A Ferrari apresenta neste momento o seu novo monolugar de 2016, o SF16-H. Como se percebe, o monolugar tem uma nova decoração, com o branco a surgir em ‘força’, desde no capot motor, asa dianteira e na frente do cockpit. A Ferrari realizou alterações significativas na sua unidade motriz, e é com este ‘package’ que vai tentar suplantar a Mercedes. O carro vai para a pista logo no domingo, quando a Ferrari realizar o seu dia de filmagens, em Barcelona, um dia antes de se iniciarem os testes, que decorrem no circuito da Catalunha de 2ª a 5ª Feira.
Horas depois da Williams fazer a todos uma surpresa com a apresentação do seu FW38 foi a vez da Ferrari mostrar o SF16-H, sendo que a ‘luta’ já começou pois há mesma hora, também pela internet, a Mercedes deixou escapar ‘frames’ do seu novo W07. hoje em dia o Marketing é um ferramenta poderosa e ofuscar (ou tentar) o adversário também faz parte…
É a primeira vez desde 1993 que a Ferrari faz regressar o branco aos seus monolugares, mas quanto ao que realmente importa, não são muitas as mudanças aparentes comparativamente ao modelo do ano passado. A mais evidente é no nariz do carro, que tem agora uma design semelhante ao da Williams.
A extraordinária revolução interna levada a cabo por Maurizio Arrivabene, James Allison e Sebastian Vettel permitiu que a Ferrari tivesse muito mais sucesso em 2015 do que toda a gente esperava, mas nem por isso retirou a pressão que existe sobre quem trabalha na Scuderia. Com a marca italiana a ser liderada por um homem de negócios, sem percepção das dificuldades especificas da Fórmula 1 mas apenas interessado em resultados que aumentem o valor da Ferrari, a pressão sobre Maranello é muito intensa, pois Sérgio Marchionne já deixou bem claro que quer ver a Ferrari a lutar pelo título este ano.
Só que quem está no terreno sabe bem que os cerca de 0,7s por volta que separaram a Ferrari da Mercedes ao longo da maior parte da temporada de 2015 não serão fáceis de eliminar face aos meios impressionantes de que a marca alemã também dispõe. Por isso é grande a expectativa acerca da postura do patrão da histórica marca transalpina caso os resultados nas primeiras corridas do ano não correspondam ás suas muito elevadas expetativas.
Dos três vértices que lideram a equipa é Allison quem arrisca mais, pois terá de dar a Vettel e Raikkonen um carro ganhador desde Melbourne, mas o inglês tem no alemão e em Arrivabene fortes aliados, até porque os dois sabem que sem Newey no mercado não existe alternativa válida para o inglês. Raikkonen também joga a sua ultima cartada em Maranello, depois de ter sido confirmado para não desestabilizar Vettel e o resto da equipa, mas continua sob pressão e terá de fazer bem melhor do que em 2015 para não terminar a sua carreira no final deste ano. Foi dado o tiro de partida, os testes vão deixar algumas indicações, mas a partir de 20 de março em Melbourne é que será a sério…

















