Quarenta anos depois da primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1, no Grande Prémio de Portugal de 1985, o icónico Lotus 97T regressou à pista do Estoril — desta vez, como símbolo de memória, paixão e legado. O evento, promovido pelo Classic Team Lotus, não só trouxe de volta o carro como também reuniu alguns dos elementos da equipa que viveram por dentro aquele momento. Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, esteve também presente na homenagem, ele que já teve a oportunidade de pilotar mítico monolugar.
Em breve conversa com o AutoSport, Bruno Senna falou da emoção de estar presente num dia tão marcante:
“Com certeza, é um dia muito emocionante. Ainda por cima com o tempo chuvoso, que veio tornar tudo ainda mais parecido com aquele momento tão marcante,” começou por dizer Bruno Senna. “Seria ainda mais especial se o carro pudesse ter andado em pista, claro, mas mesmo assim, a presença dele aqui é algo muito forte. Este trabalho que o Classic Team Lotus faz de manter essa memória viva é incrível. Eles carregam esse legado com uma paixão que contagia.”
Bruno teve a oportunidade de conduzir o próprio 97T — uma experiência que descreve como exigente, mas única.
“É uma experiência um pouco stressante. Qualquer erro de troca de velocidade pode ser o fim. Estes carros são frágeis, são exigentes, mas também são mágicos. Quando termina, aí sim, vem aquela descarga de adrenalina e dá para curtir. É realmente muito especial. Hoje em dia, são muito mais fáceis de conduzir. Mais confortáveis, mais estáveis. Estes carros antigos são duros, exigem muita sensibilidade, e é necessário sentir bem o que ele faz para poder levá-lo com segurança. Não é só saber pilotar, é saber escutar a máquina.”
“Hoje em dia os monolugares são muito avançados, então é muito mais confortável. O esforço é grande, tudo é mais rápido. O esforço físico hoje em dia é alto devido às elevadas Forças G no piloto. Mas nesses carros cada uma dos milhares de troca de velocidade que faz pode ser o fim da sua corrida”.
Desafiado a comparar eras e a escolher qual a preferida, Bruno Senna não conseguiu escolher:
“A Fórmula 1 da década de 80 era mais aberta. Tinha mais oportunidade de conseguir bons resultados com carros diferentes. Hoje a competição é muito mais fechada, mais previsível. Mas os carros modernos são uma maravilha de engenharia. O prazer de pilotar no limite hoje em dia também é muito especial. Talvez o ideal fosse poder escolher: um fim de semana nesta época, outro na atual. O melhor dos dois mundos,” disse entre risos.
Bruno Senna despediu-se de Estoril com um misto de nostalgia e gratidão. O legado de Ayrton permanece vivo não só nas memórias, mas também em eventos como este, onde o passado ganha nova vida e inspira as próximas gerações.
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Um comentário
Scirocco
23 Abril, 2025 at 17:24
Primeiro que tudo… carro lindíssimo, sobretudo quando comparado com os charutos actuais.
É natural que B. Senna diga o que disse, pois a sua escola e o seu tempo foi feito com carros diferentes. Cada época teve os seus pilotos e estes estavam habituados ao tipo de carro da altura. É verdade que os carros de hoje são mais fáceis de conduzir e não têm a entrega de potência como estes antigos turbos tinham. Mas o treino fisico, as solicitações aos musculos e os complicadissimos volantes seriam tambem obstáculo aos pilotos anteriores na condução de um dos F1 actuais. Pena de não ter revisto este Lotus com o nome Mágico inscrito
Scirocco
23 Abril, 2025 at 17:24
Primeiro que tudo… carro lindíssimo, sobretudo quando comparado com os charutos actuais.
É natural que B. Senna diga o que disse, pois a sua escola e o seu tempo foi feito com carros diferentes. Cada época teve os seus pilotos e estes estavam habituados ao tipo de carro da altura. É verdade que os carros de hoje são mais fáceis de conduzir e não têm a entrega de potência como estes antigos turbos tinham. Mas o treino fisico, as solicitações aos musculos e os complicadissimos volantes seriam tambem obstáculo aos pilotos anteriores na condução de um dos F1 actuais. Pena de não ter revisto este Lotus com o nome Mágico inscrito