F1: A festa e as novas marcas
A F1 tem crescido em popularidade nos últimos anos e festas como a que vimos no ano passado em Zandvoort e como iremos ver este ano, são apenas um dos muitos retratos que temos visto ao longo dos últimos tempos. A Netflix abriu as portas a um mundo novo de fãs e agora as bancadas estão ainda mais repletas de pessoas que querem ver a F1 ao vivo. E isso tem mudado a F1.
Há mudanças positivas e negativas e essas têm sido abordadas com alguma frequência por aqui. Mas há uma que altera e muito a realidade do Grande Circo que é a entrada de novas marcas. A Audi anunciou oficialmente no fim de semana passado o ingresso na F1 e esperava-se que o anúncio da Porsche se seguisse. No entanto, as negociações com a Red Bull terão estagnado, pelo que ainda não é garantido a aliança Red Bull – Porsche avance. Mas apenas a entrada da Audi é um sinal claro de saúde da competição. E não é fácil vermos este tipo de sinal tão positivo no desporto motorizado. A indústria automóvel atravessa uma fase de incerteza, com a guerra na Ucrânia e todas as consequências adjacentes a colocarem um forte travão no que se pensava ser a recuperação pós-covid. A mudanças na mobilidade e a indefinição que ainda se vive poderia levar as marcas a pensar de forma cuidadosa nos investimentos. Basta ver competições como o WRC, WTCR entre outras que atravessam momentos delicados. Do lado da F1 o cenário é muito diferente. E muito disso se deve à abertura da F1 a novos públicos.
Se antes a F1 era um desporto para velhos ricos, fechado, cinzento e pouco interessante para os jovens, agora é um desporto ainda mais massificado, com um alcance global que talvez nunca tenha tido, unindo os fãs da “velha guarda” e os novos adeptos. As marcas não estão distraídas e basta ver que a Audi quer entrar na F1 para apelar também ao público jovem que agora é associado à F1. O público que faz a festa, que quer ver ao vivo e que vai começar a olhar para as marcas que correm em pista com mais atenção. A festa nos fins de semana de corridas continua a crescer e com isso vai crescer ainda mais o interesse das marcas que veem na F1 a montra ideal para se mostrarem. A Audi já confirmou, esperamos pela Porsche e veremos se não teremos mais surpresas a médio prazo.




