Daniil Kvyat: “Aos 19, talvez fosse demasiado cedo para ir para a F1”
O piloto da AlphaTauri, Daniil Kvyat, concordou com as declarações do seu chefe de equipa, Franz Tost, quando este disse que a passagem para a Red Bull Racing tinha acontecido muito cedo – CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS.
Kvyat chegou à Fórmula 1 em 2014, entrando na Scuderia Toro Rosso, depois de ter sido campeão na GP3 Series em 2013. Em 2015, subiu à Red Bull Racing, onde ficou até ao Grande Prémio da Rússia de 2016, altura que, após vários incidentes, trocou de lugar com Max Verstappen, fazendo o percurso inverso e regressando à Toro Rosso.
Às declarações de Tost, o piloto russo ainda acrescentou mais, dizendo que: “Aos 19 anos, acho que era demasiado cedo para ir para a Fórmula 1”.
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831AB0
21 Junho, 2020 at 12:39
A verdade é que até nem se portou nada mal no primeiro ano com a Toro Rosso, e no ano seguinte, com a Red Bull, ficou à frente do conceituado «Danny Ric» no campeonato (embora por apenas 3 pontos, e em parte devido a circunstâncias que não tinham directamente que ver com o desempenho dos pilotos). O problema foi depois, na época seguinte, quando a ânsia de mostrar resultados o fez incorrer em exageros, mas também é preciso ter em conta que o Daniil Vyatcheslavovitch saiu da Red Bull para dar lugar ao Max Verstappen. A despromoção para a Toro Rosso deixou-o claramente desmotivado, o que o impediu de mostrar o seu valor e conduziu à saída da Toro Rosso (à qual só regressou porque o programa do RBJT secou).
Uma coisa é certa: se ele continua na F1 é porque lhe reconhecem valor. Fez provas excelentes, entre elas o GP da Alemanha do ano passado. Vai ganhar algum GP? Duvido. Vai ser campeão do mundo? Não. Mas outros que já passaram pela F1 e eram altamente conceituados acabaram por sair por terem muito menos talento.
E agora a pergunta para €1.000.000,00: devia Helmut Marko ter optado pelo António Félix da Costa em lugar do Kvyat? Não sei. Só quem estava dentro do programa da Red Bull sabe o que viu entre os dois para que o escolhido fosse o Kvyat. O que eu vi foi uma época confrangedora do DAC na FR 3.5 e uma temporada brilhante do Kvyat na F3 e, sobretudo, na GP3. E nem se pode dizer que os dois anos seguintes do DAC tenham provado que o Dr. Helmut Marko cometeu um erro grave de apreciação…
Mcrae
21 Junho, 2020 at 13:05
Concordo com muito do que disse, mas porque será que o AFC teve um ano miserável? O carro algum dia ajudou?
A equipa também nunca mostrou grande valor, enfim, o na que eu sei é que se este foi cedo demais a culpa também não foi do de AFC e os responsáveis da red Bull diziam que o russo conseguia ligar muito bem com a pressão etc etc e até hoje não vi nada de especial.
João Paulo Gonçalves
21 Junho, 2020 at 13:27
Quanto à questão Dac,kvyat para mim é simples: quantas latas poderiam vender na Rússia e quantas em Portugal?….. só isso!
831AB0
21 Junho, 2020 at 15:17
É, deve ser isso mesmo. Foi por isso que trocaram o Kvyat pelo Max Verstappen: o mercado holandês é muito maior que o russo!…
Pity
21 Junho, 2020 at 13:42
Subscrevo os dois primeiros parágrafos, mas não o último.
É certo que ninguém pode afirmar que o AFC teria sucesso na F1, mas ele não desaprendeu de um ano para o outro. O engenheiro do primeiro ano nas world series foi substituído por outro, com o qual o piloto nunca se entendeu, teve vários problemas com o carro, até uma incorrecta montagem de um componente que, ao fim destes anos, já não me lembro qual foi. Nada disto foi culpa do piloto. Só me lembro de o ver cometer um erro nessa época, erro clamoroso, sim, numa corrida à chuva, quando liderava, mas mesmo com esse erro, se tivesse tido um carro tão bom e fiável como no ano anterior, poderia ter vencido. Somando tudo isso à dimensão do mercado russo, para as latinhas, em comparação com o português, a escolha foi óbvia. Mas a culpa do AFC não ter chegado à F1 foi do Webber, se ele tivesse abandonado um ano mais cedo, AFC teria entrado.
Mas o passado é passado, não adianta repisá-lo. Kvyat não sendo nenhum génio, já provou que serve muito bem para uma equipa de meio da tabela.
831AB0
21 Junho, 2020 at 15:35
Quanto à venda de «latinhas», remeto para a resposta que dei ao leitor Jp.
Quanto ao resto, o DAC esteve na mesma equipa da FR 3.5 que lhe deu aquelas vitórias soberbas no final de 2012. Tinha obrigação de fazer mais e melhor face a pilotos que não são melhores do que ele (Magnussen e Vandoorne). O resto sempre me soou a desculpas esfarrapadas. Aliás, se quer que lhe diga, eu passei o ano de 2013 com a sensação desconfortável de que, a cada prova da FR 3.5 que se disputava, o DAC ia perdendo as suas hipóteses de conquistar um lugar na F1 . Apesar de ter mantido a esperança de que fosse ele o escolhido para a TR, a contratação do Kvyat não me surpreendeu.
Note que eu não fiquei contente por o Félix da Costa ter sido preterido na ascensão à F1. Até concedo que o Dr. Helmut Marko possa ter cometido um erro de apreciação – mas o que é certo é que, à excepção da corrente temporada da FE, o DAC não mostrou nada de especial depois de ter ficado sem o lugar da Toro Rosso. Especialmente no DTM. E também não vi interesse de outras equipas da F1, o que pode muito bem estar relacionado com os resultados que teve de 2013 em diante.
Pity
21 Junho, 2020 at 17:15
A equipa era a mesma, mas como eu referi, o engenheiro do AFC era outro e nunca se entenderam. É conhecida a vantagem de haver um bom entendimento entre piloto e engenheiro, e quando aquele muda, nem sempre resulta. Mas não foi só por causa do engenheiro, o carro não era o mesmo, pifava constantemente, isso não é desculpa, é realidade. Viu essas corridas com olhos de ver? E não me venha com o DTM, diga-me qual o piloto de fórmulas que vingou no DTM? Quanto a não haver mais equipas de F1 interessadas, em que país vive? Ele não tinha dinheiro nem patrocínios. Veja o que se passou com o Álvaro Parente.
Quanto às latinhas, reafirmo o que disse. A sua comparação com o Max não faz sentido. Se tivesse sido o AFC o escolhido em vez do Kvyat, quando chegou o Max, era capaz de ter levado o mesmo chuto que levou o russo. Max era o diamante por lapidar que eles procuravam.
831AB0
21 Junho, 2020 at 18:18
«qual o piloto de fórmulas que vingou no DTM?»
Pascal Wehrlein, Marco Wittmann, Paul di Resta, Jamie Green, Daniel Juncadella… quer que continue?
«O carro não era o mesmo». Na FR 3.5 todos os chassis e motores são iguais.
«A sua comparação com o Max não faz sentido». Aqui está o velho problema de as pessoas não terem predisposição para entender ironias na Internet. O que eu disse foi que o argumento de terem preferido o Kvyat por Portugal ser um mercado mais pequeno que a Rússia é estúpido. Você é que leu outra coisa qualquer.
Pity
21 Junho, 2020 at 21:28
Claro que os carros eram todos iguais… à partida, porque na prática, tudo dependia da forma como cada equipa trabalhava, quanto ao resto, não adianta, poderíamos estar a esgrimir argumentos toda a noite, que nunca nos entenderíamos.
Frenando_Afondo™
21 Junho, 2020 at 19:49
Pois o Max entrou cedo e deu cartas, assim que essa de que ir “aos 19 é muito cedo”, parece-me desculpa esfarrapada. Mas em sua defesa, Max sempre teve as costas quentes, mesmo quando cometeu erros foi protegido pela equipa, Kvyat não tanto, assim que se meteu a jeito, foi posto fora para rapidamente promover o produto mais rentável, que era Verstappen.
Sobre a sua entrada na F1, na minha opinião, foi influenciada pela entrada do GP da Rússia nesse mesmo ano, na RB não dão ponto sem nó e como se sabe, Bernie Ecclestone tinha o dom de influenciar as equipas a meter certas nacionalidades para melhorar a venda de bilhetes nos GP´s. Por exemplo, o caso mais flagrante foi quando o Brasil esteve quase a deixar de ter pilotos Brasileiros na grelha, que Bernie fez questão de andar a pelas equipas a negociar a entrada de um piloto brasileiro para assegurar uma melhor venda de bilhetes no GP do Brasil.
De resto, de constatar que Kvyat vinha referenciado por Helmut Marko como um piloto que sabia lidar muito bem com a pressão… Pois… Como dizem pelas internetes “that didn´t aged well”. lol
O Kvyat a bem dizer é um Grosjean Russo.