F1 2026: FIA confia nos mecanismos criados para garantir competitividade, sem BoP
O ano era 2014 e a F1 entrava numa nova era, completamente diferente, com motores acoplados a unidades elétricas. Unidades motrizes híbridas que mudaram a face do desporto. Porquê? Durante sete anos a Mercedes, com a melhor unidade motriz, dominou por completo a F1 e arrasou o panorama competitivo. Em 2026 uma nova revolução começa, mas desta feita, com mais medidas de segurança.
Os feitos da Mercedes não devem ser menosprezados. Os Flechas de Prata construiram a melhor unidade motriz e tiveram o merecido sucesso pelo trabalho bem desenvolvido. O problema da era híbrida não esteve no domínio da equipa alemã, foi no tempo que durou. Foram necessários sete anos para o panorama competitivo voltar a ser equilibrado. A Renault nunca conseguiu encontrar a fórmula certa, a Ferrari demorou, mas conseguiu encontrar o caminho certo e a Honda penou (e muito) para chegar ao topo. E há receios que a F1 possa entrar por uma nova era de domínio absoluto com os regulamentos de 2026. No entanto, há mecanismos para evitar um cenário igual.
Recuperação mais rápida em caso de domínio
Segundo a The Race, a FIA incluiu nas regras de 2026 mecanismos que permitem desenvolvimento extra aos fabricantes cuja unidade motriz esteja mais de 3% abaixo da melhor após as cinco primeiras corridas do ano. Além disso, o sistema já usado com a escala de desenvolvimento inversamente proporcional ao sucesso garante algum equilíbrio, tal como o limite orçamental. No papel há mecanismos que poderão diminuir o tempo de recuperação das equipas, no caso de alguém encontrar a “bala de prata”. Mas é habitual neste tipo de revoluções, vermos uma equipa a destacar-se enquanto as outras recuperam terreno. É provável que tal aconteça no próximo ano. O que se espera é, se essa for a realidade, que a concorrência demore muito menos tempo recuperar.
BoP? Não obrigado!
Nikolas Tombazis, diretor da FIA para os monolugares, reforça que a F1 não precisa de BoP, pois esse sistema destina-se a categorias com carros muito distintos, como os GT. Em vez disso, a F1 aposta em medidas para corrigir desvantagens estruturais, como o teto orçamental e limites de testes aerodinâmicos, permitindo que equipas novas ou menos desenvolvidas possam recuperar terreno sem distorcer artificialmente a competição.
Tombazis argumenta que o objetivo é mitigar vantagens acumuladas ao longo dos anos por equipas mais estabelecidas, sem premiar o fracasso. Assim, os mecanismos para compensar desvantagens em 2026 serão rigorosamente controlados, e apenas servirão para garantir que nenhum fabricante fique irremediavelmente para trás. E dada a filosofia das equipas, apenas a sugestão de um BoP seria suficiente para provocar uma onda de contestação. Não parece que o sistema seja uma solução para a competição.
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galileufigarogmail-com
18 Julho, 2025 at 15:02
Acho a utilização de BoP das situações mais injustas do desporto automóvel
Canam
18 Julho, 2025 at 17:59
Em teoria os BOPs que já existem há anos noutras séries permitem que as corridas sejam decididas, não pela mestria técnica dos engenheiros e pelas qualidades dos pilotos, mas por indivíduos sentados em secretárias que decidem dar a uns, tirar a outros, etc. Ou seja o conceito de show montado.