Depois duma época com altos e baixos para os três (uns com muito mais baixos do que altos) Yuki Tsunoda, Nikita Mazepin e Mick Schumacher vão agora para a sua segunda época na Fórmula 1, com a esperança de poderem fazer bem melhor que em 2021. Mas não vão ter vida fácil.
Em 2021 a Alpha Tauri teve um dos carros mais competitivos da sua longa história, que remonta aos tempos da Minardi.
Em média tinha o quinto monolugar mais rápido em pista, o que deixa bem claro que não aproveitou o potencial do material que tinha à sua disposição, não tanto por causa de Pierre Gasly, mas essencialmente porque Yuki Tsunoda cometeu muitos erros e marcou menos de um terço dos pontos do seu colega de equipa. Ainda assim, Tsunoda teve os seus momentos em 2021, particularmente o quarto lugar em Abu Dhabi e o sexto na Hungria, mas a campanha do piloto japonês também foi pontuada pela tal série de erros. Sem dúvida que o japonês estará ansioso por mostrar o que pode fazer em 2022 e sair da sombra do companheiro de equipa Gasly.
A Haas apostou tudo em 2022, fazendo da temporada passada um ano de transição e de aprendizagem para os seus novos pilotos, dois rookies. Foi, portanto, com naturalidade que tenha terminado a época sem qualquer ponto. Teve ainda que pagar uma elevada factura por ter estreantes nos seus monolugares, com inúmeros acidentes a impactar os cofres da formação norte-americana. Portanto, a Haas vem de uma época tórrida, com pouco consolo.
Mick Schumacher talvez tenha tido o seu ‘momento’ com o 12º na Hungria, mas os objetivos da equipa americana são muito mais elevados do que isso. Com uma unidade de potência Ferrari rejuvenescida na carroçaria, estamos curiosos para ver o que o carro da Haas de 2022 pode fazer, uma vez que a equipa passou toda a temporada de 2021 a trabalhar nele.
Se o Haas VF-22 não for uma máquina tão difícil de manusear como o seu antecessor, então talvez Schumacher e Mazepin possam finalmente ser capazes de mostrar melhor o seu potencial.










