F1: Ação judicial suspende contrato para o GP em São Paulo

Por a 12 Janeiro 2021 17:30

O GP de São Paulo enfrenta novas dúvidas pois o contrato assinado com a F1 está a ser alvo de uma ação judicial, que questiona a transparência do mesmo.

A F1 sempre fez questão de visitar o Brasil, casa de milhões de fervorosos fãs da modalidade. Em Dezembro foi anunciado que o então CEO da F1 Chase Carey tinha assinado um contrato de cinco anos com um novo promotor, e que a corrida deixaria de ser conhecida como o GP do Brasil.

O acordo anterior, assinado com Bernie Ecclestone, tinha deixado a F1 sem receber qualquer taxa durante os últimos anos. Esse acordo acabou em 2020, embora não houvesse corrida. Após os planos para uma corrida num novo circuito proposto no Rio não se terem concretizado, Carey teve de encontrar uma forma de manter a F1 em Interlagos, mas com um promotor diferente, como é explicado num artigo do motorsport.com.

Brazil Motorsport foi o novo promotor que entrou em cena, uma empresa recém formada com apoio do governo de Abu Dhabi através do fundo Mubadala e a mudança do nome deve-se ao apoio mais forte do governo de São Paulo.

A verdadeira natureza do apoio financeiro de São Paulo tornou-se clara em documentos que revelam quanto a cidade está a pagar, um valor de 20 milhões de reais – o equivalente a 3,65 milhões dólares – por ano, durante os cinco anos do negócio.

Com as informações financeiras agora reveladas, o contrato foi contestado e a ação judicial, que levou à suspensão do contrato pelo Juiz Emilio Migliano Neto, com base na assinatura de um acordo com dinheiro do estado e com um ajuste direto a uma empresa, sem qualquer concurso, enquanto se aguarda uma investigação mais aprofundada.

“Os factos revelam sem dúvida, pelo menos nesta fase, que os princípios de transparência estão a ser violados de uma forma explícita”, observou o juiz.

“Por esta razão também [ausência de concurso], há necessidade de suspender a execução do contrato, para avaliar se há efetivamente recursos para cobrir as despesas detalhadas no acordo assinado”.

As autoridades de São Paulo têm agora cinco dias para apresentar os documentos relevantes.

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Scuderia Fast Turtle
Scuderia Fast Turtle
14 dias atrás

Mas o dinheiro que São Paulo dá alguma coisa em comparação com o retorno financeiro que a f1 traz de imediato? Já para não falar a média é longo prazo…

Não tenho dúvidas que tanto Portimão como Cascais pagariam esse valor de boa vontade.

Pity
Pity
Reply to  Fast Turtle
13 dias atrás

O problema, ao que parece, não está no dinheiro que São Paulo paga, mas na questão da entrega a um promotor sem concurso.
Agora é preciso concurso para tudo e mais alguma coisa, por causa da transparência, como se isso fosse garantia de honestidade. Quantos concursos “marados” já foram aceites?

Scuderia Fast Turtle
Scuderia Fast Turtle
Reply to  Pity
13 dias atrás

Os falsos concursos…

Pity
Pity
Reply to  Fast Turtle
13 dias atrás

Exacto.

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