F1: A história e os números assombrosos do domínio da unidade motriz híbrida da Mercedes | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

F1: A história e os números assombrosos do domínio da unidade motriz híbrida da Mercedes

Fábio Mendes by Fábio Mendes
18 Dezembro, 2025
in F1, FÓRMULA 1, Newsletter
A A

Share on FacebookShare on Twitter

O fim desta era regulamentar significa também o fim da história de uma unidade motriz que desde 2014 tem dominado a F1. A Mercedes foi a referência desde início desta era “híbrida” e transformou estes 11 anos numa das histórias mais impressionantes da marca e do automobilismo. Uma história que vem desde 2010 e que revela de forma inequívoca a qualidade do trabalho da Mercedes AMG High Performance Powertrain, em Brixworth.

O Início da Revolução (2010–2013)

A história do domínio da Mercedes na era híbrida começou muito antes da primeira corrida de 2014. As conversas iniciais sobre os novos regulamentos entre as equipas de Brackley (chassis) e Brixworth (motores) remontam ao final de 2010. Quando as regras para a nova unidade motriz V6 híbrida foram oficialmente publicadas em meados de 2011, a Mercedes-Benz adotou uma abordagem totalmente integrada, com foco claro na maximização do desempenho global do carro.

Andy Cowell, que assumiu o cargo de Diretor-Geral da Mercedes AMG High Performance Powertrains (HPP) em janeiro de 2013, foi a figura central por trás deste projeto. Sob a sua liderança, a equipa de Brixworth enfrentou um desafio que ele próprio descreveu como “muitas vezes mais difícil do que o desenvolvimento do KERS ou dos motores V8”. Recorde-se que a além de um sistema de recuperação de energia cinética (MGU-K), que era uma evolução do KERS, havia também o MGU-H, que aproveitava a energia térmica desperdiçada, no elemento que se tornou o mais difícil de desenvolver.

Artigos relacionados

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

16 Julho, 2026
GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

16 Julho, 2026

A Mercedes aproveitou a sua capacidade de fabrico para realizar mais trabalho de desenvolvimento – tanto em qualidade como em quantidade – do que os seus rivais. A equipa executou dois programas paralelos de desenvolvimento de motores: um focado no desempenho puro e outro na fiabilidade, que convergiram no final do processo para criar a unidade mais potente e duradoura da grelha de 2014.

​

2014: A Revolução PU106A Hybrid

O Segredo do “Split-Turbo”

A grande inovação que distinguiu a Mercedes foi o design do turbo dividido (split-turbo). Enquanto os turbocompressores convencionais têm a turbina e o compressor montados lado a lado, a Mercedes separou-os:​

  • Compressor: Montado na parte frontal do motor.
  • Turbina: Posicionada na parte traseira.
  • MGU-H: Instalado no centro do “V” do motor, entre os dois componentes.
  • Ligação: Um veio longo atravessando o motor.

Esta configuração permitiam um melhor arrefecimento, com intercoolers menores, que significavam menos arrasto e sidepods mais compactos, além de redução significativa do turbo lag. A eficiência térmica subiu para os : 44%, um salto enorme face aos 29% dos motores V8 anteriores. Quanto à Potência: 630 kW (840 cv) a 15.000 rpm.

O Mercedes F1 W05 Hybrid estreou-se no GP da Austrália de 2014 com uma vitória de Nico Rosberg por 27 segundos de vantagem. A equipa conquistou 16 vitórias em 19 corridas, 11 dobradinhas e 18 pole positions na temporada inaugural.

Evolução e Supremacia (2015–2021)

A Mercedes não parou. Em 2016, a eficiência térmica da unidade motriz ultrapassou os 47%, e a potência máxima superou a barreira dos 900 cv, igualando os motores V10 de 2005, mas consumindo metade do combustível. Em 2017, num banco de testes, a unidade motriz Mercedes tornou-se a primeira na história a ultrapassar 50% de eficiência térmica.

A partir de 2017, os motores ganharam a designação “EQ Power+”. O período de 2019 a 2021 foi marcado por uma intensa batalha de desenvolvimento com a Ferrari e a Red Bull. Toto Wolff admitiu mais tarde que alguns dos problemas de fiabilidade de 2020 e 2021 resultaram de a equipa ter “esticado demasiado a corda” em 2019 para responder ao aumento de potência da Ferrari. 2021 marcou o fim do reinado indisputado da Mercedes.

O Problema do “Porpoising” (2022) e A Temporada “Em Branco” (2023)

Com os novos regulamentos de efeito de solo, o fenómeno do porpoising causou danos físicos aos motores. Hywel Thomas, que sucedeu a Andy Cowell como Diretor-Geral em 2020, revelou que os motores estavam a “levar uma sova infernal” devido às vibrações extremas. Apesar disso, a fiabilidade manteve-se notável, com apenas duas desistências mecânicas em 2022. Se a Mercedes manteve a competitividade ao nível dos motores, perdeu o norte na era do “efeito solo” e com isso perdeu a vantagem competitiva. Isso ficou claro em 2023. Pela primeira vez desde 2011, a equipa oficial Mercedes terminou uma temporada sem qualquer vitória (zero vitórias) com a Honda a dominar por completo. Foi o ponto mais baixo da era híbrida.

O ressurgimento graças à McLaren

A Mercedes recuperou a forma vencedora em 2024 e 2025, mas a verdadeira história de sucesso foi a McLaren. Equipados com o motor Mercedes, os McLaren de Lando Norris e Oscar Piastri dominaram a temporada de 2025, somando 14 vitórias combinadas, provando que a unidade motriz de Brixworth continuava a ser uma referência, terminando como começou… com vitórias sucessivas e títulos.

​Os números das Unidades Motrizes Mercedes

PilotoVitórias (Era Híbrida)Percentagem (do total de 140)
Lewis Hamilton8359,3%
Nico Rosberg2014,3%
Lando Norris117,9%
Valtteri Bottas107,1%
Oscar Piastri96,4%
George Russell53,6%
Daniel Ricciardo10,7%
Sergio Pérez10,7%

Mercedes-AMG Petronas

  • Total de Vitórias: 118
  • Período de Ouro: Entre 2014 e 2016, a equipa venceu 51 de 59 corridas.

McLaren

  • Total de Vitórias (Era Híbrida): 20
  • Renascimento (2024-2025): A McLaren tornou-se a principal força motriz do motor Mercedes no final da era, somando 19 vitórias apenas nas temporadas de 2024 e 2025 combinadas, superando a própria equipa de fábrica nestes dois anos.

Racing Point

  • Racing Point (2020): A famosa vitória de Sergio Pérez no Sakhir, recuperando de último para primeiro com o “Mercedes Rosa”.

​

One turbo-hybrid era ends. Another one begins.

Hywel reflects on the past 12 years and looks ahead to 2026 💪 pic.twitter.com/65GK4bsEee

— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) December 17, 2025

    Fim de uma era festejado

    A Mercedes assinalou, na sua unidade de Brixworth, no Reino Unido, o encerramento da era dos motores turbo-híbridos da Fórmula 1. A cerimónia decorreu a 16 de dezembro, com a presença do Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team e de numerosos colaboradores ligados ao desenvolvimento das unidades de potência. O piloto de reserva Fred Vesti realizou duas demonstrações ao volante de monolugares emblemáticos: a W05 de 2014, que marcou o início do domínio turbo-híbrido da marca, e a W16 de 2025, último chassis desta geração.

    O evento sublinhou um período de sucesso sem precedentes: mais de 250 Grandes Prémios disputados, 140 vitórias, 150 pole positions e quase 400 pódios, resultados alcançados pela equipa oficial e pelos clientes Mercedes.

    Some action clips from today’s End of An Era event at HPP 🫶 pic.twitter.com/6dYPEiC7IU

    — Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) December 16, 2025

    Foram igualmente expostas várias gerações de unidades de potência desenvolvidas em Brixworth, numa homenagem coletiva ao trabalho técnico realizado ao longo de doze temporadas. A celebração marcou simbolicamente a transição para a nova regulamentação de 2026, que dará origem a uma nova filosofia técnica na Fórmula 1.

    As unidades híbridas sempre foram mal amadas, pelo seu custo, complexidade, som pouco entusiasmante e exigência. Neste enorme desafio técnico, a Mercedes foi claramente a melhor, ajudando a conquistar 10 títulos de construtores e oito títulos de pilotos.

    Engineering excellence. Era-defining. pic.twitter.com/3u2XN0FMdO

    — Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) December 16, 2025
    Tags: F1Fórmula 1Mercedesunidade motriz híbrida
    Fábio Mendes

    Fábio Mendes

    Em 2013 criei um blog com um grupo de amigos, que me abriu as portas para o fantástico mundo do motorsport e do AutoSport, onde escrevo desde 2017.

    Artigos relacionados

    GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”
    FÓRMULA 1

    GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

    by José Luis Abreu
    16 Julho, 2026
    GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”
    FÓRMULA 1

    GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

    by José Luis Abreu
    16 Julho, 2026
    Next Post
    Rudolf Caracciola: o verdadeiro Rei da Chuva

    Rudolf Caracciola: o verdadeiro Rei da Chuva

    Da neve e gelo do Monte Carlo à savana do Quénia: as origens do Porsche 911 nos ralis

    Please login to join discussion
    • Últimas
    • Tendências
    • Comentários
    GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

    GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

    16 Julho, 2026
    GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

    GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

    16 Julho, 2026
    GP da Bélgica de F1: Lewis Hamilton exige esforço máximo à Ferrari

    GP da Bélgica de F1: Lewis Hamilton exige esforço máximo à Ferrari

    16 Julho, 2026
    GP da Bélgica, F1: horários, 6ª Feira, TL1-12h30, TL2-16h00

    GP da Bélgica, F1: horários, 6ª Feira, TL1-12h30, TL2-16h00

    16 Julho, 2026
    Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

    Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

    164
    GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

    GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

    157

    GP da Bélgica F1: Hamilton vence e fica a duas de Schumacher

    153
    GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

    GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

    147

    Sobre

    Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

    Informação importante

    Ficha técnica
    Estatuto editorial
    Política de privacidade
    Termos e condições
    Informação Legal
    Como anunciar

    Tags

    António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

    Grupo AutoSport

    AutoSport
    AutoMais
    Clube Autosport

    • Purchase Now
    • Features
    • Demo
    • Support

    © 2025 Autosport copyright

    Bem vindo de volta!

    Faça login na sua conta abaixo

    Forgotten Password? Sign Up

    Create New Account!

    Fill the forms below to register

    All fields are required. Log In

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Log In
    No Result
    View All Result
    • Login
    • Sign Up
    • CLUBE AUTOSPORT
    • F1
    • VELOCIDADE
    • RALIS
    • TT
    • +MOTORES
    • KARTING
    • HISTÓRICO
    • AUTO+
    • ASSINATURAS

    © 2025 Autosport copyright