Num excelente artigo no The Race, Gary Anderson deixa pistas muito interessantes que explicam o porquê da época da Mercedes já poder ter “ido ao ar”.
Obviamente que ainda há tempo para resolver as questões, o problema é que essa resolução pode não ser nada fácil, tudo por causa do caminho que a Mercedes seguiu.
Se em 2014 trabalhou de forma tão perfeita que ganhou uma vantagem que durou vários anos, não vamos ao ponto de dizer que a época está perdida, nem faria sentido, mas as probabilidades disso acontecer são significativas.
Tudo porque por muito bom que tenha sido o trabalho no túnel de vento e no CFD, se o conceito aerodinâmico escolhido, a filosofia do monolugar, tiver sido mau, pouco há a fazer a partir daqui. Veja-se o caso da Aston Martin o ano passado. Depois do carro que tiveram em 2020 (ainda como Racing Point) recorde-se do que lhes sucedeu em 2021 já como Aston Martin.
Ou seja, quando é escolhida a filosofia, tudo o resto é feito a partir daí e mesmo que o que for feito seja perfeito, se o conceito inicial é mau, está tudo estragado.
Portanto, como diz Gary Anderson: “onde se começa dita onde se acaba, por isso a visão inicial é crítica para o resultado final e, por sua vez, para o desempenho do carro”. É uma frase que, provavelmente, diz tudo, pois as equipas seguem um caminho e depois tentam otimizar essa solução: o desempenho final do carro é a soma de todas as suas partes.
Tudo isto para dizer que a Mercedes pode tentar muita coisa e nunca conseguir chegar a lado nenhum. Se assim for, até para o ano…










Antes da primeira grande actualização a fazer no carro, que normalmente acontece em Barcelona, não dou a Mercedes como “morta”.
Para os “iluminados” e profetas da desgraça andm com o terço na mão a rezar que tudo de errado depois de um ano de Masi…A mercedes vai dar a volta por cima …. Aguardem
Incrível como numa época onde estaram dos carros mais bonitos da história da F1… a Mercedes tenha construido um dos carros mais feios de sempre… e que ainda por cima peca em performance… pior só a McLaren.
Ainda pior és tu que és mais feio de todos… ahahahahah tens as orelhas muitos grandes dá muito downforce, muito arrasto as perde-se velocidade de ponta… ahahahahahah… Só podes ser adepto da RBR não dizes nada que presto… És bola
O teu neurôniosito só dá para o insulto… se tivesses pelo menos dois, já tinhas reparado que sou adepto da Honda e não da RB, aliás, eu criei esta conta exactamente para defender a Honda do tempo da McLaren, quando toda a gente atacava a Honda.
Verdade mas todos sabem que qualquer equipa, seja em que modalidade for, nunca fica sempre lá em cima! O ciclo acaba. Outro virá se trabalharem para isso ou se a Mercedes se mantiver na F1. Nada de novo, quem não compreendo isto, pouco compreende de nada!
Faz parte. Não é nenhum drama. É descobrir outro caminho e seguir em frente. Todos os problemas que resolvam esta época vão ser muito úteis para 2023, assim que não é desperdício de trabalho como foi em 2021 para muitas equipas.
Não acredito que a Mercedes não consiga dar a volta. Poderá não lutar pelo título (eu acho que ainda irá) mas irá lutar por vitórias.
Se derem a época como terminada mais cedo, terão mais tempo para preparar a próxima. Não vejo drama, só pena da McLaren não estar minimamente competitiva (essa sim parece completamente arrumada).
Pelo título do artigo e pelo assunto em questão… esperava algo técnico… uma (ou várias) razão para o conceito ser “defeituoso”…
Essa argumentação com “lapalissadas” não vale… a astróloga Maya faz igual…
Já tu devias ter falado com a Maya antes de teres dito que o “conceito” do w13 ia arrasar a concorrência…lol
outra vez?
já te disse para esperares umas corridas…
Podia-te explicar porque é que acredito no conceito da Mercedes (minimização do drag)… mas ias continuar a não perceber…
lol pelos vistos percebes muito da poda…o Newey ao pé de ti não deve passar de um aprendiz, já eu nem isso, pois ia “continuar a não perceber” a tua “sábia” explicação … Se quiseres falar de minimização de drag devias saber que não se consegue apenas ao reduzir os flancos. O drag advém de toda a área do carro (vista de frente) e que mesmo com os flancos minimizados facto é que os pneus traseiros estão lá para causar drag, ou seja, não há drag por causa dos flancos mas acaba por haver por causa dos pneus traseiros…A Tyrrell… Ler mais »
Não percebo muito mas percebo o suficiente para poder formar uma “opinião” sem copiar as opiniões dos outros… No campo técnico as “opiniões” valem 0 (zero)… o que conta é a física… No que respeita a drag… O drag são perdas… quanto mais se tem, maior tem que ser o fluxo energético (vulgo potência) para o compensar… como temos limites de fluxo energético (100kg/h de combustível) e de energia total (110 kg de combustível), a minimização dessas perdas é muito importante… O drag tem 2 origens… tensões normais (devido aos efeitos da pressão) e tensões de corte (devido aos efeitos… Ler mais »
O drag é a resistência de um corpo em movimento, causa perdas (quanto maior for o drag maior é a perda) mas não é a perda propiamante dita, essa perda que de facto existe é consequência do drag…E de facto não é só a secção frontal que conta, daí eu ter dito que era toda a àrea do carro vista de frente, chamemos-lhe a silhueta do carro. O que dizes do balão à frente do pneu está correcto mas esqueces-te que os flancos “escavados” têm como função desviar o fluxo de ar que iria contra os pneus traseiros, (reduzindo assim… Ler mais »
Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe!
Fantástico que sobre um ditado popular haja pessoas que deêm um comentário negativo (ou positivo já agora)
Pode acontecer à Mercedes o mesmo que aconteceu à antiga Brabham quando Gordon Murray criou o conceito inovador com o BT55, o carro super baixinho que tinha o motor BMW inclinado para caber, o que fazia verter óleo e falhar, andaram várias corridas a tentar resolver o problema e acabaram por abandonar esse chassi depois da morte do De Angelis e voltar ao carro antigo, porque simplesmente não resultava, apesar de ser um conceito totalmente inovador e diferente, algumas ideias usadas nesse Brabham BT55 foram re-utilizadas depois no McLaren MP4, com os resultados que conhecemos. Embora a Mercedes não possa… Ler mais »
O BT55 foi utilizado durante toda a época de 86, excepto no GP da Grã Bretanha em que Patrese guiou o BT54. Apesar de Gordon Murray ter reclamado para si a orientação técnica e de ter afirmado que o conceito do MP4-4 de 88 foi baseado no BT55, facto é que o carro foi desenhado por Steve Nichols e sua equipa sem que o BT55 ou Murray tivessem tido alguma influência.
Realmente tem razão em relação à utilização do BT55, apenas na GB o Patrese utilizou o BT54 enquanto o Warwick o BT55, que se revelou mais rápido e foi até ao fim da temporada com algumas alterações, especialmente na caixa de velocidades. Mas ainda hoje existem duas versões sobre quem realmente criou o McLaren MP4-4, e segundo o Murray ele criou o projecto e o Nichols trabalhou nele sobre a supervisão do Murray, já o Nichols diz que o projecto inicial realmente era do Murray (com a tal filosofia do carro baixinho com menos distância entre o fundo do carro… Ler mais »
A partir de Barcelona vamos ver como está a Mercedes, porque desde o inicio até Barcelona são 2 meses de campeonato, então já têm muita informação para poder superar os problemas encontrados no W13 e melhorar a performance, caso isso não se verifique então a próxima época começa bem sedo.
A grande questão é se o Lewis vai querer fazer mais uma época se esta ficar definitivamente comprometida. A sua vontade de bater o recorde que lhe falta, poderá não ser suficiente para andar mais um ano a tentar. Lewis já é, para os padrões da F1, um veterano e começar de cá de baixo novamente não lhe deve ser muito atractivo.
Até por este prisma esta época está a ser uma cx. de surpresas.