F1: A recuperação de Lance Stroll
O que Lance Stroll fez no fim de semana do Bahrein foi deveras impressionante. 12 dias depois de uma cirurgia ao pulso, pilotou um F1 e terminou nos pontos… isto sem qualquer teste de inverno.
Stroll publicou um vídeo nas suas redes sociais onde explica o desafio que enfrentou nos últimos dias:
“No sábado, 18 de fevereiro, caí de minha bicicleta enquanto treinava em Espanha. Os exames mostraram que tinha uma fratura e deslocamento no pulso direito, uma fratura no pulso esquerdo, uma fratura parcial na mão esquerda e finalmente outra fratura no dedo grande do pé direito.
Com o início da estação mesmo ao virar da esquina, o timing não poderia ter sido pior. A minha equipa médica, no início, acreditava que eu não só iria falhar os testes, mas também, realisticamente, as primeiras corridas.
48 horas após o meu acidente/12 dias antes da primeira corrida, o Dr. Javier Mir operou com sucesso o meu pulso direito. Após a cirurgia, o Dr. Mir disse-me que eu voltaria para Jidá se eu trabalhasse muito e com um pouco de sorte ele estava otimista que eu poderia correr no Bahrein – mas essa era uma possibilidade ténue.
O trabalho não estava feito. Infelizmente, o Dr. Mir explicou que as fraturas na minha mão/punho esquerdo e dedo do pé não eram adequadas para fixação e que eu teria de confiar numa abordagem mais conservadora para curar as minhas outras lesões.
A minha equipa médica assegurou-se de que estávamos a fazer tudo que mostrasse alguma evidência para a cura óssea. Tornou-se o meu trabalho a tempo inteiro, tentando combinar tudo o que podia ajudar, mesmo que fosse por 0,5%.
Inicialmente o progresso era lento – precisava de muita ajuda, mesmo com tarefas diárias em casa. Mas cada dia melhorava e assim que o gesso saiu no dia 4, tornou-se possível que tivéssemos uma hipótese de correr no Bahrein. A minha equipa médica concebeu um programa que me ajudaria a restaurar a mobilidade e a força nos meus pulsos.
A reabilitação exigia muito trabalho e persistência – mas com uma equipa médica incrível e com o apoio dos meus amigos e família – consegui superar a dor e voltar à pista no Bahrein com a minha equipa e colegas pilotos.
E conseguimos!!!!”
Um exemplo de superação e a prova que para estar ao mais alto nível, é preciso fazer muitos sacrificios.
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FormulaTwo+1
7 Março, 2023 at 18:13
Muita garra! E muito bom carro!… Corrida muito impressionante, dadas as limitações físicas!
jo baue
7 Março, 2023 at 22:20
Não chega já o foguetório marca Stroll ? É que já se tolera a razão especial para os media portugueses o levarem num andor, e não se atreverem a criticar, fora o cinema que é feito à volta da lesão,
mas, fica aqui – para memória futura- mais uma vez: O filho do papá não merece estar como piloto na Fórmula 1.
CC
8 Março, 2023 at 1:09
Ao que estamos a chegar, com este jornalismo altamente especializado do desporto motorizado… começa a dar vontade de rir, para não chorarmos…
Que a f1 e os seus intervenientes estão num mundo à parte, nós até percebemos, agora que um jornalista altamente especializado em desporto motorizado, assine um artigo sobre um jovem que dá um tralho de bicicleta quando não devia e que depois nos diga quais os ossos que partiu e não partiu e como alguém os colou ou endireitou e no meio disto tudo se fale em coragem, persistência e superação, já começa a parecer-me uma perda de noção do ridículo a que se consegue chegar…
Que o pai do jovem faça isso e tudo mais para valorizar o filho e os seus feitos eu acho ótimo e aplaudo… pai é pai e os filhos merecem tudo até a nossa cegueira… agora um jornal especializado, parecem-me sem sentido.
Para cúmulo estamos a falar de um desporto que infelizmente vai tendo alguns casos de acidentes, que obrigam a muita coragem, resiliência e superação… assim de repente lembro-me de um Alex Zanardi… agora dar um tralho de bicicleta… francamente…