F1, Arábia Saudita: Max Verstappen vence por uma unha negra
Max Verstappen venceu o GP da Arábia Saudita, com a luta pela vitória a durar até aos últimos metros da prova. Charles Leclerc passou pela liderança da prova, mas nas últimas voltas da corrida, o neerlandês foi mais forte. Carlos Sainz fechou o pódio e Sergio Perez terminou no quarto posto, perdendo a corrida na sua paragem para troca de pneus.
A direção de corrida informou, depois do final da corrida, que Kevin Magnussen, Carlos Sainz e Sergio Perez serão investigados pelo colégio de comissários, por aparentemente não conseguirem abrandar sob condição de bandeiras amarelas.
Ainda antes da corrida começar, a Ferrari teve que resolver uma questão no carro de Carlos Sainz, conseguindo a tempo colocar o F1-75 pronto. Quem não teve tanta sorte foi Yuki Tsunoda, que na volta de saída para a grelha, ficou parado com um problema no AlphaTauri AT03 e não pôde prosseguir para a corrida. Estes foi o segundo lugar vago na grelha, depois do acidente sofrido na qualificação por Mick Schumacher e a posterior decisão da Haas em não recuperar o carro para o alemão poder correr.
Sergio Perez arrancou bem para as 50 voltas do GP da Arábia Saudita, chegando à curva 1 na liderança do pelotão, onde o seu colega de equipa, Max Verstappen conseguiu ultrapassar Carlos Sainz. Mais atrás, Pierre Gasly perdeu a posição para Kevin Magnussen e no final da primeira volta, voltou a baixar uma posição, sendo ultrapassado por Lando Norris.
Guanyu Zhou teve de novo um mau arranque e perdeu várias posições, tocando inclusivamente, no monolugar de Daniel Ricciardo.
Em apenas 3 voltas, Perez tinha uma vantagem de 1.501s para Charles Leclerc, enquanto George Russell ultrapassou Esteban Ocon na última curva do traçado saudita, subindo ao quinto posto da classificação.
À quinta vez pela linha de meta, Ocon defendeu a posição do seu colega de equipa e Fernando Alonso não bateu no muro e na traseira do carro do piloto francês por muito pouco. Uma manobra arriscada entre pilotos da mesma equipa e uma luta que continuou. Apenas na volta sete, Alonso ultrapassou Ocon e fechou completamente a porta a qualquer tentativa reação nessa volta. Com Valtteri Bottas já na traseira do Alpine, Ocon tentou recuperar a posição ao colega de equipa, mas seguiu em frente na curva, tendo deixado passar o espanhol ainda nessa volta.
Ainda na volta 9, Daniel Ricciardo parou para trocar de pneus, passando a ter um conjunto de duros para as voltas seguintes e na última posição. Após a volta 10, Kevin Magnussen tentou ultrapassar na curva 1 Valtteri Bottas pelo oitavo posto da classificação, mas não conseguiu e teve de alargar a trajetória, perdendo a oportunidade.
Lewis Hamilton conseguiu subir ao 11º lugar, ultrapassando Lando Norris na última curva, enquanto os dois pilotos da Alpine continuavam em luta pelo sexto lugar. Com 14 voltas concluídas, a equipa optou por avisar Ocon para manter a posição, já que ambos os pilotos perdiam tempo para Valtteri Bottas, sendo fácil a ultrapassagem do piloto da Alfa Romeo ao francês.
Safety Car alterou classificação
Lance Stroll e Alexander Albon pararam para trocar os pneus médios por um conjunto de pneus duros, na mesma volta em que Hamilton chegava aos lugares pontuáveis, depois de ultrapassar Pierre Gasly.
Charles Leclerc pediu para parar na tentativa de conseguir ultrapassar Sergio Perez – foi uma jogada de bluff da Ferrari – que obrigou a Red Bull a chamar o líder da corrida. Enquanto o mexicano saía do pitlane com pneus duros, Leclerc conseguiu uma volta rápida com os seus pneus médios usados. Perez saiu atrás de George Russell e perdeu algum tempo, mas logo a seguir, Nicholas Latifi perdeu o controlo do Williams FW44 e bateu no muro de proteção do circuito de Jidá, que resultou em Virtual Safety Car e depois Safety Car. Assim, Leclerc, Verstappen e Sainz pararam para trocar por pneus duros. Quando o piloto espanhol da Ferrari saiu da via de saída das boxes, encontrou Perez que ficou à frente deste. A situação foi revista pelos comissários, já que Sainz ao sair do pitlane estava na frente de Perez na passagem pela linha de Safety Car, logo o mexicano ou deixava passar o adversário ou podia ser penalizado.
Voltas rápidas de Verstappen e Leclerc
O Safety Car saiu na volta 22 e Leclerc conseguiu manter a posição de liderança do pelotão e após as duas primeiras curvas, Perez deixou passar Sainz, passando a ocupar o quarto posto. Enquanto isso, Kevin Magnussen tentou subir a quinto, mas George Russell defendeu-se bem na curva 1 e o dinamarquês ficou logo pressionado por Lewis Hamilton. O britânico ultrapassou Magnussen na última curva, mas com DRS, o piloto da Haas recuperou facilmente a posição.
Charles Leclerc estabeleceu, em duas voltas consecutivas, o tempo mais rápida da corrida até aquele momento, com o registo 1:34.075s, mas logo a seguir, Max Verstappen baixou para 1:33.445s.
Na volta 25, Daniel Ricciardo ultrapassou Nico Hülkenberg pelo 11º lugar, mas seguia um pequeno comboio de carros atrás dos dois, com Lando Norris, Pierre Gasly e Guanyu Zhou. O piloto chinês da Alfa Romeo, que tinha sido penalizado num momento anterior da corrida com 5 segundos, teve de realizar um drive through.
Na volta 28, Leclerc voltou a estabelecer nova melhor marca na corrida, com 1:32.711s, na mesma altura em que Pierre Gasly ultrapassou Hülkenberg, depois do alemão que substituiu Sebastian Vettel nas duas primeiras corridas do ano, ter sido já passado por Lando Norris.
Red Bull pede a Max para gerir
Com menos de 20 voltas para o final da corrida, o engenheiro de pista de Max Verstappen pediu ao piloto neerlandês para ser mais cauteloso, gerindo os pneus duros. O piloto baixou um pouco o ritmo mas manteve a pressão a Charles Leclerc, que voltou a baixar o registo do tempo por volta para 1:32.683s. Os dois pilotos entraram em luta pelo melhor tempo, com o neerlandês a não prestar muito atenção ao que disse o seu engenheiro e melhorou o tempo do adversário
Depois de Alonso ter ultrapassado Kevin Magnussen pelo sétimo posto, o carro do espanhol perdeu potência com um problema terminal do Alpine e pouco depois, o mesmo aconteceu a Daniel Ricciardo, só que este ficou parado imediatamente à entrada do pitlane. Alguns pilotos aproveitaram enquanto o pitlane esteve aberto, porque pouco tempo depois a direção de corrida optou por fechar a via de acesso às boxes durante o período de Virtual Safety Car. Lewis Hamilton, que tinha parado apenas uma vez, não conseguiu entrar para a box e estava em perigo de perder muitas posições nas últimas voltas da corrida.
Neste momento da corrida, para além dos abandonos de Ricciardo e Alonso, Valtteri Bottas dirigiu-se à entrada da sua box para a equipa retirar o Alfa Romeo C42 da corrida.
Na volta 41 terminou o período de VSC, os dois pilotos da frente estava mais próximos e Lewis Hamilton finalmente parou e saiu no 12º lugar.
Grande luta pela vitória
A oito voltas do final da corrida, as atenções estavam todas viradas para a frente da corrida, com Max Verstappen a pressionar fortemente Charles Leclerc. O neerlandês ultrapassou o piloto da Ferrari, mas na volta seguinte Leclerc recuperou o primeiro posto e os dois chegaram à última curva lado a lado, mas o piloto da Red Bull bloqueou a travagem, o que permitiu ao adversário continuar na frente. Max Verstappen queixou-se, já era a segunda vez, que Leclerc passou por cima da linha de marcação da entrada do pitlane.
Lewis Hamilton não conseguiu ultrapassar Lance Stroll pelo décimo posto na curva 1 da volta 45, mas mais à frente nessa volta, subiu para uma posição pontuável.
Na última curva da volta 46, Max Verstappen voltou a colocar-se junto à traseira do Ferrari F1-75 de Leclerc, não o ultrapassando antes do ponto de deteção de DRS, para ter a ajuda na reta da meta. O neerlandês chegou à travagem para a curva 1 na liderança da corrida. Os pneus do Ferrari estavam a ressentir-se e o monegasco perdeu algum terreno para Verstappen, que impôs o melhor registo por volta nessa altura.
A duas voltas do final, Leclerc melhorou o tempo por volta, para e colocava-se mais perto do seu adversário. Lance Stroll e Alexander Albon tocaram-se na curva 1, que levou ao abandono do piloto da Williams e a bandeiras amarelas no setor 1. Leclerc ficava sem muito tempo para ultrapassar o adversário, mas tentou até aos últimos metros.
Max Verstappen venceu por pouco terreno sobre Charles Leclerc. Carlos Sainz foi terceiro e Perez quarto. Mais atrás, Lando Norris perdeu a sexta posição para Esteban Ocon também nos últimos metros, talvez uma vingança do piloto da Alpine à ultrapassagem que sofreu naquele local na época passada.
George Russell terminou a corrida em “terra de ninguém” no quinto posto. Depois da dupla Ocon e Norris, terminaram Pierre Gasly, Kevin Magnussen e Lewis Hamilton que conseguiu pontuar.
Tem sido um início de época fantástico e mais uma corrida bem entusiasmante, com bons pormenores e boas lutas. Pena foi o abandono de vários pilotos.

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NOTEAM1 NOTEAM1
28 Março, 2022 at 9:34
Que corrida!
Os actuais carros de F1 têm muito mais facilidade em seguir os carros da frente, juntando a isso o uso do DRS, faz com tenhamos em pista lutas épicas em pista como nunca.
O que se assistiu ontem entre o Max e o Leclerc, foi F1 no seu patamar competitivo mais alto.
A Ferrari fez valer a sua superioridade aerodinâmica no 1º sector, a Red Bull respondeu nos restantes com a sua unidade motriz motriz a revelar-se imparável.
O Checo sai de Jeddah como o mais azarado da noite, caiu de 1º para 4º num abrir e fechar de olhos, quando merecia bem mais.
O Sainz está aos papéis com este Ferrari, mas vai cumprindo. Vai também ganhando confiança e será uma arma indispensável para o eventual sucesso da equipa.
A Mercedes, através de Russell a confirmar que se encontra em terra de ninguém, são os melhores dos outros e para já é só isso. Veremos se têm a capacidade para se juntar aos da frente em breve, caso contrário pode ser um ano sem vitórias.
Destaque óbvio para a velocidade de adaptação de Russell ao novo carro, e de como já faz jogo igual ao de Hamilton, em Jeddah foi até superior e por uma boa margem.
Excelente a corrida do Norris a salvar a honra da Mclaren, batido em cima da linha por um Ocon extremamente competitivo, tal com se viu na luta que travou com o seu companheiro de equipa. O Magnussen volta a terminar nos pontos, volta também a demonstrar que o Haas nasceu bem, mas é preciso aproveitar estas primeiras corridas do ano para marcar pontos, porque em breve o guião pode mudar.
Uma palavrinha também para o reformado Hulkenberg. Duas corridas e o saldo em relação ao Stroll é o seguinte. Em qualificação 1-1 em corrida 1-1. Assim se despede da F1, devolvendo o carro a Vettel e também uma série de problemas, pois o carro parece ser um flop daqueles bem grandes.
A F1 está bem e aconselha-se e agora que venha Melbourne!
CC
28 Março, 2022 at 11:41
Grande corrida de carros… espetáculo do princípio ao fim… parabéns a todos pelas voltas de intensa adrenalina, mesmo para quem esteve no sofá. Obrigado…
Algumas notas que retive: o ambiente entre pilotos, durante e no final da prova foi fantástico também. Pudemos ver pilotos a falar entre eles sobre a corrida que tinham vivido, trajetórias, comportamento dos carros, etc… claramente bom ambiente a fazer lembrar os putos no final das provas de Kart.
Já nem nos tínhamos apercebido, mas havia um jovem, agora Sir e que até com esta idade resolveu mudar de nome, pasme-se em homenagem… à Mãe… que tinha transformada este momento e a f1 num todo, numa cena de agenda e emoções pessoais, cheio de tiques e de efeitos especiais à volta… do cabelo e outras cenas de verdadeiro egocentrismo…
Lamento muito, mas foi o que fui assistindo prova atrás se prova e vitória atrás de vitória, com um constante endeusamento do personagem por parte de Toto Wolf… protegendo o jovem de tudo e todos, até de um colega de equipe que apesar de bom piloto, nunca teve as mesmas oportunidades para vencer corridas.
Eu sei que a Mercedes não vai deixar de proteger os brutais investimentos que tem em cima de mesa e vai recuperar performance pura e de corrida. Mas também me parece que o Russel, como todos já previam, não vai ser fácil de dominar e vai mostrar que se quer juntar aos amigos da Ferrari e da Red Bull a discutir no pulso as vitórias e no fim delirar com os resultados sejam vitórias ou não, desde que sejam grandes corridas.
Venha a próxima corrida e que aos intervenientes atuais se possam juntar, o Russel, o Noris o Gasly e vamos ter finalmente uma f1 como Top do desporto motorizado…
nota final: eu também acho que o Pérez teve um grande azar, mas em condições normais e se a ordem de corrida dos pilotos Red Bull, no momento fosse inversa, quem entraria na box para marcação à ameaça de box da Ferrari seria o piloto que ia atrás e não o que ia na frente, isso porque, como todos bem sabem, a estratégia de quem ataca e a Red Bull ia em primeiro, era impedir um eventual bluff e isso só é possível com o carro que vai atrás. Mas claro que esse carro poderia ficar queimado na sua corrida e dentro dele seguia um jovem de nome Max…
Speedway
28 Março, 2022 at 13:15
Corrida bem interessante.O ambiente entre todos está muito mais desintoxicado. Nota-se e ainda bem ! É assim que deve ser.
O campeonato vai ser uma luta Ferrari-Red Bull.
Ricfil
28 Março, 2022 at 18:59
Max a fazer uma corrida certinha, agressiva e sem aquelas manobras estapafúrdias. Se refriar os “amuos” constantes dentro do carro e as críticas a todo e qualquer pentelho que considera “fora das regras” começara certamente a limpar o nick de “cry baby”. E só assim o pode fazer.
De resto, estes novos carros parecem-me cumprir o propósito de poderem ser conduzidos próximos uns dos outros – o que ajuda ao espetáculo. Agora falta retirar a idiotice do DRS desta fórmula 1 (para se evitarem filminhos como aqueles das travagens a “queimar” antes da reta da meta – porque ninguém quer ceder o primeiro lugar) e talvez a fórmula 1 moderna esteja FINALMENTE a dar alguns passos correctos. Porque é só estúpido essas manobras acontecerem durante uma corrida. Os carros devem andar para a frente e nao a “refrear” andamento em momentos de ultrapassagens (e se algum piloto o quiser fazer – não ficaria numa situação de completa e tão grande//injusta/vantagem artificial).
De referir que o Russel faz lembrar o Senna em 94 – na condição de que quando ambos finalmente conseguiram acesso às equipas pretendidas, as performances
dos carros desceram a pique. Azar para ele. Gostaria de ver o que o Russel faria ali na disputa pelos lugares da frente assim como a sua comparação directa com o andamento do LH – ambos num carro competitivo.