O caso da penalização de Fernando Alonso no GP dos Estados Unidos da América foi apenas mais um capítulo na saga das bandeiras preta e laranjas que têm sido mostradas ao longo da época e que causaram alguma polémica no caso do piloto da Alpine.
No GP dos EUA, o incidente entre Lance Stroll e Fernando Alonso provocou danos no monolugar do espanhol, que ainda assim continuou em prova. Um dos espelhos retrovisores soltou-se e começou a vibrar intensamente, sendo claro que ia ceder, como acabou por acontecer. Ora Alonso não viu qualquer bandeira preta e laranja, mostrada quando uma peça ou partes do carro não estão em conformidade, colocam em causa a segurança de todos em pista e por isso o carro tem de regressar às boxes para reparações. A Haas, que já tinha visto a dita bandeira no passado por situações similares, protestou e Alonso foi penalizado. A penalização foi revertida, apenas por um pormenor técnico (o protesto foi feito depois da hora regulamentar), com a FIA a mostrar preocupação por ver um carro a manter-se em pista, podendo potencialmente colocar em risco a segurança dos envolvidos.
Os responsáveis das equipas comentaram o caso e Alan Permane, da Alpine, revelou que as equipas tinham convencido a FIA a inverter esta posição, dizendo “pequenos danos como um espelho, a extremidade da asa da frente, se não for estrutural como os ductos de travões, ou algo do género, não será considerado como uma infração de bandeira preta e laranja”, uma posição que agradou a alguns chefes de equipa.
Ora Andreas Seidl não terá gostado da postura da FIA e relembrou os perigos de deixar peças à solta em pista:
“A minha opinião é que, em geral, quando se tem peças no carro que estão em risco de se soltar, é necessário chamar o carro às boxes”, disse Seidl. “Porque não me esqueci do que aconteceu a Felipe Massa na Hungria. E temos de estar conscientes que algo pode acontecer em qualquer altura quando tal peça está a cair de um carro. É nossa responsabilidade, nesse caso, chamar o carro às boxes. Acho que agora é importante avançar, sem emoções, ter uma boa discussão entre as equipas e a FIA e pôr em prática diretrizes claras, o que todos queremos no interesse da segurança. E afastem-se de quaisquer emoções atuais em torno de pontos de vista oportunistas sobre onde todos estão no campeonato ou sobre o que aconteceu no passado. Mas mais uma vez, a segurança tem de estar sempre em primeiro lugar. Não se esqueçam do que aconteceu ao Felipe Massa. Isto pode acontecer em qualquer altura se uma peça estiver a cair e eu penso que seria errado ter consciência de que algo está solto e continuar”.










