F1, Alpine: A Luta Contra a Instabilidade e as Pressões Internas

Por a 30 Janeiro 2024 17:25

Será desta que vemos a Alpine a aproximar-se das equipas do topo da tabela? Depois de um 2023 em que mais uma vez teve de reformular a sua estrutura, a Alpine entra em 2024 com a esperança de evoluir e de deixar definitivamente as constantes mudanças de lideranças.

Em 2021, a Renault cedeu o protagonismo à Alpine. Na prática, apenas o nome mudou, pois a Alpine era apenas uma entre as várias marcas do Grupo Renault, buscando visibilidade para fins de marketing. Contudo, a transição para a Alpine também marcou uma rutura com o passado, com Laurent Rossi para o lugar de Cyril Abiteboul, assumindo a liderança do “antigo projeto” Renault, enquanto Luca de Meo (CEO do Grupo Renault) permanecia por perto. A pergunta que pairava era se essa mudança realmente teria algum impacto.

Com a entrada de Rossi, veio também Otmar Szafnauer, trocando a Aston Martin pelos franceses. A reestruturação (mais uma) apresentou um novo plano: 100 corridas para evoluir e competir pelo título. Um plano mais realista, mais alcançável e menos suscetível a instabilidades. No passado, a janela de oportunidade para atingir o topo sempre parecia pequena demais, e os objetivos eram consistentemente fracassados.

Entretanto, essa nova reestruturação, que prometia estabilidade e um plano realista para a Alpine, aparentemente não surtiu os efeitos desejados. Em 2023, pouco mais de um ano após a sua chegada, Szafnauer saiu, tal como Laurent Rossi, que no arranque da época expressou publicamente a sua crítica ao desempenho da equipa, o que causou desconforto e serviu de catalisador para a saída do francês. O mesmo sucedeu ao diretor-desportivo Alan Permane, que após 34 anos em Enstone. Foi confirmada também a saída de Pat Fry, que iria continuar a sua carreira na Fórmula 1 noutra estrutura como diretor técnico: a Williams. Para compensar as saídas, Bruno Famin, Vice-Presidente da Alpine Motorsport, assumiu as rédeas do projeto e Eric Meignan veio da Mercedes para assumir o cargo de diretor técnico, trabalhando com Matt Harman na área técnica.

No geral, a Alpine não consegue esconder a sua “faceta Renault”, onde a instabilidade é proeminente e os objetivos mais ambiciosos não são alcançados. A F1 necessita de uma Alpine robusta, mas até agora, a equipa tem agido para minar os seus próprios esforços. Até quando? As equipas mais bem-sucedidas nas últimas 15 temporadas mantiveram as suas lideranças inalteradas, e essa estabilidade tem gerado resultados positivos. A equipa manteve os pilotos, que tiveram prestações positivas, mas a falta de potência do motor Renault prejudica as ambições da equipa. Com mais um ano de remodelações, e com a conjuntura vigente, será difícil ver a Alpine a lutar por mais do que o meio da tabela.

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