último terço da temporada e no final do GP de Singapura, a RB era sexta classificada. No espaço de três corridas, caiu do sexto para o oitavo posto, vendo a Haas e a Alpine ganharem destaque e afastarem-se nas últimas corridas. Um final de época amargo para uma estrutura que foi implementando algumas melhorias bem sucedidas, mas que não conseguiu encontrar a performance da Haas e da Alpine no final da época.

Tsunoda foi o melhor piloto, mas evidenciou as mesmas forças e fraquezas do passado: muito rápido, talentoso, mas com uma maturidade e força mental que ainda impedem outros voos. No momento em que podia ter convencido a cúpula diretiva da Red Bull em apostar nele, cometeu alguns erros comprometedores que certamente terão deixado os responsáveis da Red Bull de pé atrás. Foi uma oportunidade desperdiçada, apear de termos visto o melhor Tsunoda desde que ingressou na F1. Para Liam Lawson, não foi o regresso que talvez esperasse, mas mostrou velocidade, combatividade e uma mentalidade forte, que é importante para sonhar com o lugar na Red Bull. Ricciardo não conseguiu o objetivo e saiu, sem honra nem glória, da F1. Lawson continua a ser um dos nomes na lista de potenciais pilotos para a Red Bull e a sua entrada tardia em 2024, apesar de não ter contribuído de forma tão positiva quanto a sua entrada em 2023, não comprometeu minimamente as suas aspirações.

Notas

RB – Nota 5

Yuki Tsunoda – 6

Liam Lawson – Nota 5

Daniel Ricciardo – Nota 4

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